San Benedetto de Urbe era uma capela conventual que ficava localizada no número 22 da Via di San Nicola da Tolentino, no rione Trevi de Roma. Era dedicada a São Bento de Núrsia.
História
Fundação da comunidade Esta capela, ocupada por apenas uns poucos anos, foi fundada em 1898 e tem uma história muito obscura, ligada ao mosteiro de Sancti Benedicti de Urbe. Ele abrigava uma comunidade de freiras beneditinas não afiliada a nenhuma congregação em particular e provavelmente fundada, em outubro de 1895, por iniciativa de Matilda Pynsent, a primeira abadessa, cujo nome religioso era "Mechtildis". Ela é mais conhecida por ter escrito sobre a vida de uma filósofa do século XVII chamada Elena Cornaro Piscopia, que havia sido enterrada na Abadia de Santa Justina em Pádua e cujo túmulo ela conseguiu, de alguma forma, autorização para abrir e inspecionar.
A comunidade ficava sob a autoridade da Diocese de Roma, na pessoa do cardeal-vigário e a abadessa conseguiu vencer uma disputa canônica sobre o seu direito de não estar, juntamente com suas freiras, afiliada a nenhuma congregação e nem de fazer votos para nenhum frade beneditino superior. A comunidade ficou conhecida como "inglesa" (), apesar de haver pistas nas fontes de que apenas a abadessa seria inglesa. Outra freira, a senhora Placide McMahon, parece ter sido irlandesa. A obra principal das freiras parece ter sido a publicação de fontes históricas beneditinas sob o título de "Spicilegium Benedictinum", que chegou até o quinto volume durante a breve existência da comunidade, uma conquista notável.
Capela e o mosteiro Em 1898, as freiras se mudaram para o complexo inacabado de San Patrizio a Villa Ludovisi na Via Boncompagni (nº 31), iniciado por frades agostinianos em 1888 e que estavam sem recursos financeiros. As freiras aparentemente não continuaram utilizando a igreja inacabada do mosteiro e aparentemente construíram a sua própria. Nas palavras de Diego Angeli (1903):
Desastre Em abril de 1901, ocorreu um grave escândalo envolvendo o convento e ele foi fechado à força em agosto do mesmo ano. O trecho a seguir consta no jornal "New Zealand Herald" de 9 de novembro de 1901:
Abadessa agnóstica William Brownlow, bispo de Clifton, deu uma resposta pública, também publicada no "The Times", em 5 de outubro. Ele admitiu que os fatos apresentados pela abadessa estavam substancialmente corretos, mas acrescentou:
A beata Columba Marmion escreveu o seguinte em uma de suas cartas de 1901:
Demolição Ao retomarem a propriedade, os frades terminaram a igreja que haviam iniciado, mas aparentemente venderam a igreja das freiras para permitir a construção de um hospital. Os frades também aparentemente receberam a propriedade na Via di San Nicola da Tolentino. A rápida demolição da igreja das freiras serviria para proteger a comunidade contra quaisquer reivindicações legais sobre a estrutura, uma vez que as freiras haviam dispendido ali todo o seu dinheiro. Nada resta para lembrar a presença das freiras no local. O endereço hoje é ocupado por um edifício neobarroco construído logo em seguida.
Ligações externas
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