Universalismo é um conceito e um construto filosófico e teológico que advoga o ponto de algumas ideias terem aplicação ou aplicabilidade universal. Uma comunidade que se chama a si própria universalista pode enfatizar os princípios universais da maioria das religiões e aceitar outras religiões de uma forma inclusiva, a crença universal de reconciliação entre a humanidade e o divino. Algumas formas de religiões Abraâmicas reivindicam o valor universal de sua doutrina e dos seus princípios morais, e, assim, "sentem-se incluídos".

Universalismo Cristão é centrado na ideia fundamental de Reconciliação Universal,  também conhecida como a Salvação Universal  — a doutrina de que toda alma humana é chamada a reconciliar-se com Deus, por causa do Seu divino amor e misericórdia.Otis Ainsworth Skinner (1807-1861), A Series of Sermons in Defense of the Doctrine of Universal Salvation, Page 209, It is not part of mainline Christian doctrine either Catholic or Protestant. "Repentance is a means by which all men are brought into the enjoyment of religion, and we do expect any man will be saved while he continues in sin. However, Unitarian Universalism holds a universal salvation, because is, "we expect all men will repent."

Universalismo Unitarista  propõe que religião é uma qualidade humana universal, e, assim, centra-se nos princípios universais da maioria das religiões conhecidas. Nessa perspectiva, ele aceita todas as religiões, de uma forma praticamente todo inclusiva.

Universalismo e Ecumenismo Os conceitos, construtos, ideias e propósitos do Universalismo e do Ecumenismo são distintos. Do Ecumenismo, o escopo é só a unificação das igrejas cristãs (no caso,  Católica, Ortodoxa, Luterana, Anglicana e Protestantes. Nessa lógica conceitual, portanto, Ecumenismo subsume Universalismo, mas não o contrário. Cabe, aqui, nota de inadequação atual do termo "protestante", pois o "protesto", como fundamentadamente ocorreu, foi um evento histórico e o nome então cunhado foi apenas uma regra de exclusão por parte do poder hegemônico religioso de então, exercido pela Igreja Católica. Essa denominação, após a consumação do protesto, e, pois, a cisão ministerial eclesiástica havida, não mais se justifica desde então e na contemporaneidade, sendo mais adequada e respeitosa, uma denominação como, por exemplo, no afã de generalidade, "Cristianismo não-Católico", ou outra que não afete pejoração). Uma definição eclesiástica que se tem proposto como mais abrangente pretende que o ecumenismo seja a aproximação, a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs, no caso, todas elas.Em contraste, o escopo  do universalismo é, ab initio et a priori, todo abrangente por natureza conceitual, na medida que a razão humana alcança, em suas várias expressões de cunho filosófico, espiritual [também religioso] e outros ideários mais. Assim, de forma simplificada, pode-se, lato sensu, ver ecumenismo como contido  no universalismo, sem prejuízo de identidade de ambos os entes.

Filosofia Universalismo e Universalidade Embora refiram o mesmo objeto (aquilo que é — ou se quer tomar como — universal), deve ficar claro que, conceitualmente, não são a mesma coisa. De modo simples, pode-se dizer que enquanto universalismo é processo, universalidade é estado ou qualidade. Universalismo é, pois, o  processo  de busca da universalidade, como se o entenda. Em Filosofia, universalismo é a ideia de que coisas e fatos universais podem ser descobertos e, portanto, é entendido como em oposição ao Relativismo.Bonnett, A. (2005). Anti-Racism. Routledge.

Em certas religiões, universalidade é a qualidade atribuída a uma entidade (coisa, ideia etc.) cuja existência é presumida e aceita como consistente em todo o universo humanamente imaginável.

Universalismo moral Universalismo moral (também chamado de objetivismo moral) é a concepção  meta-ética  de que algum sistema de ética, uma como ética universal, aplica-se ou pode aplicar-se  universalmente, isto é, para todos os indivíduos em "equivalência de condições", independentemente de cultura, raça, sexo, religião, nacionalidade, orientação sexual  ou outra qualquer  característica distintiva. Universalismo moral, pois, diferencia-se de (e, de certa forma, opõe-se a...)    moral, niilismo e relativismo moral. Contudo, nem todas as formas de universalismo moral são necessariamente absolutistas ou monistas; muitas delas, como o utilitarismo, são não-absolutistas, e outras formas, como a de Isaiah Berlin, podem ser pluralistas.

Religião Bahá'í (Fé Bahá'í) Na crença Bahá'í, um único Deus enviou todos os fundadores históricos das religiões mundiais, num processo por eles chamado de revelação progressiva. Como resultado, as grandes religiões do mundo são vistas como divinas na origem e contínuas em seu propósito. Nessa visão Bahá'í, há unidade entre todos os fundadores de religiões do mundo, embora cada revelação traga um conjunto mais avançado de ensinamentos na história humana, sem contudo, assistir-lhes, a todas, qualquer sincretismo.

Dentro dessa perspectiva universal, a unidade da humanidade é um dos ensinamentos centrais da Fé Bahá'í.  Os ensinamentos Bahá'í  afirmam que, já que todos os seres humanos foram criados à imagem de Deus, Deus não faz distinção entre as pessoas, a despeito de raça, cor, religião ou outra distinção. Como todos os seres humanos foram criados iguais, todos eles requerem igualdade nas oportunidades e no tratamento. A  ideário da fé Bahá'í  promove a unidade da humanidade, e propõe que a visão de mundo das pessoas deve ser abrangente, universal, e, pois, que as pessoas devem amar o mundo inteiro, ao invés de incluir somente a sua nação.

