Silverchair foi uma banda de rock australiana formada em 1992 por Daniel Johns, Chris Joannou e Ben Gillies . Inicalmente, a banda se assemelhou às vertentes do "grunge" de Seattle da década de 90, com um som que remete ao Pearl Jam, Nirvana e Soundgarden. Porém mudou suas vertentes ao longo da carreira, apresentando diferentes estilos musicais e variando a sonoridade de suas composições. Atualmente, o vocalista segue solo, com um som mais pop e eletrônico. A banda foi muito bem sucedida na indústria musical australiana, conseguindo inúmeros prêmios importantes, como o ARIA Awards, com um recorde de vinte vezes. A banda também recebeu seis APRA Music Awards.
Obtiveram sucesso quando uma de suas primeiras canções, "Tomorrow", ganhou uma competição local de música pela rede de televisão australiana SBS. A banda foi logo contratada pela Murmur e foi muito bem sucedida em concertos nacionais e internacionais. Em 2003, após o lançamento do álbum Diorama, a banda anunciou um hiato, durante o qual seus membros se engajaram nos projetos paralelos The Dissociatives, The Mess Hall, e Tambalane. Reuniram-se novamente em 2005, no Wave Aid, e em seguida lançaram Young Modern. Estão atualmente em hibernação por tempo indeterminado.
O som do Silverchair evoluiu ao longo de sua carreira, com diferentes estilos em álbuns específicos tornando-se cada vez mais ambiciosos ao longo dos anos, do grunge do seu álbum de estreia para um som mais orquestrado.
Biografia Formação e primeiro álbum (1992–1996) thumb|Frogstomp, álbum de estreia do Silverchair Em 1992, os colegas de turma do ensino fundamental, Daniel Johns e Ben Gillies começaram a tocar juntos. Quando entraram para a Newcastle High School, os colegas de turma Chris Joannou e Tobin Finnane entraram para a banda como baixista e guitarrista, respectivamente. O quarteto formou a banda "Innocent Criminals", que tocava versões de bandas como Midnight Oil, Deep Purple, Led Zeppelin, Black Sabbath e Nirvana. Mais tarde, Tobin Finnane mudou-se para Inglaterra por causa do trabalho de seu pai. Restaram apenas três integrantes, Daniel Johns (vocal e guitarra), Ben Gillies (bateria) e Chris Joannou (baixo), que continuaram a tocar nos intervalos entre as aulas em sua própria escola. Com o tempo, Daniel começou a compor suas próprias canções. Depois de chamarem a atenção do jornal local Newcastle Mercury, a banda passou a ter mais tempo e um local próprio para ensaios.
Eles passaram a fazer alguns concertos na região de Hunter Valley, mas não foram muito bem sucedidos na competição Youthrock em 1994, destinada a bandas escolares. A banda deslanchou em 1994, após vencer uma competição nacional chamada "Pick Me", realizada pelo programa de televisão Nomad da rede SBS e pela rádio alternativa Triple J, com a canção "Tomorrow". Por muitos anos, disseram que o nome Silverchair veio de um erro de escrita de "Sliver Chair", retirado das canções "Sliver" do Nirvana e "Berlin Chair" do You Am I, mas em 2007 assumiram em uma entrevista a versão oficial: o nome vem da obra de C.S. Lewis, "As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata" (The Chronicles Of Narnia: The Silver Chair).
