João Francisco Inácio Brazão (Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1962), mais conhecido como Chiquinho Brazão, é um empresário, comerciante e político brasileiro, atualmente sem partido. É irmão dos políticos Domingos Brazão e Pedro Brazão.

Junto com o irmão Domingos Brazão, foi um dos acusados de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, sendo preso preventivamente em abril de 2025. Em 2026, foi condenado a 76 anos e 3 meses de prisão pela morte da vereadora e seu motorista. Atualmente está cumprindo pena em regime domiciliar.

Política Foi eleito vereador do Rio de Janeiro pela primeira vez em 2004, e reeleito em 2008, 2012 e 2016. Nas eleições de 2018, foi candidato a deputado federal pelo Avante e foi eleito com votos. Em 2022, foi reeleito deputado federal com votos. Durante a campanha, participou de carreatas apoiando a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição para presidente.

Em outubro de 2023, foi nomeado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para chefiar a Secretaria Especial de Ação Comunitária da Prefeitura do Rio, em um acordo de Paes com o Republicanos, partido ao qual Brazão havia dado entrada para se filiar. Ele ocupou o cargo por quatro meses, sendo exonerado a pedido em 1 de fevereiro de 2024 após a delação premiada de Ronnie Lessa na investigação do assassinato de Marielle Franco.

Em fevereiro de 2024, ele usou quase 24 mil reais da cota parlamentar para fazer publicidade de um projeto que propõe combater a violência contra a mulher e prevenir o feminicídio.

Prisão e Condenação Em 24 de março de 2024, foi preso preventivamente pela Polícia Federal, junto ao irmão Domingos Brazão e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) Rivaldo Barbosa, apontados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em 14 de março de 2018.

Inicialmente preso no Presídio Federal de Campo Grande, em 11 de Abril de 2025 o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou sua prisão domiciliar, por motivos de saúde, efetivada no dia seguint e onde cumpre sua pena desde então.

Em 24 de fevereiro de 2026, a Primeira Turma do STF condenou Chiquinho Brazão pelo duplo homicídio de Marielle Franco e seu motorista, homicídio tentado e organização criminosa, fixando a pena em 76 anos e 3 meses de reclusão. Devido a condenação, o ex-deputado está inelegível.

Cassação No mesmo dia, o PSOL protocolou um pedido de cassação do mandato de Chiquinho Brazão na Câmara dos Deputados, e o União Brasil anunciou a expulsão de Brazão da legenda por decisão de sua Comissão Executiva Nacional.

Em 15 de maio, o Conselho de Ética da Câmara decidiu manter, por 16 votos a 1, um processo disciplinar que poderia levar à cassação do mandato do deputado.

Em 16 de julho, no depoimento ao conselho, Brazão disse ser inocente das acusações de ter mandado matar a vereadora Marielle Franco e negou relação com milícias.

Em 24 de abril de 2025, teve declarada a cassação do seu mandato como deputado por decisão individual do presidente Hugo Motta, sem a provocação de partidos – e com o apoio do restante da Mesa Diretora, baseada no Art. 55 da Constituição Federal, que prevê a perda do mandato para o parlamentar que "deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada".

Desempenho eleitoral AnoEleiçãoPartidoCargoVotos%ResultadoRef2004Municipal do Rio de JaneiroPMDBVereador0,85% 2008Municipal do Rio de Janeiro0,95% 2012Municipal do Rio de Janeiro1,14% 2016Municipal do Rio de Janeiro0,82% 2018Estaduais no Rio de JaneiroAvanteDeputado federal0,33% 2022Estaduais no Rio de JaneiroUNIÃO0,89%

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