miniaturadaimagem|Edifício Prestes Maia visto da Pinacoteca do Estado de São Paulo|300x300px
O Edifício Prestes Maia é um prédio de 23 andares, localizado no bairro da Luz, na cidade de São Paulo, Brasil, como parte de um bloco de dois prédios. O edifício era de uma fábrica de tecidos, a Companhia Nacional de Tecidos, até o final década de 1970, quando a fábrica e a sede foram movidas para o interior do estado de São Paulo. Após passar por vários donos, incluindo o Banco Citibank Brasil e o empresário Jorge Nacle Hamuche, a ocupação do prédio por movimentos sem teto viria a acontecer em 2002, resistindo a várias ordens judiciais desde então. Em 2007, quando 468 famílias viviam no local, houve um acordo entre os moradores e a prefeitura, que ofereceu auxílio financeiro e apartamentos do CHDU, mas foi reocupado por outro movimento sem teto em 2010.
Em 2015, o edifício foi comprado pela prefeitura de São Paulo, então sob o mandato de Fernando Haddad, com o objetivo de criar moradia popular aos residentes locais.
Em 2022, a prefeitura de São Paulo anunciou que vai fazer um retrofit do prédio. A reforma, de acordo com a prefeitura, contará com apartamentos de 30 a 50 metros quadrados. As famílias contempladas incluem as que já vivem no edifício e as que moraram anteriormente no edifício.
História
Antecedentes e primeira ocupação O Edifício Prestes Maia é um dos dois prédios no centro de São Paulo. Inicialmente, o plano era construir um hotel, mas optou-se pela expansão da fábrica de tecidos. Em 1978, a sede e a fábrica se mudaram para o interior do estado de São Paulo. Os próximos proprietários incluem o Banco Citibank, a Secretaria das Finanças do Estado de São Paulo, e o empresário Jorge Nacle Hamuche. O prédio continuou sem uso definido e vazio até a ocupação por movimentos sem teto em 2 de novembro de 2002. A primeira ocupação foi marcada pela criação de uma biblioteca comunitária.
O prédio foi desocupado em 2007 após reuniões, assembleias e um pedido judiciário.
Segunda ocupação No dia 5 de outubro de 2010, o edifício Prestes Maia é ocupado novamente com coordenação do Movimento de Moradia na Luta por Justiça (MMLJ). A ocupação teve um ápice de 478 famílias, num total de quase 2 mil pessoas. Em 2015, o prédio foi comprado pela prefeitura, que era de propriedade de Jorge Nacle Hamuche.
Em novembro de 2018, o prédio sofreu um incêndio, poucos meses após o incêndio e consequente desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, também ocupado por um movimento sem teto. No momento do incêndio, cerca de 230 famílias viviam no Prestes Maia. Após o incêndio, foram realizados mutirões para restaurar o prédio.
As famílias participantes do movimento de moradia recebem uma pontuação de acordo com a sua participação em atividades, como a limpeza do prédio, e eventos, como participação em assembleias e manifestações, servindo na formação política dos ocupantes. O ranqueamento é criticado por parte da sociedade e da imprensa.
Retrofit do edifícios Em 2022, a prefeitura de São Paulo anunciou que iria começar um retrofit do edifício. A reforma, de acordo com a prefeitura, contará com apartamentos de 30 a 50 metros quadrados. As famílias contempladas incluem as que já vivem no edifício e as que moraram anteriormente no edifício. Com a reforma do prédio, 287 das 500 famílias que moravam no prédio irão retornar, e as outras dependerão do auxílio moradia.
Ver também Edifício Wilton Paes de Almeida, prédio ocupado por pessoas do movimento sem teto que desabou em 2018 após um incêndio Déficit habitacional em São Paulo Favelas no Brasil Problemas sociais do Brasil
Ligações externas
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