A campanha presidencial de Jair Bolsonaro, ocorrida em 2018, foi oficializada em convenção nacional pelo Partido Social Liberal (PSL), em 22 de julho de 2018. A escolha do vice-presidente para compor a chapa presidencial só foi oficializada em 5 de agosto de 2018, quando o General Hamilton Mourão foi escolhido durante uma convenção do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).

Jair Bolsonaro foi o primeiro candidato à presidência que conseguiu levantar mais um milhão de reais em doações durante a campanha de 2018.

Campanha

Candidatura esquerda|miniaturadaimagem|Cartaz da campanha de Bolsonaro e Mourão. thumb|Bolsonaro na convenção que o escolheu como candidato à presidência pelo PSL. Jair Bolsonaro candidatou-se à presidência da República Federativa do Brasil pelo Partido Social Liberal nas eleições presidenciais de 2018 com General Mourão (do PRTB) como vice, na coligação Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Sua candidatura, que tinha duas contestações, foi deferida por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Promessas de campanha Bolsonaro via o nióbio como um recurso natural estratégico. Em 2018, o Brasil possuia 85% do mercado global. Entre as aplicações do metal, estão a liga de ferronióbio, a fabricação de nanocristais e a bateria de nióbio grafeno. Ele havia sugerido que, assim como os Estados Unidos tinham o Vale do Silício, o Brasil poderia desenvolver o "Vale do Nióbio", e se enfureceu com a compra de uma mina do metal pela China Molybdenum que ficava a 200 km da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração. A ideia havia sido originalmente proposta por Enéas Carneiro.

Primeiro turno Participou, em 9 de agosto de 2018, do primeiro debate presidencial, organizado pela Rede Bandeirantes. No dia 17 de agosto, participou do debate organizado pela RedeTV! Por conta da incerteza de sua presença, o debate organizado pela Jovem Pan foi cancelado. Dia 28 de agosto, participou de entrevista ao Jornal Nacional, na TV Globo.

Atentado e recuperação

thumb|Bolsonaro no momento do atentado.

Em 6 de setembro, Bolsonaro foi esfaqueado enquanto fazia campanha em Juiz de Fora. O autor do golpe de faca ao candidato era Adélio Bispo de Oliveira. Bolsonaro recebeu um atendimento de emergência na Santa Casa de Juiz de Fora, onde se constatou a perda de 45% do sangue no corpo e lesões a veia mesentérica superior, além do intestino grosso e delgado. Após esse primeiro atendimento em Juiz de Fora, Jair Bolsonaro foi transferido para o Hospital Albert Einstein. O primeiro boletim médico após o atentado foi divulgado no dia 9 de setembro. O boletim disse que "o quadro abdominal apresentou melhora nas últimas 24 horas e o paciente persiste em cuidados intensivos e com progresso do tempo de permanência fora de leito e caminhada". No dia 16 de setembro, Bolsonaro recebeu alta da UTI e foi para a unidade semi-intensiva, e do hospital no dia 29 de setembro.

Protestos

thumb|Manifestação contra Bolsonaro em Porto Alegre.Em 29 de setembro de 2018, usando a hashtag #EleNão, um movimento iniciado nas redes sociais por mais de 2,5 milhões de mulheres contrárias às propostas do candidato reuniu as maiores manifestações de rua no Brasil durante campanha presidencial de 2018. As manifestações aconteceram em mais de 160 cidades de todos os estados do país e também em cidades como Nova Iorque, Barcelona, Berlim, Lisboa e Paris.

No dia 30 de setembro, foram organizados atos de apoio ao candidato. Em Brasília a campanha organizou uma carreata que contou com 25 mil carros, de acordo com a Polícia Militar. Em São Paulo, um ato na Avenida Paulista contou com a presença de 1.8 milhão de pessoas, de acordo com a organização do evento.

Manifestações favoráveis miniaturadaimagem|Protesto pró-Bolsonaro em LondresOs protestos a favor de Jair Bolsonaro, também conhecidos como Movimento #EleSim, foram manifestações populares que ocorreram pelo Brasil, tendo como principal objetivo apoiar a candidatura à presidência de Jair Bolsonaro. As manifestações ocorreram em 29 de setembro de 2018 e em 30 de setembro de 2018, durante a campanha da eleição presidencial no Brasil em 2018, como uma resposta aos Protestos contra Jair Bolsonaro Foram quarenta cidades em dezesseis estados com atos favoráveis ao parlamentar em 29 de setembro de 2018. Em 30 de setembro de 2018, os atos aconteceram em vinte cidades em nove estados, incluindo capitais, como Belo Horizonte e Brasília.

Em 29 de setembro de 2018 pessoas contrárias a Bolsonaro fizeram manifestações com a hashtag #EleNão. Em resposta, páginas e grupos de redes sociais, e vários movimentos de direita promoveram manifestações a favor da candidatura de Bolsonaro e suas propostas, para promover a sua candidatura, já que estava se recuperando após um atentado.

Protestos atingiram diversas capitais de estados do Brasil, a exemplo de Maceió, Recife, Manaus, Belo Horizonte e Belém. Em Brasília a campanha organizou uma carreata que contou com vinte e cinco mil carros, de acordo com a Polícia Militar. Em São Paulo, um ato na Avenida Paulista contou com, segundo organizadores do evento, o comparecimento de um milhão e oitocentos mil manifestantes; PM não divulgou estimativas.

Segundo turno Bolsonaro não participou de nenhum debate com seu oponente Fernando Haddad na primeira semana, após avaliação médica. Posteriormente, foi feita outra avaliação médica, ficando a critério de Bolsonaro participar ou não dos debates. Bolsonaro decidiu não participar ao alegar desconforto causado pela bolsa de colostomia.

