Eurema hecabe é uma pequena borboleta Pieridae encontrada na Ásia, África e Austrália. Elas são encontradas a voar perto do chão.

Subespécies E. h. albina Huang, 1994 (Fujian) E. h. amplexa (Butler, 1887) (Ilha Christmas) E. h. biformis (Butler, 1884) (Ambon, Serang) E. h. brevicostalis Butler, 1898 (de Timer até à ilha Kai) E. h. diversa (Wallace, 1867) (Buru) E. h. hecabe E. h. hobsoni (Butler, 1880) (Taiwan) E. h. kerawara Ribbe, 1898 (Arquipélago de Bismarck) E. h. latilimbata (Butler, 1886) (Sumatra, Bornéu) E. h. latimargo Hopffer, 1874 (Celebes) E. h. mandarina (de l''Orza, 1869) (Japão) E. h. maroensis (Butler, 1883) (Maroe) E. h. nivaria Fruhstorfer, 1910 (ilhas Salomão) E. h. oeta (Fruhstorfer, 1910) E. h. phoebus (Butler, 1886) (norte da Austrália) E. h. solifera (Butler, 1875) (África) Descrição

A espécie apresenta polifenismo sazonal. Possui uma forma de verão mais escura, induzida por um fotoperíodo longo, superior a 13 horas, enquanto períodos diurnos de 12 horas ou menos induzem uma forma mais clara no período posterior à monção do Sul da Ásia.Gullan, P.J. & Cranston P.S. (2005). E.blanda is almost always larger and a faster flier than this species. "The insects: an outline of entomology" (5th Ed). Wiley-Blackwell, , . Ltd preview in Google Books. Accessed on 12 Jan 2010.

Macho

Tem face dorsal amarela, com tonalidade variável, desde amarelo-enxofre até amarelo-limão intenso, consoante a estação e a região. Na asa anterior, o ápice e o termo são negros, prolongando-se esta coloração numa faixa estreita ao longo da margem costal até à base da asa, onde frequentemente se torna difusa. A margem interna da área negra, desde a costa até à nervura 4, é muito oblíqua e irregular; entre as nervuras 2 e 4 apresenta uma reentrância no lado interno, arredondada exteriormente entre as nervuras e formando uma projeção dentiforme para o interior sobre a nervura 3. Abaixo da nervura 2, a área negra alarga-se abruptamente, formando uma mancha aproximadamente quadrangular que ocupa todo o ângulo tornal; a margem interna deste alargamento é variável e, na forma típica, ligeiramente côncava. Na asa posterior, a margem terminal apresenta uma estreita faixa negra, que se estreita tanto anteriormente como posteriormente; a margem dorsal é amplamente mais clara do que a cor de fundo.

A região da face dorsal que é visivelmente amarela para o ser humano também apresenta uma forte reflexão no ultravioleta (320–400 nm), devido à presença de nanoestruturas cuticulares multicamadas.

A face ventral é amarela, geralmente de tonalidade ligeiramente mais clara do que a face dorsal, com marcas castanho-avermelhadas. Na asa anterior existem duas pequenas manchas ou pontos na metade basal da célula e uma mancha ou anel reniforme (em forma de rim) sobre as nervuras discocelulares. Na asa posterior observa-se uma série sub-basal ligeiramente curva de três pequenas manchas, um anel ou mancha estreita e irregular sobre as discocelulares, seguida por uma série discal transversal e curva, muito irregular, de manchas ou pontos, alguns ou todos frequentemente pouco evidentes. Tanto nas asas anteriores como nas posteriores, as nervuras que atingem as margens costal e terminal terminam em minúsculos pontos castanho-avermelhados. As antenas são amarelo-acinzentadas, com a clava negra; a cabeça, o tórax e o abdómen são amarelos, sombreados por escamas fuscas. Ventralmente, os palpos, o tórax e o abdómen são branco-amarelados. A marca sexual, observada pela face dorsal, apresenta-se como um espessamento da metade basal da nervura mediana da asa anterior.

Fêmea

A face dorsal é muito semelhante à do macho, mas sem a marca sexual. As áreas negras das asas anteriores e posteriores são ligeiramente mais largas, sendo frequentemente difusa a margem interna da faixa terminal negra da asa posterior.

As fêmeas apresentam também uma área reduzida de escamas refletoras de ultravioleta na região proximal da face dorsal da asa anterior. O mecanismo responsável por esta coloração é o mesmo observado nos machos, embora a refletância seja menos intensa.

Na face ventral, a cor de fundo e as marcas são semelhantes às do macho. As antenas, a cabeça, o tórax e o abdómen apresentam igualmente coloração semelhante.

Forma da estação seca

Na face dorsal, a cor de fundo e as marcas são, em geral, semelhantes às dos exemplares da estação húmida, incluindo a reentrância da margem interna da área negra e o alargamento tornal da asa anterior. Na asa posterior, a faixa terminal negra é também semelhante na grande maioria dos indivíduos; em alguns exemplares de ambos os sexos é mais estreita e apresenta a margem interna difusa.

Na face ventral, a cor de fundo é semelhante à dos exemplares da estação húmida, embora muitos indivíduos apresentem uma maior ou menor dispersão de escamas negras sobre as áreas amarelas das asas. As marcas castanho-avermelhadas das asas anteriores e posteriores são igualmente semelhantes, mas as manchas são maiores, mais bem definidas, mais escuras e, consequentemente, muito mais conspícuas. Além disso, a asa anterior apresenta uma mancha pré-apical transversal, alongada e muito evidente, ou uma curta faixa castanho-avermelhada que se prolonga para baixo a partir da costa. Esta mancha tem forma irregular e largura variável, mas aparentemente nunca se prolonga para o exterior até à própria margem do termo. Alguns exemplares apresentam ainda uma pequena mancha castanho-avermelhada no espaço internevural próximo do torno. As antenas, a cabeça, o tórax e o abdómen e, no macho, a marca sexual são semelhantes aos dos exemplares da estação húmida.}}

Ciclo de vida

Os ovos são depositados em Abrus precatorius, Falcataria moluccana, espécies de Acacia e Aeschynomene, bem como em numerosas outras plantas das famílias Fabaceae, Euphorbiaceae e Cucurbitaceae.

Estudos indicam que as fêmeas conseguem distinguir cores durante a escolha das plantas hospedeiras para a oviposição.

A larva é alongada, verde, rugosa e cilíndrica ou ligeiramente achatada, apresentando uma cabeça grande.

A pupa fica suspensa pela extremidade posterior e por uma faixa de seda de comprimento moderado. Os segmentos abdominais são arredondados, enquanto o tórax é bastante comprimido e as bainhas das asas se unem formando uma carena profunda e pronunciada. A região cefálica termina numa projeção curta e pontiaguda. Normalmente, a pupa é solitária e verde, embora possam ocorrer numerosas pupas agrupadas num mesmo ramo. Como acontece, em maior ou menor grau, com as pupas de muitos pierídeos e papilionídeos, a sua coloração pode aproximar-se da do substrato envolvente.

A espécie pode ser infetada por várias estirpes da bactéria Wolbachia. Estas bactérias podem provocar alterações na reprodução e na proporção entre os sexos da espécie.

Galeria

Categoria:Insetos do Paquistão Categoria:Eurema Categoria:Animais descritos por Lineu Categoria:Lepidópteros descritos em 1758