A popularidade da banda os rendeu um contrato para a gravação de três álbuns com a Sony Music, e sua gravação do Triple J foi lançada em agosto de 1994. O compacto permaneceu no topo da parada da ARIA por seis semanas. Em 1995, uma versão regravada de "Tomorrow" (e um novo vídeo) foi lançada para o mercado norte-americano, tornando-se a canção mais tocada nas rádios daquele país naquele ano. O primeiro álbum do Silverchair, Frogstomp, foi gravado em apenas nove dias e lançado em 1995. Todos os integrantes da banda tinham apenas quinze anos e ainda estavam no segundo grau. Todas as letras foram baseadas em fatos fictícios, tendo como inspiração programas televisivos, tragédias locais e percepções de problemas dos amigos. O álbum foi bem recebido; as revistas Allmusic e Rolling Stone deram-no de 4 a 4,5 estrelas respectivamente, devido a intensidade do mesmo, especialmente do hit "Tomorrow". Atingido o primeiro lugar na Austrália e na Nova Zelândia, Frogstomp ficou entre os 10 mais do Billboard 200, e o primeiro a conseguir tal feito desde o INXS. O álbum vendeu mais de 4 milhões de cópias em todo o mundo. Como Frogstomp e "Tomorrow" continuaram a ganhar popularidade ao longo do ano, a banda entrou em turnê com Red Hot Chili Peppers e tocaram no teto do Radio City Music Hall, enquanto ainda continuavam a estudar em Newcastle. Num caso de assassinato em janeiro de 1996, o advogado de defesa de Brian Bassett, dezesseis anos, e Nicholaus McDonald, dezoito, afirmou que a canção "Israel's Son", de Frogstomp, foi a grande inspiradora dos assassinatos dos pais de Bassett. A banda declarou que eles nunca aprovariam tais atos de violência, e o caso de defesa foi negado.
Sucesso comercial e de crítica (1997–2001) Ainda sob efeito do sucesso de Frogstomp na Austrália e nos Estados Unidos, o Silverchair começou a gravar seu segundo álbum, Freak Show em 1997. O álbum conseguiu colocar três compactos nas 10 mais da Austrália - "Freak", "Abuse Me" e "Cemetery". O quarto compacto, "The Door", ficou em #25. As canções tratavam da raiva e do recuo que as expectativas do álbum Frogstomp recaíram sobre a banda. Freak Show recebeu disco de ouro nos EUA, e vendeu cerca de 2 milhões de cópias em todo o mundo. thumb|Freak Show, segundo álbum do Silverchair Depois de se formar na escola, a banda pode dedicar mais tempo à criação do próximo álbum, Neon Ballroom, em 1999. A princípio, a banda tinha decidido tirar férias por doze meses, mas mudaram de ideia e decidiram dedicar seu tempo fazendo música. Neon Ballroom resultou em quatro compactos; "Anthem for the Year 2000", "Ana's Song (Open Fire)", "Miss You Love" e "Paint Pastel Princess", três dos quais atingiram as 50 mais do ARIA Charts. Tanto Freak Show quanto Neon Ballroom lideraram a parada da ARIA, fazendo deles o segundo e terceiro álbuns da banda, respectivamente, a conseguirem tal façanha. Os álbuns venderam bem no exterior; Freak Show atingiu o #2 no Canadá e Neon Ballroom, o #5. "Freak", "Abuse Me" e "Cemetery" ficaram entre as 10 mais na Austrália, e "Abuse Me" conseguiu o #4 no Hot Modern Rock Tracks e Hot Mainstream Rock Tracks charts. "Anthem for the Year 2000" foi o single mais bem sucedido de Neon Ballroom, ficando em #3, enquanto "Ana's Song (Open Fire)" conseguiu o #12 no Hot Modern Rock Tracks.
Em 1999, Daniel Johns anunciou que havia desenvolvido uma disfunção alimentar devido à ansiedade. Johns disse que a letra da canção "Ana's Song (Open Fire)" tratava dessa desordem, onde ele dizia "comer o que precisava … para continuar vivo". Johns depois revelou que ele tinha escrito Neon Ballroom enquanto estava sofrendo da tal desordem, e que odiava música enquanto isso, mas sentiu que tinha que compor de qualquer forma.
O grupo saiu em uma grande turnê mundial, levando o álbum Neon Ballroom a um sucesso maior do que tinham conseguido com Freak Show, tendo vendido mais de 2 milhões de cópias em todo o mundo. A jornalista Neva Chonin da revista Rolling Stone atribuiu tal sucesso ao som mais maduro da banda, o álbum foi eleito 25° melhor álbum da história da Austrália pela revista RAM. Na Europa e América do Sul, esse álbum tornou-se o mais famoso da banda até então, levando a banda a festivais em Reading e Edgefest, entre outros. A única performance ao vivo de Silverchair em 2000 foi no Falls Festival em 31 de dezembro. Em 21 de janeiro de 2001, a banda tocou para cerca de 250 mil pessoas no Rock in Rio, um concerto que eles mesmos descreveram como sendo o ápice de suas carreiras. Após a turnê, a banda anunciou que tiraria uma folga de doze meses.
