Ocas é uma revista publicada no Brasil pela ONG Organização Civil de Ação Social e venida exclusivamente por moradores de rua do Rio de Janeiro e São PauloRevista dá trabalho e voz a sem-teto. Folha de S.Paulo, 6 de julho de 2002Sobre a revista Ocas. Observatório da ImprensaRevista Ocas. Enciclopédia Itaú Cultural.
Histórico A revista foi inspirada por publicações semelhantes existentes no Reino Unido (The Big Issue) e nos Estados Unidos (Street News). Os cinco primeiros números foram fornecidos gratuitamente aos vendedores cadastrados, que ficaram com o valor total das suas vendas. A partir da sexta edição, o faturamento passou a ser dividido, cabendo R$ 1,50 para o vendedor e R$ 0,50 para a ONGOcas. Revista Trip, 21 de setembro de 2005.
O primeiro número teve dez páginas de anúncios publicitários, sete deles da loja de roupas M. Officer. A tiragem inicial foi de 20 mil exemplares (15 mil em São Paulo e 5 mil no Rio de Janeiro), distribuídos para 75 vendedores. Em 2006, com a perda dos patrocínios (à exceção da cessão de papel pela Votorantim Papel e Celulose), esses números tinham caído para uma média de 8 mil exemplares e 35 vendedores em São Paulo. Além disso, a publicação passou de mensal para bimestralHADDAD, Julio Cesar Mansur. Street papers: comunicação e inclusão social. Dissertação apresentada ao programa de Pós-graduação em mestrado Comunicação da Faculdade Cásper Líbero. Área de concentração “Comunicação na Contemporaneidade: linha de pesquisa produtos midiáticos: jornalismo e entretenimento. São Paulo, 2007. P. 81.
Entre 2010 e 2012, a revista conseguiu reforçar suas finanças com recursos de editais do Ministério da Cultura voltados para Pontos de Mídia Livre e Pontos de Cultura. Em 2015, contou com patrocínio da Coca-ColaGODOY, Marília G. Ghizzi. Mídia alternativa: a revista Ocas. Comunicação & Sociedade – São Bernardo do Campo, v. 38, n. 1, p. 251-258, jan./abr. 2015.
Características A primeira edição foi inteiramente produzida por jornalistas profissionais. Depois disso, moradores de rua passaram a escrever suas contribuições para a revista, especialmente na seção "Cabeça sem teto", com depoimentos em primeira pessoa. Nas reportagens, o tom é geralmente de denúncia da exclusão social e do descaso das autoridades em relação à população de ruaSARDINHA, A., & LIMA, V. Comunicação alternativa e cultura: análise da prática jornalística da Revista Ocas. Revista Extraprensa, 7(2), 167-174.
Entre os termas abordados estão as descrições de grupos marginalizados, erradicação da pobreza, Fórum Social Mundial, consumo consciente, escravidão agrária e sexual, violência, discriminação racial e social e as UPPs no Rio de Janeiro
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