A equipe do pesselista elegeu as redes sociais como principal forma de comunicação e manteve o discurso antipetista, entendendo que não seria o momento para apresentação de propostas.

Plano de governo Seu plano de governo é denominado 'O Caminho da Prosperidade', em que ele defende a redução de ministérios, além da criação de uma nova pasta na área econômica, o Ministério da Economia, que seria formada pela junção de outras pastas ministeriais; esse ministério dividiria sua atuação na economia junto ao Banco Central, ambas atuando independentemente. Na área da educação, propõe a ampliação do número de escolas militares, e tem como meta a criação de um colégio militar por capital. Na área da saúde, propõe a criação da profissão de médico-de-Estado.

Em 20 de março de 2018, afirmou que, em um eventual governo, pretende fundir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente para, segundo ele, colocar "um fim na indústria das multas, bem como levar harmonia ao campo". No dia 29 do mesmo mês, afirmou que pretende extinguir o Ministério da Cultura e transformá-lo em uma secretaria vinculada ao Ministério da Educação.

Bolsonaro ainda defende a redução da maioridade penal para 16 anos (posteriormente cogitou em 17, pelo fato de ter maior facilidade em aprovar no Congresso), acabar com a progressão de pena e com as saídas temporárias, e defende o fim das audiências de custódia. Defende a saída do Brasil do Acordo de Paris de 2015, como fez Donald Trump. Com relação ao combate à corrupção, o presidenciável diz que, se eleito, pretende encaminhar para aprovação no Congresso o texto original das Dez Medidas Contra a Corrupção, projeto de lei de iniciativa popular com o Ministério Público Federal que teve trechos suprimidos na votação na Câmara e que desde 2017 está parado no Senado, das quais estão no pacote, aumento das penas para a corrupção de altos valores, a flexibilização de prisões preventivas e a criminalização do caixa dois.

Em outubro de 2018, Bolsonaro posicionou-se contra reeleição e a favor da redução de até vinte por cento do número de parlamentares, de modo a reduzir o gasto público. Além disso, afirmou que possivelmente manterá Ilan Goldfajn como presidente do Banco Central. Mas isso não ocorreu; mais tarde, Roberto Campos Neto foi apontado para ocupar o BC.

Ministérios Bolsonaro anunciou alguns possíveis nomes de seus ministros caso eleito. No ministério da Fazenda e Planejamento, o nome de Paulo Guedes foi confirmado. A Casa Civil terá Onyx Lorenzoni e o ministério da Defesa terá como chefe o general Augusto Heleno.

Apoios Após o primeiro turno, o PSC declarou apoio a Bolsonaro no segundo turno.

Dentre os que manifestaram apoio a Jair Bolsonaro estão a atriz Regina Duarte, as cantoras Pepê & Neném, os atletas Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, José Aldo, Wanderlei Silva, os apresentadores Roberto Justus, e Carlos Massa (Ratinho), os empresários Luciano Hang, Meyer Nigri (Tecnisa), Bráulio Bacchi (Artefacto), Sebastião Bomfim Filho (Centauro), e Zilu Camargo, os políticos Ana Amélia Lemos, João Dória, Wilson Witzel , Romeu Zema, Eduardo Leite, José Ivo Sartori, Carlos Eduardo Alves, Amazonino Mendes, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, a jurista Janaina Paschoal e a magistrada ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon.

Desempenho eleitoral

Primeiro turno Obteve 49 276 990 votos no primeiro turno da eleição, que ocorreu dia 7 de outubro, o que corresponde a 46,03% dos votos válidos, sendo o mais votado do turno. Como nenhum candidato atingiu 50% dos votos válidos, o Tribunal Superior Eleitoral convocou o segundo turno da eleição, disputado entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad do Partido dos Trabalhadores (PT). Jair Bolsonaro venceu em 16 estados e no Distrito Federal, ultrapassando 50% dos votos em 13 estados. Jair Bolsonaro foi o candidato mais votado no primeiro turno da eleição da história, superando o recorde anterior de Dilma Roussef em 2010, quando obteve cerca de 47 milhões de votos no primeiro turno.

Segundo turno No dia 28 de outubro sucedeu-se o segundo turno da eleição, e Jair Bolsonaro confirmou o resultado do primeiro turno, obtendo 57 797 847 de votos (55,13% dos votos válidos), elegendo-se assim com êxito o 38º presidente da República no Brasil. Bolsonaro repetiu a vitória em 15 estados onde ganhara no primeiro turno e também no Distrito Federal, mas não conseguiu manter a vitória no Tocantins. Bolsonaro interrompeu o ciclo de quatro vitórias consecutivas do Partido dos Trabalhadores, que se repetia desde 2002, quanto Luiz Inácio Lula da Silva venceu a eleição presidencial daquele ano. Bolsonaro foi o décimo presidente militar que chegou à presidência da República, o primeiro desde o princípio da Nova República.

Candidatos <big>Coligação Brasil acima de Tudo, Deus acima de Todos candidatos de 2018</big> |- ! style="width:3em; font-size:135%; background:; width:200px;"| ! style="width:3em; font-size:135%; background:; width:200px;" | |- style="color:#000; font-size:100%; background:#E58B8F;" | style="width:3em; width:200px;" |Para presidentePara vice-presidentealt=|borda|centro|186x186pxborda|centro|200x200pxDeputado federal pelo Rio de Janeiro (1991–2018)General do Exército Brasileiro(1969–2018)PSLPRTB

Resultado da eleição

Eleições presidenciais Ano de eleiçãoCandidatoPrimeiro turnoSegundo turno# do total de votos% do total de votos# do total de votos% do total de votos2018Jair Bolsonaro49.275.35846,03%57.797.84755,13%

Controvérsias

Possível esquema de mensagens em massa