Michel Cahen (Estrasburgo, 9 de setembro de 1953) é um historiador francês e gestor de investigação do Centro Nacional de Investigação Científica. É especialista da história política da África lusófona.

Biografia Filho de Claude Cahen, depois de estudar história na Sorbonne, em 1982 tornou-se investigador associado do laboratório «Tiers monde, Afrique» (na Universidade de Paris-VII/Centro Nacional de Investigação Científica), tendo ocupado o cargo até 1990. Em 1988, foi investigador do Centro de Estudos da África Subsariana (CEAN), um grupo de investigação associado ao Instituto de Estudos Políticos de Bordéus e ao CNRS. Em 1994, juntamente com Christian Geffray e Christine Messiant, fundou uma revista trilingue (em francês, inglês e português) de análises políticas: Lusotopie (1994-2009). Foi diretor adjunto do CEAN de 2003 a 2012, e membro da secção 33 do CNRS de 2008 a 2012. Dentro do Instituto de Estudos Políticos de Bordéus, fundou em 2002 um sector que permitiu que os estudantes desta instituição e da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra estudassem em ambas as instituições, em alternância, e recebessem um diploma duplo. Geriu os acordos de cooperação com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e o Brasil. De novembro de 2012 a outubro de 2013, foi professor catedrático de Lévi-Strauss, como investigador convidado, no Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo. É desde setembro de 2015 membro associado da Casa de Velázquez (Madrid), e do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Foi membro do Comité de Vigilância destinado aos Usos Públicos da História.

Obras Documentation bibliographique d'histoire urbaine mozambicaine 1926-1974, Paris, Laboratoire Tiers-Monde/Afrique, Universidade Paris VII, 1983/1985, 130 p. Mozambique, la révolution implosée. Études sur douze années d'indépendance (1975-1987), éd. L'Harmattan, col. «Points de vue concrets», 1987 Mozambique, analyse politique de conjoncture 1990, Indigo Publications, 1990 Ethnicité politique. Pour une lecture réaliste de l'identité, L'Harmattan/Centro de Estudos da África Subsariana/Centro de Estudos Africanos, 1994 La Nationalisation du monde. Europe, Afrique, l’identité dans la démocratie, éd. L’Harmattan, 1999 Les Bandits. Un historien au Mozambique, Publicações do Centro Cultural Calouste Gulbenkian, 2002 (traduzido em português) La dialectique des secrets. Histoire et idéologie dans l’accouchement sous X et l’adoption plénière, éd. Karthala, 2004 Le Portugal bilingue. Histoire et droits politiques d’une minorité linguistique: la communauté mirandaise, Rennes, Presses Universitaires de Rennes, 2009.

Obras coletivas Bourgs et villes en Afrique lusophone, prefácio: Catherine Coquery-Vidrovitch, Paris, L'Harmattan, 1989 Pays lusophones d’Afrique. Sources d’information pour le développement. Angola, Cap-Vert, Guinée-Bissau, Mozambique, São Tomé e Príncipe, éd. Ibiscus, 2001

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