miniaturadaimagem|Marca do Programa Espacial Brasileiro Agência Espacial Brasileira (AEB) é a autarquia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação responsável pelo programa espacial do Brasil. Ela opera um espaçoporto em Alcântara, Maranhão, e uma base de lançamento espacial na Barreira do Inferno, Rio Grande do Norte. A agência deu ao país um papel de destaque no setor aeroespacial na América do Sul e tecnicamente fez do Brasil um parceiro do projeto da Estação Espacial Internacional (EEI).Brazilian Space Agency The Internet Encyclopedia of Science. Acessado em 29 de julho de 2009. Anteriormente, o programa espacial esteve sob o controle dos militares brasileiros; ele foi transferido para o controle civil em 10 de fevereiro de 1994.

A AEB participa ativamente na disseminação da conhecimento científico no Brasil, colaborando com olimpíadas de conhecimento em diversas escolas e universidades do país, como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), nas quais qualquer estudante pode participar.

A AEB sofreu um grande revés em 2003, quando a explosão de um foguete matou 21 técnicos. O Brasil lançou com sucesso o seu primeiro foguete ao espaço em 23 de outubro de 2004, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara; foi um VSB-30 lançado em uma missão suborbital. Este lançamento foi seguido por vários outros bem sucedidos.BBC World: Brazil Launches rocket into space. BBC News. Acessado em 30 de julho de 2009.

Em 30 de março de 2006, o astronauta Marcos Pontes tornou-se o primeiro brasileiro e lusófono a ir ao espaço, onde ficou na EEI por uma semana. Durante a sua viagem, Pontes realizou oito experimentos selecionados pela AEB. Ele pousou no Cazaquistão em 8 de abril de 2006, com a tripulação da Expedição 12.BBC World: First Brazilian goes into space BBC News. Acessado em 30 de julho de 2009.

A Agência Espacial Brasileira tem prosseguido uma política de desenvolvimento conjunto de tecnologia com programas espaciais mais avançados. Inicialmente, houve uma forte tentativa de cooperação com os Estados Unidos, mas depois de dificuldades em termos de transferência tecnológica, o Brasil tentou outros projetos, como parcerias com China, Índia, Rússia e Ucrânia. Desde novembro de 2007, a AEB publica a revista Espaço Brasileiro, com literatura científico-tecnológica pertinentes à ciência espacial.Revista da AEB. Edição I, nº I, nov 2007. AEB. Acesso em 12 de julho dew 2017.

História

Antecedentes

thumb|esquerda|Biblioteca do Instituto Tecnológico de Aeronáutica O então presidente Jânio Quadros em 1960 estabeleceu uma comissão que elaborou um programa nacional para a exploração espacial. Em decorrência deste trabalho, em agosto de 1961 formou-se o Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (GOCNAE), funcionando em São José dos Campos, no estado de São Paulo. Seus pesquisadores participavam de projetos internacionais nas áreas de astronomia, geodésia, geomagnetismo e meteorologia.

O GOCNAE foi em abril de 1971 substituído pelo Instituto de Pesquisas Espaciais, atualmente denominado Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Desde a criação do então Centro Técnico de Aeronáutica (CTA), o atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), da Força Aérea Brasileira, em 1946, o País vem acompanhando os progressos internacionais no setor aeroespacial.

Com a criação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), passou-se a dispor de uma instituição plenamente capacitada à formação de recursos humanos altamente qualificados em áreas de tecnologia de ponta. O DCTA, por meio do ITA e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), desempenham uma função essencial na consolidação do programa espacial brasileiro. No início da década de 1970, foi criada a Comissão Brasileira de Atividades Espaciais (COBAE) - órgão vinculado ao então Estado-Maior General das Forças Armadas (EMFA) - com o objetivo de coordenar e acompanhar a execução do programa espacial.

