Ermígio Mendes de Ribadouro (Antes de 1142 - Depois de 1209) foi um rico-homem português, da linhagem dos Riba Douro, uma das cinco grandes famílias do Entre-Douro-e-Minho.

Biografia Nascido antes de 1142, foi o único filho de D. Mem Moniz de Ribadouro e Meana D. Cristina Gonçalves das AstúriasDescendentes de Hermenegildo Guterres que viveu entre 869 e 911 - Egas Moniz, o Aio, e o único varão daquele rico-homem. Desta forma seria sobrinho do célebre aio de Afonso Henriques, Egas Moniz, o Aio,e tetraneto do considerado fundador da família, Monio Viegas I de Ribadouro.

Papel fundiário Sabe-se que repartiu com a sua meia-irmã, Mor Mendes, a herança paterna, e ficou desta forma com a honra de Santa Eulália, em Cinfães; a quintã de Santa Marinha de Pereira, em Felgueiras, e outros bens em Oldrões (Penafiel) e Paus (São Martinho de Mouros.

Na corte Ermígio surge na corte provavelmente a partir de 1142, ano em que surge com o seu primeiro cargo tenencial, em Godim. Até 1209, ano em que volta a desaparecer da documentação curial, desempenhou ainda papéis governativos em outros locais, nomeadamente Seia Gouveia e Aregos, sendo na qualidade de governador desta última terra que deu carta de foral, em 1178, à vila de Paredes, e ter-se-á encarregado também da povoação da mesma vila.

A partir de 1209, Ermígio deixa de confirmar documentação curial, o que significa que terá abandonado a corte, e provavelmente faleceu pouco depois.

Matrimónio e descendência Ermígio desposou, em data desconhecida, Sancha Pires de Bragança, filha do importante magnate Pedro Fernandes de Bragança, chefe da família dos Bragançãos, e senhor de Bragança. Desta união resultou a seguinte descendênciaː

Afonso Ermiges de Ribadouro Rodrigo Ermiges de Ribadouro Monio Ermiges IV de Ribadouro Fruilhe Ermiges de Ribadouro (m. depois de 1227), deu foral a Vila Franca de Xira Urraca Ermiges de Ribadouro (m.29 de março de 1248), devota do Mosteiro de Santo Tirso

Notas

Meana, ou o masculino Meono, derivado de Mia donna (Minha dona, minha senhora) , ou Mio donno (Meu dono ou dom, meu senhor) era uma expressão utilizada com alguma frequência sobretudo nos séculos XII e XIII, para designar senhores ou senhoras da mais alta estirpe, como parecia ser o caso dos Ribadouros, uma vez que Egas Moniz e sua esposa Teresa Afonso são tratados com este título em variados documentos. O mesmo se aplica à mãe de Egas, Meana Ouroana, ou ao irmão dele, Meono Mem Moniz e a respetiva esposa, Meana Cristina Gonçalves. Como se vê havia uma relativa profusão deste título no seio dos Riba Douro.

Bibliografia

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira - 50 vols. , Vários, Editorial Enciclopédia, Lisboa. vol. 16-pg. 887. Gayo, Manuel José da Costa Felgueiras, Nobiliário de Famílias de Portugal, Carvalhos de Basto, 2ª Edição, Braga, 1989, vol. IV-pág. 377 (Coelhos).

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