thumb|upright=1.25|Um (apoio de mesa), parte do conjunto de , encontrado num túmulo do , conservado no Museu cívico de Ascoli Satriano
thumb|upright=1.25|Cratera apuliense no Museu Arqueológico Nacional Jatta
A cultura da Apúlia, a região que constitui o extremo sudeste da península Itálica teve, desde tempos remotos, influências mistas do Ocidente e do Oriente, devido à sua posição estratégica junto à zona de transição entre essas duas grande regiões culturais. A sua localização, na costa ocidental dos mares Adriático e Jónico, a fronteira natural a sul entre a Europa Ocidental e os Balcãs e a Grécia fez com que desde a Antiguidade fosse uma ponte para o Oriente e que na Idade Média fosse uma espécie de fronteira cultural entre o ocidente romano-germânico e o oriente greco-bizantino.
Museus
Instalado no de Ruvo di Puglia, é o único exemplo na Itália duma coleção particular do que permaneceu inalterada desde a concepção museográfica original. As peças conservadas no museu são da coleção reunida pelo juiz e arqueólogo e pelo seu irmão Giulio na primeira metade do , a qual foi enriquecida pelo sobrinho homónimo e adquirida pelo Estado italiano em 1991. Praticamente todo o acervo é constituído por cerâmica, sobretudo vasos, da Magna Grécia, recolhido sobretudo na região de Ruvo, mas também nas de Canosa e de Tarento, havendo também peças que foram recolhidas na Grécia.
(MArTA) Considerado um dos mais importantes museus arqueológicos da Itália, foi fundado em 1887, por iniciativa do arqueólogo salentino , que reuniu a primeira coleção e cujo objetivo era criar um museu da Magna Grécia. Está instalado desde a sua fundação no antigo Convento de São Pascoal Bailão (San Pasquale Baylon) dos , construído na segunda metade do , o qual foi modificado várias vezes desde 1901. Durante o último restauro, que decorreu entre 2000 e 2007, o museu funcionou no Palácio Pantaleo.
O museu mostra sobretudo peças arqueológicas que documentam a história da região de Tarento (parte da Magna Grécia) e também de outras regiões da Apúlia, desde o Paleolítico até ao final da Antiguidade e início da Idade Média, passando pelos primeiros vestígios de povoamento no pelos primeiros contactos dos com o mundo egeu na Idade do Bronze, as diversas fases de colonização espartana na costa do golfo de Tarento e o período romano. O museu ilustra os modos de vida, religião, rituais fúnebres e economia das cidades gregas da antiga Apúlia, bem como as suas relações com a cultura helénica e nativa, fazendo o mesmo para as cidades romanas. Uma parte importante das coleções é dedicada ao processamento de metais preciosos, nomeadamente ouro, uma das atividades mais desenvolvidas na Magna Grécia entre os séculos IV e Uma dos conjuntos mais notáveis do museu são os chamados "", uma coleção de peças de joalharia em ouro.
Peças do Museu Arqueológico Nacional de Tarento
Instalado no Palácio De Nicastri, foi fundado em 1905 e é é considerado o primeiro museu "cívico" (municipal) a norte de Bari. O acervo arqueológico inclui artefatos preciosos que vão desde a Pré-história à Idade Média, passando pela época romana (com destaque para o mosaico da Piazza Nocelli). Tem também em exposição peças de mobiliário da família De Nicastri e uma galeria de quadros do pintor lucerino .
(MAPRI) Fundado em 1884, tem o nome do arqueólogo e glotólogo local e situa-se na Piazza Duomo de Brindisi. As seções pré-históricas incluem achados de toda a província, nomeadamente inscrições em , e , moedas das eras clássica, medieval e moderna, estátuas romanas encontradas no centro histórico de Brindisi, vasos apulienses e áticos e (trozzelle). Há também duas esculturas em bronze de Punta del Serrone, com estátuas restauradas do cônsul romano Lúcio Emílio Paulo Macedónico e cidadãos romanos trajando togas, bustos, figuras femininas e outras peças de bronze encontradas nas escavações submarinas realizadas em 1992.