Criação thumb|Sala de controle da AEB no Centro de Lançamento de Alcântara

Em 10 de fevereiro de 1994, o papel coordenador do COBAE foi transferido à Agência Espacial Brasileira, cuja criação representa uma mudança na orientação governamental, ao instituir um órgão de coordenação central do programa espacial, subordinado diretamente à Presidência da República. Com o objetivo de definir e executar a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), elaborar e atualizar os Programas Nacionais de Atividades Espaciais (PNAEs), a AEB foi criada como um órgão civil, com autonomia administrativa e financeira.

Em junho de 1996, foi instituído o Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (Sindae), que consolidou o papel de liderança da AEB na estrutura do programa espacial brasileiro (PEB). O Sindae inclui o INPE, o CLA, o CBLI e o IAE, além do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). O Sistema também conta com centros de ensino superior, como a Universidade de Brasília, Universidade Federal de Minas Gerais e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica), e empresas privadas, como a Alcoa e a Avibras.

Centros de lançamento

Alcântara

esquerda|thumb|Centro de Lançamento de Alcântara

O Centro de Lançamento de Alcântara é o principal espaçoporto e o centro operacional da Agência Espacial Brasileira.Centros de Lançamentos: CLA Agência Espacial Brasileira. Acessado em 30 de julho de 2009. Ele está localizado no município de Alcântara, no Maranhão.Alcantara Launch Center (2°20'S; 44°24'W) GlobalSecurity.org. Acessado em 30 de julho de 2009. Esta região apresenta alguns requisitos excelentes para este tipo de instalação, como baixa densidade populacional, excelentes condições de segurança e facilidade de acesso aéreo e marítimo.

A construção da base começou em 1982. O primeiro lançamento ocorreu em 21 de fevereiro de 1990, quando o foguete de sondagem Sonda 2 XV-53 foi lançado. Em 22 de agosto de 2003, a explosão do terceiro VLS-1 (XV-03) matou 21 pessoas.

É considerado o centro de lançamento mais bem localizado do mundo por sua proximidade com a linha do equador — Alcântara é a base de lançamento de foguetes mais próxima do equador — e por estar ao lado do oceano, o que permite que veículos sejam lançados para todos os tipos de órbita. Estas características dão ao local de lançamento uma vantagem significativa no lançamento de satélites geoestacionários.

Barreira do Inferno thumb|Centro de Lançamento da Barreira do Inferno

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno é uma base de lançamento espacial da AEB.Barreira do Inferno Launch Center GlobalSecurity.org. Acessado em 30 de julho de 2009. Ele está localizado no município de Parnamirim, Rio Grande do Norte.Centro de Lançamento da Barreira do Inferno Agência Espacial Brasileira. Acessado em 30 de julho de 2009.

Foi o primeiro centro de lançamento a ser inaugurado, em 1965, e conta com antenas de telemetria e radar. É usado principalmente para lançar foguetes-sonda, que não ultrapassem 1 tonelada e 10 metros de comprimento, e apoiar o Centro de Lançamento de Alcântara

Veículos de lançamento Sonda

thumb|esquerda|Foguetes usados pela AEB Os foguetes da família Sonda foram os primeiros foguetes fabricados no Brasil, lançados a partir do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no estado do Rio Grande do Norte. Os conhecimentos adquiridos com esses foguetes serviram de base para a criação dos motores que iriam compor os estágios do futuro Veículo Lançador de Satélites.

Os foguetes dessa família, são foguetes de sondagem utilizados em missões sub-orbitais de exploração do espaço, capazes de lançar cargas úteis compostas por experimentos científicos e tecnológicos.

O projeto atendia aos dois principais objetivos do planejamento criado pelo GTEPE desde 1964, que eram: criar uma base para lançamento de foguetes de sondagem no Brasil e construir foguetes localmente. Primeiro em parceria com os estrangeiros e paulatinamente envolvendo a indústria privada Brasileira. thumb|Foguete VS-40

A Agência Espacial Brasileira operou uma série de foguetes-sonda:

Sonda I Sonda II Sonda III Sonda IV VSB-30 VS-30 VS-40 VS-50 (projetado, irá utilizar o novo S-50 motor de foguete)

VLS

thumb|VLS-1 no CLA

O Veículo Lançador de Satélites (VLS) é o principal veículo de lançamento de satélites da Agência Espacial Brasileira.Veículos Lançadores: VLS Brazilian Space Agency. Acessado em 6 de março de 2012. É um foguete de quatro estágios composto por um núcleo e quatro motores.VLS (Brazilian rocket) The Internet Encyclopedia of Science. Acessado em 6 de março de 2012.

