Julian Assange estava sendo investigado pelo grande júri do Distrito Oriental de Virgínia por vários crimes de espionagem e informáticos cometidos nos Estados Unidos em 2012. Subsequentemente, uma acusação foi emitida. Tal acusação era selada e inicialmente foi negada pelo governo. Tentativas de prendê-lo foram impedidas quando ele conseguiu asilo no Equador em 2012 enquanto ainda em Londres. Seu pedido foi realizado e ele ficou como residente na Embaixada do Equador em Londres desde 2012. As acusações permaneceram seladas mesmo quando foi pedido que elas fossem tornadas públicas durante outro julgamento em 2016. Entretanto, em 2019, as acusações foram liberadas, seguindo o encerramento de seu status de asilo e subsequente prisão pela Polícia Metropolitana do Reino Unido em Londres. De acordo com a acusação, Assange é acusado de conspiração para invadir computadores com o objetivo de ajudar Chelsea Manning ganhar acesso de informações privilegiadas, as quais ele tinha o objetivo de publicar no Wikileaks. Esta é uma acusação relativamente menos séria em comparação com as acusações feitas contra Manning, e tem uma sentença máxima de cinco anos com a possibilidade de perdão.

Assange foi preso dia 11 de abril de 2019 pela Polícia Metropolitana de Londres por não aparecer em corte e agora enfrenta a possibilidade de extradição para os Estados Unidos. Sua prisão chamou a atenção midiática e as notícias se tornaram virais nas redes sociais, especialmente no Twitter e Facebook, já que envolve a possibilidade do fundador do Wikileaks e seu editor chefe sejam levados aos Estados Unidos para enfrentar julgamento. Desde sua prisão, a opinião pública ter ficado dividida de se ele deve ser extraditado e enfrentar as acusações. Por um lado, é argumentado que sua extradição e subsequente julgamento é um processo necessário já que ele quebrou a lei ao tentar hackear arquivos protegidos do governo e publicar material sensível sobre operações do governo dos Estados Unidos. Por outro, é argumentado que tal movimento possa ser uma ameaça contra a liberdade de expressão, tal como é protegida pela Primeira Emenda.

História Publicação dos materiais enviados por Manning Assange e alguns amigos fundaram o Wikileaks em 2006 e começaram a visitar a Europa, Ásia, África e América do Norte para procurar por, e publicar informações secretas sobre empresas e governos que eles sentiam que deviam ser tornados públicos. Muitos dos materiais publicados pelo Wikileaks entre 2006 e 2009 ganharam atenção midiática e estabeleceram Assange como um whistleblower.Greg Mitchell, The Age of WikiLeaks: From Collateral Murder to Cablegate (and Beyond), (New York: Sinclair Books, 2011), ch. 1. Entretanto, esses vazamentos atraíram pouco interesse da justiça.

Em 2010, Assange foi contatado por Chelsea Manning, que deu-lhe material classificado contendo várias operações militares conduzidas pelo Governo Norte-Americano em geral. O material incluía o Ataque aéreo de Bagdá de 2007, Ataque aéreo a Granai de 2009, os Logs da Guerra no Iraque, Diários da Guerra do Afeganistão e os Logs da Guerra no Afeganistão, entre outros. Parte desses documentos foram publicados pelo Wikileaks e vazados para outras principais empresas de mídia, incluindo The Guardian, entre 2010 e 2011.

A publicação do material pelo Wikileaks foi considerado tanto ilegal quanto heroico. Críticos, incluindo Julia Gillard, então Primeira-ministra da Austrália, chamaram o ato de ilegal, e o Vice-Presidente dos Estados Unidos Joe Biden o chamou de terrorista."WikiLeaks acting illegally, says Gillard," Sydney Morning Herald, 2 de dezembro de 2010. Retrieved 17 de março de 2014.Ewen MacAskill, "Julian Assange like a hi-tech terrorist, says Joe Biden," The Guardian, 20 de dezembro de 2010. Retrieved 17 de março de 2014. Outros, incluindo o então Presidente Lula e o presidente equatoriano Rafael Correa apoiaram suas ações, enquanto o Presidente Russo Dmitri Medvedev disse que ele merecia um Prêmio Nobel por suas ações."When Wikileaks founder Julian Assange met Ecuadorean president Rafael Correa". The Daily Telegraph. 20 de junho de 2012.'Russia: Julian Assange deserves a Nobel Prize' ," The Jerusalem Post, 12 de novembro de 2010. Os vazamentos do Manning também possibilitaram ao Wikileaks e Julian Assange receberem vários elogios e prêmios,Joel Gunter, "Julian Assange wins Martha Gellhorn Prize for Journalism," Journalism.co.uk, 2 de junho de 2011. Retrieved 17 de março de 2014. mas ao mesmo tempo atraíram investigações policiais.

Investigação Criminal e acusação Seguindo aos vazamentos de 2010 e 2011, autoridades norte-americanas começaram a investigar Assange e o Wikileaks. Especificamente, as investigações estavam sendo feitas pelo Grande Juri de Alexandria, Virgínia em novembro de 2011,Glenn Greeenwald, "FBI serves grand jury subpoena likely relating to WikiLeaks". Salon. 27 de abril de 2011. Retrieved 15 de março de 2014. e em 2010, um email vazado apareceu, que sugeria a existência de uma acusação secreta contra Assange,"Fw: Assange-Manning Link Not Key to WikiLeaks Case, 26-01-2011," WikiLeaks. Retrieved 16 de março de 2014. cuja existência era negada pelo governo dos Estados Unidos.Mark Hosenball, "Despite Assange claims, U.S. has no current case against him", Reuters, 22 de agosto de 2012. Retrieved 28 de março de 2014. Assange quebrou a fiança para evitar extradição à Suécia, onde era procurado para ser questionado e se tornou um fugitivo. O governo Australiano distanciou-se de Assange.