thumb|Um escifo ático do estilo do (, proveniente de Massafra, no Museu Sigismondo Castromediano de Lecce
thumb|Políptico gótica da autoria de Lorenzo Veneziano , proveniente duma igreja de Lecce, em exposição no Museu Sigismondo Castromediano
Foi fundado em 1868 pelo duque de Cavallino , um arqueólogo, literato e patriota italiano, é o museu mais antigo da Apúlia. Inicialmente instalado num antigo convento dos celestinos, foi adquirido pela administração provincial em 1967 e em 1979 foi transladado para o edifício do antigo Colégio Argento, fundado pelos jesuítas em 1888. O museu tem cinco secções: a didática, que mostras todos os locais de relevância histórico-artística; o antiquário, com vasos áticos com figuras negras e vermelhas e vasos itálicos dos séculos VI e , além de outros achados arqueológicos, como estátuas de bronze, moedas e lápides com inscrições messápias; a topográfica, com mapas antigos do Salento; a pinacoteca, com pinturas dos séculos XIV a XVIII das escolas veneziana e , além de algumas esculturas românicas e renascentistas; a Sala mostre ("sala de exposições"), com obras de artistas dos séculos XIX e XX. No mesmo edifício funciona a biblioteca provincial e uma ampla sala de estudo.
Fundado em 1934, até 2005 esteve instalado no Palácio Casieri do século XVIII. Atualmente ocupa o Palácio Iliceto, do mesmo século. Tem uma coleção de cerca de achados arqueológicos recolhidas em escavações levadas a cabo em Canosa di Puglia e em túmulos dos séculos V a Entre eles há inscrições, esculturas, baixos-relevos, mármores, moedas, joias, vasos e outras peças de cerâmica que remontam a um período de cerca de anos (do ao ), além de algumas peças pré-históricas. Entre outras, há peças , romanas, paleocristãs e bizantinas. No passado o museu teve algumas peças de elevadíssimo valor, como as joias de ouro da Tomba degli Ori. Grande parte dessas peças estão atualmente no Museu Arqueológico Nacional de Tarento e espalhadas pelos maiores museus italianos e europeus, nomeadamente o Museu do Louvre.
É propriedade da Arquidiocese de Trani-Barletta-Bisceglie. Foi fundado em 1975 por iniciativa do arcebispo para acomodar adequadamente as lápides, esculturas e outras peças de pedra que resultaram de demolições realizadas na catedral e noutras igrejas da cidade de Trani. Ao longo dos anos o seu acervo foi sendo enriquecido com outras obras e achados de elevado valor artístico e histórico. O museu tem diversas secções espalhadas pelo Palácio Addazi e pelo Palácio Lodispoto. A sede é neste último, onde se destacam um coleção de lápides dos séculos VI a XVIII, o Tesouro do Capítulo, que inclui objetos litútgicos, uma exposição das obras de construção dos arcebispos locais entre o e a atualidade e uma secção arqueológica que inclui achados do No Palácio Addazi está instalada a galeria de arte, onde estão expostas pinturas da Catedral de Trani.
(Mudi) Inaugurado em 2011 pelo arcebispo , está instalado no antigo seminário arquidiocesano de Tarento, um edifício da cidade velha do . Tem em exposição mais de 300 obras do património da que abrangem um período que vai do ao , incluindo mobiliário religioso, relíquias, pinturas e esculturas de grande valor cultural, provenientes sobretudo de igrejas que já não estão abertas ao culto. Destacam-se o "Tesouro de ", que inclui a cruz de ouro encontrada no peito do santo durante as obras na do , relicários antigos com a língua de São Cataldo e o sangue de São Vito. Na coleção de pintura, destacam-se o O Sonho de São José de Corrado Giaquinto, um Ecce Homo de Paolo de Matteis e várias pinturas religiosas contemporâneas doadas pelo arcebispo Benigno Papa. Uma das peças únicas do museu é um topázio brasileiro do rei , com um figura de Jesus esculpida, apontado como a maior joia do mundo.
thumb|upright|Armário-capela do século XVIII ou XIX no Museu Diocesano de Lucera
Inaugurado em 1999, está instalado no Palácio Episcopal de Lucera. Além da coleção de pinturas dos bispos de Lucera-Troia, tem em exposição diversas peças de diferentes épocas, grande parte delas provenientes de igrejas de Lucero que foram desativadas. Destacam-se um cibório em jade vermelho do , um díptico da escola sulmonesa em folhas de prata dourada do , um casaco de linho com bordados, a estola e o chapéu do beato (), a capa de lã do santo franciscano Francisco António Fasani (séculos XVII-XVIII), um armário-capela (altar privado) com um altar de madeira dourada (século XVIII ou XIX) e diversos relicários.
