right|thumb|Shikata Ga Nai gravado em mármore. , (pronúncia em japonês: ) é uma expressão da língua japonesa cuja possíveis traduções são, dentre outras: "não pode ser ajudado" ou "nada pode ser feito a respeito". , (pronúncia: é uma expressão alternativa com o mesmo significado.

Associações culturais A expressão tem sido usada para descrever a habilidade do povo japonês em manter a dignidade frente a uma tragédia inevitável ou a uma injustiça, particularmente quando as circunstâncias estão além do próprio controle, de forma similar à expressão c'est la vie ("assim é a vida"). Historicamente, foi empregada em situações nas quais a população japonesa coletivamente enfrentou grandes provações, inclusive a ocupação do Japão pelos Aliados da Segunda Guerra Mundial e os campos de concentração nos Estados Unidos para os japonesesJeanne Wakatsuki Houston, James D. Houston Farewell to Manzanar. 2002, page 9 assim como no Canadá. Assim, quando o Imperador Shōwa foi perguntado, em sua primeira entrevista coletiva à imprensa, dada em Tóquio em 1975, o que ele pensava dos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, ele responde: "É muito lamentável que bombas nucleares tenham sido despejadas e eu sinto muito pelos cidadãos de Hiroshima mas nada podia ser feito porque isto aconteceu em tempo de guerra."H. Bix, Hirohito and the Making of modern Japan, 2001, p.676; John Dower, Embracing Defeat, 1999, p.606

Na obra Asian American Women: The "Frontiers" Reader, a escritora Debbie Storrs declara: A frase japonesa shikata ga nai, ou "nada pode ser feito," indica as normas culturais sobre as quais se tem pouco controle... Esta noção de sofrimento em parte é causada pelo shikata ga nai: o descumprimento em seguir as normas culturais e as convenções sociais leva a uma vida de poucas escolhas que não a resignação ao sofrimento.Linda Trinh Vo, Marian Sciachitano, In Asian American Women: The "Frontiers" Reader. University of Nebraska Press. p. 113. . Google Books. Acesso em: 15 de maio de 2006.

A frase também pode possuir conotações negativas, por se perceber a falta de reação às adversidades como complacência, tanto com as forças sociais, quanto com as forças polítivas. Em um artigo para a Business Week'', um empresário ocidental fala do povo japonês:

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