Ele então procurou e ganhou asilo político do Equador, garantido por Rafael Correa, depois de visitar a embaixada do país em Londres."Julian Assange asylum bid: ambassador flies into Ecuador for talks with President Correa". The Daily Telegraph (London). 23 de junho de 2012. Retrieved 19 de março de 2014."Julian Assange: Ecuador grants WikiLeaks founder asylum", BBC News, 16 de agosto de 2012. Retrieved 18 de março de 2014."U.K.: WikiLeaks' Assange won't be allowed to leave", CBS News, 16 de agosto de 2012. Retrieved 18 de março de 2014.

Ao mesmo tempo, uma investigação independente pelo FBI sobre a publicação dos documentos de Manning pelo Assange estava acontecendo,David Carr and Ravi Somaiya, "Assange, back in news, never left U.S. radar", The New York Times, 24 de junho de 2013. Retrieved 15 de março de 2014. e de acordo com documentos da corte datados de maio de 2014, ele ainda estava sob investigação ativa.Philip Dorling, "Assange targeted by FBI probe, US court documents reveal," The Sydney Morning Herald, 20 de maio de 2014. Retrieved 29 de agosto de 2014. Um mandado emitido para o Google pela corte distrital citava vários crimes, incluindo espionagem, conspiração para realizar espionagem, roubo ou conversão de propriedade pertencente ao governo dos Estados Unidos, violação do Computer Fraud and Abuse Act e conspiração geral. Em 2017, foi revelado que o governo dos Estados Unidos estava se preparando para formalmente levantar acusações criminais contra Assange, e em 2018, a existência dessas acusações foi confirmada de forma acidental. Entretanto, a acusação continuou selada em janeiro de 2019, apesar de ter parecido que as investigações tivessem se intensificado já que o caso se aproximava do estatuto de limitações.

Começo do fim do asilo Em 2017, Equador teve uma eleição geral e novos oficiais entraram no governo com o objetivo de terminar com o status de asilado garantido para Assange e entregá-lo para a Polícia Metropolitana de Londres. Entre outras razões, eles argumentaram que o custo de manter Assange na embaixada equatoriana estava ficando muito caro. Em 2018, foi relatado que um total de $5 milhões foram gastos nos cinco anos de sua permanência, muito dos quais foram gastos em inteligência secreta, agentes secretos e segurança internacional. Ele também foi acusado de comprometer o sistema de comunicações da embaixada ao criar seu próprio ponto de internet. Depois da sua eleição como presidente, Lenín Moreno disse em 2018 que queria Assange fora da Embaixada, um movimento que alguns viram como tendo o objetivo de melhorar as relações estrangeiras entre Equador e Estados Unidos. A pressão continuou a aumentar quando a equipe de Relações Exteriores dos EUA se recusou a enviar USAID para o Equador e limitou quaisquer operações econômicas entre os dois países até que Assange fosse entregue às autoridades do Reino Unido.

Em maio de 2017, Presidente Moreno se encontrou em Quito com Paul Manafort, ex-gerente de campanha de Donald Trump. Eles conversaram sobre tirar Julian Assange da Embaixada Equatoriana em Londres e sua extradição para os Estados Unidos. Em junho de 2018, Mike Pence, Vice-Presidente dos Estados Unidos e o Presidente Moreno conversaram sobre Julian Assange.

Em 6 de abril de 2019, Assange era suspeito de estar por trás do vazamento de fotos que ligavam o presidente Moreno a um dos escândalos de corrupção dos documentos INA no Equador, o que foi negado pelo Wikileaks.

Prisão pela Polícia Metropolitana Depois do asilo de Assange ter sido revogado, o Embaixador do Equador no Reino Unido convidou a Polícia Metropolitana a entrar na embaixada dia 11 de abril de 2019. Seguindo este convite, Assange foi preso e levado para uma estação central da polícia londrina. Assange estava segurando o livro History of the National Security State de Gone Vidal durante a prisão. As notícias da prisão se tornaram virais no Twitter e Facebook em poucos minutos após o fato e vários veículos de mídia relataram isso como notícias de Última Hora. Presidente Moreno foi citado como tendo referido-se a Assange como sendo um "pirralho mimado" na sequência da prisão.

Assange foi preso com relação a acusação na Suécia. Especificamente, ele foi preso por falhar em aparecer na corte do Reino Unido, que queria extraditá-lo para a Suécia onde responderia por acusações de crimes sexuais que foram colocadas contra ele em 2012. Na audiência na Corte dos Magistrados de Westminste, poucas horas após sua prisão, o juiz que presidia considerou Assange culpado de quebrar os termos de sua fiança. Dia 1 de maio de 2019, Assange recebeu a sentença de 50 semanas de prisão por ter quebrado as suas condições de fiança em 2012.

Reações sobre sua prisão A prisão de Assange dividiu opiniões. Reino Unido, membro do Conselho da Europa, é obrigado a respeitar o Artigo 10 da Convenção Europeia de Direitos Humanos que provê o direito de liberdade de expressão e informação. Isso é o motivo de vários magistrados, políticos e associações considerarem a prisão de um denunciante constituí um ataque contra a Liberdade de expressão e Direito internacional