A primeira fase tem quatro motores a combustíveis sólidos provenientes dos foguetes-sonda da série Sonda. A intenção é implantar satélites de 100 a 380 kg em órbitas de 200 a 1 200 km, ou implantar cargas de 75 a 275 kg em 200 a 1 000 km da órbita polar.

Os três primeiros protótipos do veículo não conseguiram ser lançados, com a explosão na plataforma de lançamento, em 2003, que resultou na morte de 21 pessoas que trabalhavam para a AEB.

VLM

O Veículo Lançador de Microssatélite (VLM), baseado no motor do foguete S50, está sendo projetado para lançar satélites de até 150 kg em órbitas circulares de 250 a 700 km. Vai ser um foguete de três estágios e deverá lançar a missão SHEFEX III pelo Centro Aeroespacial Alemão (DLR) em 2016.Brazilian space plans: 2011-2015 nasaspaceflight.com. Acessado em 6 de março de 2012.

Satélites

A AEB mantém uma série de satélites em órbita, como aqueles voltados para imagens de inteligência, reconhecimento e observação da Terra.

+Satélites brasileiros Satélite Origem Tipo Operacional Status SCD1Satélite de Coleta de Dados - SCD GlobalSecurity.org. Retrieved on 2011-01-17. Observação da Terra SCD2 Observação da Terra CBERS-1The Launch of CBERS-2B National Institute for Space Research. Retrieved on 2011-01-17. / Observação da Terra CBERS-2Overview of the CBERS-2 United States Geological Survey. Retrieved on 2011-01-17. / Observação da Terra CBERS-2B / Reconhecimento CBERS-3 / Observação da Terra CBERS-4 / Observação da Terra SGDC-1 / Telecomunicações Amazônia-1 Plataforma Multimissão Flora Hiperspectral / Plataforma Multimissão CBERS-4A / Observação da Terra LATTES-1 / / / Clima espacial (EQUARS) e telescópio espacial de raio X (MIRAX) SABIA-Mar 1 / inpe.br - pdf Plataforma Multimissão CLE-1 Órbita terrestre baixa Amazônia-1B Plataforma Multimissão GEOMET-1 Observação da Terra AST-1 Órbita terrestre baixa SABIA-Mar 1B / Plataforma Multimissão SGDC-2 Telecomunicações Amazônia-2 Plataforma Multimissão SAR-1 Observação da Terra AST-2 Observação da Terra

Voos espaciais tripulados miniaturadaimagem|Insígnia da Missão Centenário, com heráldica alusiva ao 14 Bis. Marcos Pontes, um tenente-coronel da Força Aérea Brasileira,AEB: Human Spaceflight GlobalSecurity.org. Acessado em 17 de janeiro de 2011. foi o primeiro astronauta brasileiro e lusófono,Astronaut Bio: Marcos C. Pontes. NASA. Acessado em 17 de janeiro de 2011. lançado com a tripulação da Expedição 13, a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, em 29 de março de 2006, a bordo de uma nave espacial Soyuz TMA. Pontes atracou à Estação Espacial Internacional (ISS) em 31 de março de 2006, onde viveu e trabalhou durante 9 dias. Ele retornou à Terra com a tripulação da Expedição 12, aterrissando no território cazaque em 8 de abril de 2006. Pontes foi Ministro da Ciência do Governo Jair Bolsonaro e exerce o mandato de Senador.

Nome Função Tempo no espaço Data do lançamento Missão Insígnia da missão Status 100px Marcos Pontes Especialista de missão 9d 21h 17m 30 de março de 2006 Soyuz TMA-8Missão CentenárioSoyuz TMA-7 30px Inativo

Cooperação internacional

China