Tomás Luís Osório (Cartaxo, – Lisboa, ) foi um militar português, conhecido por liderar tropas contra Pedro de Cevallos, governador da província de Buenos Aires, durante a breve guerra contra a Espanha na Banda Oriental de 1762 a 1763. Foi tio-bisavô do Marquês do Herval, Manuel Luís Osório.

Biografia Tomás Luís Osório nasceu por volta de 1717 em Cartaxo, filho de Francisco da Fonseca Osório e de sua mulher, Antónia Maria Perestrelo. Era irmão de José Luís Osório e sobrinho de Diogo Osório Cardoso.

Era casado com Francisca Joaquina de Almeida Castelo Branco, filha de José Rolão Pimentel e de Josefa Teresa da Silva Castelo Branco.

Osório serviu no posto de capitão do Regimento de Dragões do Rio Pardo até 24 de Dezembro de 1749. Passou a sargento-mor em 13 de Dezembro de 1750, havendo-se, conforme diz a sua carta-patente «com honra, valor e distinção em todas as diligências que lhe foram confiadas no decurso desse tempo.» Foi elevado a tenente-coronel em 1752 e depois a coronel do referido Regimento.

Guerra Guaranítica

Após o frustrado ataque ao Forte de Jesus, Maria e José do Rio Pardo, em 22 de Janeiro de 1754, o general Gomes Freire enviou um contingente de 200 homens comandado pelo coronel Osório para reforçar a guarnição do forte. Novamente, no dia 29 de Abril, por volta das 8 da manhã, os guaranis atacaram o forte, desta vez sob o comando de José Tiaraju, do cacique Alexandre Mouarari e de mais um jesuíta. O ataque foi fracassado, e o tenente Pinto Bandeira perseguiu e aprisionou 53 guaranis, dentre eles Tiaraju. Os guaranis aprisionados foram levados para o Rio Grande, onde 38 deles foram chacinados pelos condutores, na lagoa dos Patos. Os demais, incluindo Tiaraju, foram libertados por Osório.

Durante a batalha de Caiboaté, em 10 de Fevereiro de 1756, Osório foi ferido em três partes: recebeu duas flechadas no braço direito e uma nas costas, mas sem correr risco de vida.

Logo após a batalha, durante a passagem do rio Churiebi (atual arroio Chuni), Osório escapou incólume entre um chuveiro de flechas, pedras e tiros de bocas de fogo.

Em Junho de 1758, pelos seus feitos durante a Guerra Guaranítica, o general Gomes Freire, futuro Conde de Bobadela, fez uma doação ao coronel Osório, de terras que ficavam às margens da lagoa dos Patos. Nessas terras, mais tarde, se formaria a atual cidade de Pelotas.

A guerra contra a Espanha Osório foi destacado para a fronteira do Rio Grande em 1762, e em 6 de Outubro do mesmo ano, começou a reconstruir a fortaleza de Santa Teresa. Em 16 de Abril, Cevallos toma posições à frente da trincheira de Santa Teresa, com o efetivo de 6 000 homens, enquanto Osório comandava apenas 320. Em 19 de Abril, Cevallos invade a fortaleza, Osório rende-se e Cevallos o faz prisioneiro junto com 25 oficiais, onde são enviados para a Colónia do Sacramento, mas são logo soltos em virtude do armistício celebrado.

Seguindo para o Rio de Janeiro, o coronel Osório foi preso na fortaleza de São José da Ilha das Cobras, onde, no processo da devassa, foi interrogado e solto. Seguiu para Minas Gerais, onde o envolveram numa denúncia falsa de que lhe resultou em uma nova prisão, por supostamente dar guarida a um jesuíta (banidos de Portugal e de seus domínios desde 1758), ou por corresponder-se com jesuítas, a quem foi agradável a perda da Colónia do Sacramento, de acordo com Camilo Castelo Branco em seu Perfil do Marquês de Pombal. Osório foi enviado a Lisboa, e lá enforcado na Cruz dos Quatro Caminhos, a 21 de Abril de 1768. Após a sua morte, sua viúva apresentou provas que mostravam o erro da acusação.

Bibliografia

Categoria:Militares de Portugal Categoria:História de Pelotas Categoria:Portugueses executados Categoria:Pessoas executadas por Portugal Categoria:Pessoas executadas por enforcamento