O ensino não iguala unidade e uniformidade. A escritura Bahá'í defende a unidade na diversidade, com valorização da variedade da raça humana.  Operando em escala mundial, essa visão cooperativa dos povos e  nações do planeta culmina em visão de praticidade do progresso nos negócios e inevitabilidade da  paz no mundo.

Cristianismo miniaturadaimagem|alt=Universalismo cristão|Universalismo cristão A ideia fundamental do Universalismo Cristão Original (também dito Universalismo Cristão Ortodoxo) é o chamado à Reconciliação Universal  – posto que todos os seres humanos já receberam a Salvação em Jesus Cristo, e todas as coisas foram reconciliadas com o Pai Celeste — de modo que todos os seres humanos (todos são chamados, mas nem todos atendem ao chamado, em virtude do livre-arbítrio  e da propensão original ao mal) todos possam vir a receber  o seu penhor de Salvação, e por fim, entrar no gozo do Céu, Reino de Deus, por meio da obra salvífica, que é por Sua graça, de Jesus Cristo. Com efeito, o Universalismo Cristão Original é sua essência pura. Segundo seus ensinamento, contidos nos evangelhos (de todas as traduções e versões), o Universalismo Cristão Original (ou Ortodoxo) apresenta-se, de modo suficientemente claro — para aqueles que o aceitam assim — os seguintes fundamentos, entre tantos, em toda a Bíblia Sagrada: (11) Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. (12) Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; (13) Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. () (16) Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (17) Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. (18) Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. () (21) Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. ()

Universalistas Cristãos Heterodoxos, por seu turno, citam inúmeras passagens bíblicas, que, a seu ver, referem a salvação de todos os seres.  Eles ainda argumentam que um inferno eterno é injusto e contra a natureza e os atributos de um Deus amoroso.Guild, E.E. 'Arguments in Favour of Universalism'. http://www.tentmaker.org/books/InFavorCh20.html http://godfire.net/eby/saviour_of_the_world.htmlhttp://www.godfire.net/Hellidx.html

Demais crenças do Universalismo Cristão Heterodoxo são, com devidas ressalvas, compatíveis com o Cristianismo em sua expressão mais geral: Deus é o Pai amoroso de todas as pessoas (ver Amor de Deus). Jesus Cristo revela a natureza e o caráter de Deus e é o líder espiritual da humanidade (ver Nova Aliança). A humanidade é criada com alma imortal (a morte não a atinge), ou  alma mortal (a ser ressuscitada e/ou preservada por Deus, que não a destruirá no todo).The Bible Hell. TentMaker.org. "The immortal soul is not meant, but the life. As though Jesus had said: "Fear Not those who can only kill the body, but rather him, who if he chose could destroy the soul" O pecado tem consequências negativas para com o pecador, nesta vida ou na vida pós-morte.  Entretanto, todas as punições de Deus para o pecado são apenas corretivas e remediantes e nenhuma delas durará eternamente, tampouco resultará a destruição permanente da alma. Alguns cristãos universalistas heterodoxos acreditam na ideia de um "Inferno-Purgatório", um lugar temporário de purificação, ao qual alguns deverão ser submetidos, antes de sua entrada [inevitável e para todos] no Céu.

Cabe, aqui, nota específica, relativa aos conceitos bíblicos de espírito, alma e corpo. Das Escrituras Sagradas, depreende-se que o ser humano é trino (espírito, alma e corpo) e que essas três entidades formam um só ser: três em um. Espírito é a porção divina que é originariamente soprada  (ruah) no ser humano, dotado de corpo (soma) e que, por isso, passa a ter faculdade consciencial-mental-psicológica (psiqué), precisamente sua alma.Isso explicado, biblicamente, apenas o espírito é imortal. Corpo e alma são mortais.O Apóstolo Paulo declara em sua Primeira Carta aos Tessalonicenses (): E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

História Escritores universalistas (George T. Knight) alegaram que o Universalismo foi crença generalizada entre os teólogos, no início do Cristianismo, incluindo figuras importantes, tais como Orígenes e Clemente de Alexandria. Orígenes e Clemente teriam ensinado a existência do "Inferno não-eterno". O inferno seria lugar corretivo ao qual  alguém foi para pagar/purgar somente seus pecados antes de entrar no Céu.

A primeira inconteste e documentada aparição dessas ideias cristãs universalistas na modernidade deu-se no século XVII, na Inglaterra, e no século XVIII, na Europa e na América colonial. Gerrard Winstanley  (Inglaterra, 1648), Richard Coppin  (Inglaterra, 1652), Jane Leade (Inglaterra, 1697) e George de Benneville  (França e América, século XVIII) ensinaram que Deus concede a todos os seres humanos a salvação. As pessoas que ensinavam essa doutrina na América vieram a ser  conhecidas como Igreja Universalista da América.

O termo grego apocatastasis veio a ser relacionado por alguns com crenças desse  Universalismo Cristão, mas os Pais da Igreja ensinaram-no  diferentemente.

Teologia universalista A teologia universalista Universalista baseia-se na história, nas escrituras e assunções sobre a natureza de Deus. Thomas Whittemore  escreveu o livro "100 Provas Bíblicas de que Jesus Cristo Vai Salvar Toda a Humanidade", com versos do Antigo e do Novo Testamentos, a apoiarem a visão universalista.

Alguns versículos da Bíblia que ele cita (e outros universalistas cristãos citam) são: "Pois como em Adão TODOS morrem, assim também em Cristo TODOS serão vivificados." ()