Luna Rossa é um filme estilo ensaio cinematográfico (film essay) de 1998 dirigido por Georg Brintrup.
Sinopse Com auxílio da música, o filme faz uma viagem na psiquê da população napolitana, desde a época arcaica até hoje. Os dois napolitanos Tony e Ciro percorrem de carro as estradas de sua cidade, enquanto escutam no rádio a famosa canção “Luna Rossa”. De repente, a música é interrompida com a notícia de mais um crime da camorra. Os dois lamentam que a cidade esteja doente, quase como a canção napoletana, que, agora, dorme como o Vesúvio.
Os dois chegam ao destino, um teatro onde está sendo rodado um filme sobre a música napolitana. Tony, um cantor, e Ciro um mímico (Polichinelo), fazem parte do casting. Colaboram no filme, que estuda as raízes da canção napolitana. Ao final do filme, enquanto atravessam novamente a cidade de carro, refletem sobre a canção napolitana, que está viva, mesmo se, às vezes, dorme, como todo o resto. Inclusive o Vesúvio.
Esta moldura dramática serve para dar espaço às vozes de pessoas comuns. Graças aos comentários dos “transeuntes”, o olhar sobre Nápoles se compõe e decompõe como imagens de um caleidoscópio.Bernard Mérigaud em Télérama (No.2561) de 10 de fevereiro de 1999) Cada um vê sua cidade com a distância de um estrangeiro: o peixeiro, o artesão, a dona de casa, o padre, o professor, o vendedor de fruta, a lavadeira, velhos e jovens se exprimem sobre temas que são a base da música napolitana. O filme, desta forma, apresenta a canção napolitana no complexo e dinâmico contexto de seu quotidiano. Desta forma, este gênero musical não é mostrado categorizado ou classificado, mas sim é apresentado como um fenômeno vivo, necessário ao temperamento dos napolitanos.
Produção O napolitano não tem interesse pela verdade porque toda verdade é feia; ele também não dá importância à utilidade. Nápoles se baseia nas sensações. Em Nápoles, reina o sentimento. Hermann Graf Keyserling: Südamerikanische Meditationen. Deutsche Verlagsanstalt, Berlin/Stuttgart 1932 (). O filme-ensaio começa com esta rubrica, que é uma citação livre do filósofo estônio-alemão Hermann Graf Keyserling. O longametragem não tem uma trama, é uma colagem de olhares sobre Nápoles, acompanhados da música. E são os próprios napolitanos, transeuntes, interpretados por atores e figurantes, que comentam os vários aspectos de sua cidade.Raffaella Leveque: “Luna Rossa” alla tedesca („Luna Rossa“ auf deutsch) em Il Mattino publicado 30 março de 1998
Crítica
Ligações externas
Apresentação do Filme
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