José da Cruz Filho conhecido como Cruz Filho (Canindé, 16 de outubro de 1884 - Fortaleza, 29 de agosto de 1974), foi um poeta e escritor brasileiro, príncipe dos poetas cearenses, e membro da Academia Cearense de Letras.

Biografia Filho de José Joaquim Cordeiro da Cruz Júnior e Maria Rocha Cruz. Estudou no Colégio Santo Antônio, dos padres capuchinhos, e ali iniciou, anos depois, sua atividade de Professor. Jornalista, fundou com Tomás Barbosa Cordeiro e Augusto Rocha, “O Canindé”, o primeiro Jornal publicado na cidade; colaborou também no “Correio de Canindé”, “Imprensa” (nos quais publicou seus primeiros poemas), “Fortaleza”, “Terra da Luz” (Fortaleza), “Álbum Imperial” (São Paulo) e “Fon-Fon” (Rio de Janeiro).

Em 1918, em Fortaleza, integrou a Diretoria da Associação dos Homens de Letras do Ceará. Em 1922 foi admitido na Academia Cearense de Letras. Substituiu o Padre Antônio Tomás como Príncipe dos Poetas Cearenses. Foi Inspetor-Escolar, Professor de português e Literatura do Liceu do Ceará, Diretor-geral da Secretaria do Interior e Justiça, Oficial de Gabinete do Governador Justiniano de Serpa, Secretário da Faculdade de Direito do Ceará e Diretor da Hospedaria Getúlio Vargas. Poeta e contista, Usou os pseudônimos de Caio Flávio 2L C. H. Bento da Silva, César Tigre, Climério Várzea, João das Emas Muniz e Manfrido Rutilio.

Obra

Poemas dos Belos Dias (1924), Poesia (1949), O Soneto (1961, Organizações Simões, Rio de Janeiro), Toda Musa (poesia completa, 1965) e História de Trancoso (1971). Pequena História do Ceará, (1931).   

Homenagens

A Biblioteca Pública de Canindé foi nomeada em homenagem ao poeta.

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