A avalanche de Coistão de 2010 foi um desastre provocado por avalanches que atingiram comunidades do vale de Qandia, no distrito de Coistão, então parte da Província da Fronteira Noroeste, no Paquistão, em fevereiro de 2010. Relatórios humanitários situam o principal episódio em 16 de fevereiro e identificam entre as áreas atingidas Bagroo Dara, Seri e Gatloo.

O número de vítimas aumentou à medida que as equipes de busca alcançavam as localidades isoladas. Em 20 de fevereiro, autoridades que coordenavam a operação confirmaram 102 mortos.

Contexto

O distrito de Coistão situa-se em uma região montanhosa do norte do Paquistão onde nevascas, avalanches e deslizamentos podem isolar comunidades durante o inverno. Nas semanas anteriores ao desastre, fortes precipitações de neve haviam atingido a região e aumentado o risco de avalanches.

Os primeiros relatos jornalísticos concentraram-se em uma aldeia identificada como Bagaro Serai ou Kundian e mencionavam dezenas de mortos e desaparecidos. Posteriormente, avaliações da Pakistan Red Crescent Society indicaram que as avalanches afetaram diversas comunidades do vale de Qandia, incluindo Bagroo Dara, Seri e Gatloo.

Desastre

As avalanches atingiram casas e outras estruturas em comunidades remotas do vale. Os primeiros relatos indicaram que ao menos quatro residências haviam sido completamente soterradas, enquanto outras sofreram danos.

O impacto foi agravado pelo isolamento geográfico. Estradas de acesso ficaram bloqueadas ou danificadas por neve, avalanches e deslizamentos de terra, deixando várias localidades inacessíveis por via terrestre.

A ausência de boas ligações rodoviárias e de sistemas de comunicação dificultou ainda mais a resposta. Em algumas áreas, equipes policiais, moradores e voluntários precisaram percorrer longas distâncias a pé para chegar aos locais atingidos.

Vítimas

Os balanços iniciais variaram amplamente enquanto o acesso à região permanecia limitado. Em 18 de fevereiro, algumas fontes informavam cerca de 20 mortos e dezenas de pessoas soterradas, enquanto outras já mencionavam pelo menos 40 mortos e mais de 50 desaparecidos.

Com o avanço das buscas, o número confirmado aumentou. Em 20 de fevereiro, o tenente-coronel Asif Ghafoor, responsável pela operação de resgate, informou que 102 corpos haviam sido recuperados.

Relatos publicados durante as operações também indicaram que muitas das vítimas eram mulheres e crianças. Alguns balanços provisórios mencionaram dezenas de pessoas ainda soterradas, mas esses números correspondiam à situação durante a fase de busca e não constituíam necessariamente um balanço final.

Resgate e assistência

As operações foram dificultadas inicialmente pelo mau tempo e pelo bloqueio das vias terrestres. Helicópteros enviados para a região tiveram dificuldades para operar ou pousar enquanto as condições meteorológicas permaneceram desfavoráveis.

Quando o tempo melhorou, aeronaves passaram a alcançar as áreas mais afetadas. Feridos em estado grave foram evacuados por via aérea e alimentos, fogões e outros artigos essenciais foram lançados para as comunidades isoladas.

Cerca de 200 moradores locais, muitos deles estudantes de escolas religiosas, participaram das operações de busca na aldeia de Seri, onde diversas casas haviam sido soterradas. Equipes médicas prestaram assistência aos sobreviventes e a pessoas feridas.

A Pakistan Red Crescent Society participou da resposta e posteriormente realizou avaliações das localidades afetadas. Mesmo vários dias após o desastre, comunidades do vale de Qandia permaneciam isoladas devido aos danos provocados por avalanches e deslizamentos nas estradas.

Ver também Avalanche Desastres naturais no Paquistão Avalanches de Salang de 2010

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