Fundado em 1823 pelo cónego Carmine Fontò, que a ele doou os seus livros. A esta doação juntaram-se outras de conventos dominicanos e franciscanos. Mais tarde, o museu foi confiado a , um professor, médico, filósofo e literato de Gallipoli, que criou um "gabinete zoológico". Atualmente é propriedade municipal e exibe coleções de armas, numismática vestuário, fósseis, peças de anatomia patológica, achados arqueológicos (nomeadamente sarcófagos e vasos de cerâmica messápios com inscrições), retratos de figuras ilustres de Gallipoli. Entre as obras de maior valor artístico estão as da chamada "Coleção Coppola", constituída por 17 telas dos séculos XVII e XVIII, algumas delas da autoria do pintor local .
Também conhecido por Museu Monsenhor Aurelio Marena e Museu Pinacoteca Monsenhor Aurelio Marena, abriu em 1969. É o museu da Arquidiocese de Bari-Bitonto, que reúne o património artístico da . Tem duas grandes secções: uma pinacoteca e um lapidário românico. A primeira funciona no edifício do seminário, construído na primeira metade do , e a segunda no piso térreo do palácio episcopal. Na coleção de pintura destaca-se uma Virgem com o Menino de Antoon van Dyck, uma Adoração dos Pastores de Marco de Pino de 1576, uma Ressurreição de Lázaro de Francesco de Mura da década de 1730 e um fragmento de um ícone de madeira com a Virgem Hodegétria (Nossa Senhora do Caminho), uma obra bizantina do . Há também uma secção dedicada à escola de pintura bitontina do . O resto da exposição inclui frescos, esculturas, mobiliário religioso, tecidos de culto, vasos de Sèvres e elementos decorativos retirados da catedral, nomeadamente da iconóstase e do cibório, do período entre o e o .
thumb|Palácio da Província, um edifício de 1935 onde funciona a Pinacoteca Corrado Giaquinto
Também conhecida por Pinacoteca Provincial de Bari e Pinacoteca Metropolitana de Bari, foi fundada em 1928 e esteve inicialmente instalada no palácio do governo local, tendo sido transferida em 1936 para o Palácio da Província, na orla marítima monumental de Bari. A exposição. Tem coleções de pintura apuliense e das do final da Idade Média, da escola veneziana dos séculos XV e XVI, de Corrado Giaquinto , pintura napolitana e italiana meridional do , além de artistas mais recentes e contemporâneos. Na secção de pintura veneziana destcacam-se obras de Bartolomeo Vivarini , Giovanni Bellini , Paris Bordon , Tintoretto e Jacopo Palma, o Jovem . Outros pintores famosos com obras no museu são, por exemplo, Luca Giordano , Francesco De Mura , Giuseppe De Nittis , Giovanni Boldini , Giorgio de Chirico e Giorgio Morandi . Há também peças de maiólica medieval apuliense, presépios napolitanos e vestuário antigo.
Museu de arte que alberga a maior coleção do famoso pintor impressionista local Giuseppe De Nittis , constituída por 146 quadros e 65 desenhos, que foi doada à cidade em 1914 pela sua viúva. Inicialmente instalado num antigo convento dominicano, esteve depois no e finalmente foi instalado no , um edifício barroco do , onde funciona desde 2007.
thumb|upright|Retrato de gentil-homem, de Ticiano, , na Galeria Nacional da Apúlia
É a primeira galeria nacional da Apúlia e uma das mais prestigiadas da região. Foi inaugurada em 2009 e funciona no , um edifício notável edifício renascentista da primeira metade do . A coleção foi reunida pelos irmãos Girolamo e Rosaria De Vanna, que doaram ao Estado grande parte do seu espólio artístico em 2004. É composta por 229 pinturas e 108 desenhos de importantes artistas, na sua maior parte italianos, datados entre o e o início do .