Dulce et decorum est pro patria mori é um verso de Odes, obra escrita em latim pelo poeta lírico romano Horácio. Esta linha é usualmente traduzida como "é doce e adequado morrer pela própria pátria". A palavra latina patria, significando o país dos pais de alguém (patres), ou dos antepassados, é a fonte da versão francófona para "país", patrie, assim como da versão anglófona para "patriota", patriot — "aquele que ama seu país". Foi utilizado como título para um poema de Wilfred Owen, "Dulce et Decorum est", no qual o autor descreve as experiências dos soldados na Primeira Guerra Mundial.
Origem horaciana
O poema de onde o verso foi extraído exorta os cidadãos romanos a desenvolverem habilidades marciais tais que os inimigos de Roma, em particular o Império Parta, fiquem terrificados demais para resistir à investida romana. A passagem relevante diz:
Para sofrer a dificuldade com bom ânimo, Na mais severa escola de guerra criada, Nossa mocidade deve aprender; deixe-o cavalgar e lancear Faça dele um dia o temor dos partas; Céus frios, perigos aguçados, reforçam sua vida. Parece-me que eu vejo da vila rampeada Alguém combatendo a esposa matrona do tirano, Alguma donzela, baixar o olhar em terror,— "Ah, meu querido lorde, destreinado na guerra! Não tente o ânimo enfurecido Daquele leão caído que eu vejo! ao longe Ele lança-se através de uma maré de sangue!" Que júbilo, pela pátria morrer! Os dardos da morte surpreendem até os pés voadores, Também não poupam o cavalheirismo pusilânime, A dorsal que se esconde, ou lombo que estremece.
Outros usos
O poema de Wilfred Owen descreve um ataque a gás durante a Primeira Guerra Mundial e foi uma de suas muitas obras pacifistas que não foram publicadas antes do fim da conflagração. Nos versos finais do poema, a frase horaciana é descrita como "a velha mentira". Devido à cópia original do poema se acredita que Owen intencionava dedicar o texto ironicamente a Jessie Pope, escritor popular que glorificava a guerra e recrutava laddies (rapazes) que "ansiavam por carregar e atirar" em poemas patrióticos simplistas como The Call ("O Brado").
Em um ensaio escolar de 1915, o dramaturgo alemão Bertolt Brecht se referiu à frase como Zweckpropaganda ("propaganda inferior para uma causa específica") e pontuou que "é mais doce e mais adequado viver para o próprio país", sendo quase expulso por este ato.
Dulce et decorum est pro patria mori é o lema da Academia Militar portuguesa.
Ver também
Memento mori
Ligações externas
Texto original
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