é uma escritora japonesa. Foi galardoada com o Prémio Gunzo de Novos Escritores, o Prémio Mishima Yukio, o Prémio Literário Noma, e o Prémio Akutagawa.
Biografia Nascida em Inzai, na prefeitura japonesa de Chiba, em 1979, quando criança lia romances de ficção científica e mistério que eram emprestados por sua mãe e irmão, tendo ganhado da sua mãe um processador de texto, após Sayaka escrever um livro à mão no quarto ano do ensino fundamental. Após completar o ensino médio em Inzai, sua família mudou-se para Tóquio, onde Sayaka formou-se no Liceu Secundário de Kashiwa (ligado à Universidade de Nishogakusha) e frequentou a Universidade de Tamagawa.
O seu primeiro romance, Jyunyū, venceu o Prémio Gunzo de Novos Escritores em 2003. Em 2013 Sayaka venceu o Prémio Mishima Yukio, pela obra Shiro-iro no machi no, sono hone no taion no. Em 2016 o seu décimo romance, Konbini ningen, foi galardoado com o Prémio Akutagawa, e Sayaka foi nomeada uma das Mulheres do Ano pela edição japonesa da revista Vogue. Konbini ningen vendeu mais de seiscentas mil cópias no Japão, e em 2018 foi traduzida para o inglês, sob o título de Convenience Store Woman. No Brasil, a obra foi traduzida pela editora Estação Liberdade, sob o título de Querida Konbini, e em Portugal foi traduzida sob o título de Uma Questão de Conveniência, pela editora Publicações Dom Quixote. Seu último livro, Chikyu seijin, de 2018, foi traduzido para o inglês como Earthlings, publicado pela Granta Books. No Brasil, foi publicado pela editora Estação Liberdade, sob o título de Terráqueos, em 2021.
Sayaka também trabalhou como empregada de balcão a meio tempo numa loja de conveniência em Tóquio.
A escrita de Murata explora as diferentes consequências da falta de conformidade na sociedade dos homens e mulheres, particularmente no que diz respeito aos papéis de gênero, paternidade e sexo. Muitos dos temas e histórias de personagens na sua escrita originaram-se das suas observações diárias enquanto trabalhava na loja de conveniência. A aceitação social assexuada em várias formas, incluindo a assexualidade, celibato involuntário e celibato voluntário, especialmente dentro do casamento, é recorrente em várias das suas obras, como os romances: Shōmetsu sekai e Konbini ningen, e o seu conto "A Clean Marriage." Murata também é conhecida por suas representações francas da sexualidade adolescente nas obras Gin iro no uta e Shiro-iro no machi no, sono hone no taion no.
Reconhecimentos +AnoPrémioTítuloNotas2003Prémio Gunzo de Novos Escritores2009Prémio Mishima Yukio2009Prémio Literário Noma2010Prémio Mishima Yukio2012Prémio Mishima Yukio2013Prémio Mishima Yukio2014Prémio do Senso de Género2016Prémio Akutagawa
Obras Jyunyū, Kodansha, 2005, Gin iro no uta, Shinchosha, 2009, Mausu, Kodansha, 2008, Hoshi ga sū mizu, Kodansha, 2010, Hakobune, Shueisha, 2011, Shiro-iro no machi no, sono hone no taion no, Asahi Shimbun, 2012, Tadaima tobira, Shinchosha, 2012, Satsujin shussan, Kodansha, 2014, Shōmetsu sekai, Kawade Shobo Shinsha, 2015, Konbini ningen, Bungeishunju, 2016, Chikyu seijin, Shinchosha, 2018
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