Após o lançamento de Neon Ballroom, o contrato de três álbuns com a Sony Music havia terminado. A banda foi contactada por várias gravadoras durante seu tempo longe dos holofotes. Ao final desse período, eles anunciaram que assinariam contrato com a Atlantic Records para as Américas do Sul e do Norte, bem como lançariam seu próprio selo, Eleven: A Music Company, para Austrália e Ásia. Após o anúncio, a Sony lançou The Best of Volume 1 sem o consentimento da banda.
Diorama (2001–2002) Em junho de 2001, o Silverchair entrou em estúdio em Sydney com o produtor David Bottrill (da banda Tool, Peter Gabriel e King Crimson) para começar a trabalhar em seu quarto álbum, Diorama. Dessa vez, Daniel Johns assumiu formalmente o papel de co-produtor. O álbum, o qual Johns descreveu como "um mundo dentro de um mundo", surgiu de seu novo método de compor maior parte das músicas no piano, uma técnica que ele desenvolveu durante o período em que a banda estava separada. Para completar sua visão de Diorama, vários outros músicos foram convidados para contribuir com o álbum, incluindo Van Dyke Parks, o qual contribuiu com arranjos orquestrais em "Tuna in the Brine", "Luv Your Life" e "Across the Night". Paul Mac, Jim Moginie e Yon Garfias também colaboraram com a banda. Enquanto gravava Diorama, Johns se intitulou um "artista", mais do que simplesmente um integrante de uma "banda de rock". Quando o álbum foi lançado, os críticos comentaram que o mesmo era mais artístico que os anteriores. thumb|Diorama, quarto álbum do silverchair O primeiro compacto de Diorama, "The Greatest View" foi lançado na Austrália no início de Dezembro para coincidir com a aparição da banda na turnê Big Day Out. Durante a turnê, a artrite reativa de Daniel Johns tornou-se um problema, dificultando com o que o mesmo tocasse guitarra.
Diorama atingiu o topo da parada da ARIA, e passou cinquenta semanas entre as 50 mais. Cinco compactos foram lançados; "The Greatest View", "Without You", "Luv Your Life", "Across the Night" e "After All These Years". Desses, "The Greatest View" foi o mais famoso, atingindo o #3 da ARIA e se tornou a música com mais downloads na história da Austrália . O álbum foi um sucesso no ARIA Awards de 2002, ganhando cinco prêmios, incluindo "Melhor Álbum de Rock" e "Melhor Grupo". A banda tocou "The Greatest View" na cerimônia, e a canção havia sido nomeada para "Melhor Vídeo". O álbum, e seus singles, foram indicados em vários prêmios no 2003. Após a premiação ARIA Awards em 2002, a banda anunciou que iria dar um tempo. Johns disse que era necessário "já que a banda existia há uma década e ainda que tinham, em média, apenas 23 anos de idade".
Projetos paralelos (2005) Em 2000, enquanto estava no Silverchair, Johns e Paul Mac lançaram na Internet o EP I Can't Believe It's Not Rock. Após ter dado tempo da banda, os dois formaram a banda The Dissociatives, lançando o álbum homônimo em 2004. Johns também colaborou com a então esposa Natalie Imbruglia em seu álbum Counting Down the Days, lançado em Abril de 2005. Enquanto isso, Joannou trabalhou no projeto paralelo The Mess Hall, produzindo o segundo álbum deles, Feeling Sideways. O álbum foi indicado para o ARIA Award como "Melhor Álbum Independente" em 2003. Gillies também trabalhou em um projeto paralelo; lançando um álbum homônimo com a banda Tambalane, e saindo em turnê na Austrália.
Após o desatre da tsunami no final de 2004, o Silverchair se reuniu em um concerto beneficente no Wave Aid em Sydney em 2005, com o intuito de arrecadar fundos para ajudar organizações que trabalhavam nas áreas afetadas pelo desastre. Ao mesmo tempo, a banda decidiu se reunir novamente. Como reflexo da ocasião, Gillies resumiu a uma "química" especial entre os membros da banda, dizendo ao The Sydney Morning Herald "Nos levou apenas quinze anos, mas recentemente nos demos conta de que temos algo especial e de que deveríamos apostar nisso.'"
Voltando do hiato (2006–2011) thumb|Young Modern, último álbum de estúdio