Programa Artemis é um programa de voo espacial tripulado desenvolvido pela NASA, empresas de voo espacial comercial norte-americanas e parceiros internacionais, com o objetivo de pousar os próximos humanos na Lua em 2028. O Artemis seria os primeiros passos num objetivo de longo prazo de estabelecer uma presença norte-americana "sustentável" na Lua, criando a fundação para que empresas privadas construam uma economia lunar e eventualmente enviem humanos para Marte.
Autorizada em 2017 pela Space Policy Directive 1, a campanha lunar foi criada e virá utilizar várias naves como a Orion, a Lunar Orbital Platform-Gateway e módulos lunares comercialmente desenvolvidos. O Space Launch System servirá como foguete principal da Orion, enquanto foguetes comerciais deverão lançar vários elementos do projeto.NASA administrator on new Moon plan: 'We're doing this in a way that's never been done before'. Loren Grush, The Verge. 17 de maio de 2019. o governo Trump propôs 1,6 bilhões de dólares além dos 21 bilhões já propostos para o ano fiscal de 2020. O financiamento foi aprovado pelo Congresso.
Em 15 de novembro de 2021, uma auditoria do Gabinete do Inspetor Geral da NASA estimou o custo real do programa Artemis em cerca de US$ 93 bilhões até 2025.
História A versão atual do programa Artemis incorpora vários componentes principais de outros projetos cancelados da NASA, tais como o Projeto Constellation e o Asteroid Redirect Mission. Inicialmente a NASA concebia um retorno à Lua em 2020, durante o Projeto Constellation, que ocorreu de 2006 até 2009. Originalmente proposto pelo Presidente George W. Bush no NASA Authorization Act of 2005 o projeto incluiu o desenvolvimento de dois veículos de lançamento de carga pesada chamados de Ares I e Ares V e o Orion Crew Exploration Vehicle.
O desenvolvimento do projeto continuou até 2008, quando o presidente Barack Obama foi eleito. Ele estabeleceu o Comitê Augustine para determinar a viabilidade do pouso Lunar em 2020 com o orçamento de então. O comitê descobriu que o projeto estava extremamente abaixo do financiamento necessário e uma alunissagem em 2020 era impossível. O comitê também delineou 3 missões futuras.
O projeto foi colocado em espera em 2009 e a administração Obama cancelou o financiamento para o Constellarion no 2011 United States federal budget. Em 15 de abril de 2010, o Presidente Obama discursou no Kennedy Space Center anunciando os planos da administração para a NASA. Nenhum dos três planos delineados no relatório final do comitê foram completamente selecionados.
Presidente Obama cancelou o Projeto Constellation e rejeitou os planos inéditos para retornar à Lua, na premissa de que o plano atual havia se tornado não viável. Ele, em vez disso, prometeu US$ 6 bilhões em financiamento adicional e pediu pelo desenvolvimento de um programa para a criação de um novo super foguete de carga pesada que ficasse pronto para a construção em 2015 com missões para a órbita de Marte ocorrendo na metade de 2030. A administração Obama lançou sua nova política espacial dia 28 de junho de 2010, no qual reverteu a rejeição de Bush sobre acordos internacionais com o objetivo de evitar a militarização do espaço, dizendo que iria "considerar propostas e conceitos para o controle armamentista se eles são equitativos, efetivamente verificáveis e que melhorem e segurança nacional dos Estados Unidos e de seus aliados".
Dia 30 de junho de 2017, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para reestabelecer o National Space Council, presidido pelo vice-presidente Mike Pence. O primeiro pedido de orçamento da administração Trump mantém os programas da era Obama sobre o voo espacial tripulado no lugar: naves comerciais para levar astronautas para e de volta da Estação Espacial Internacional, o Space launch System do governo e a Orion para missões de espaço profundo, enquanto reduzindo a pesquisa de ciências da Terra e pedindo pela eliminação do escritório de educação da NASA.
Dia 11 de dezembro de 2017, Presidente Trump assinou a Space Policy Directive 1, uma mudança na política espacial nacional que provê um programa integrado liderado pelos EUA junto do setor privado para um retorno humano à Lua, seguido por missões a Marte e além. A política pede para o Administrador da NASA "liderar um programa inovativo e sustentável de exploração com parceiros comerciais e internacionais para possibilitar a expansão humana através do sistema solar e para trazer de volta à Terra novos conhecimentos e oportunidades." O esforço vai organizar o governo, a indústria privada e os parceiros internacionais de forma mais efetiva com o objetivo de retornar os humanos para à Lua e vai deixar a fundação que eventualmente possibilitará a exploração humana de Marte.
O Presidente declarou que: "A diretiva que hoje assino vai mudar o foco do programa de exploração dos EUA na direção da exploração e descoberta humanas." "Marca o primeiro passo para o retorno de astronautas Norte-Americanos para a Lua pela primeira vez desde 1972, com o objetivo da exploração e uso de longo termo. Dessa vez, não vamos só plantar a nossa bandeira e deixar as nossas pegadas -- vamos estabelecer a fundação para uma eventual missão à Marte e talvez, algum dia, para muitos mundos além". No dia 26 de março de 2019, o Vice Presidente Mike Pence anunciou que o objetivo de pouso lunar da NASA seria acelerado por 4 anos com um pouso planejado para 2024. Dia 24 de maio de 2019, o Administrador Jim Bridenstine anunciou que o nome do novo programa lunar é Artemis, em referência à irmã gêmea de Apollo na Mitologia grega. As três empresas selecionadas são a firma Astrobotic, Intuitive Machines and Edison e OrbitBeyond. A Astrobotic está recebendo US$ 79,5 milhões para transportar mais de uma dúzia de cargas para o lado mais próximo da Lua até 2021. Em seguida, a Intuitive Machines recebeu um contrato de US$ 77 milhões para cinco viagens de carga útil; e a Orbit Beyond recebeu um contrato de US$ 97 milhões para transportar até quatro cargas úteis para uma planície de lava até 2020.NASA chose the first three commercial companies for the Artemis program Each commercial lander will deliver science and technology payloads under Commercial Lunar Payload Services (CLPS). por Amit Malewar (2019) Apesar dos novos objetivos, ainda se esperam missões à Marte em 2030.
Desenvolvimento
Commercial Lunar Payload Services
Com o objetivo de enviar pequenas missões de pouso para a superfície lunar antes da exploração humana, a NASA estabeleceu o programa Commercial Lunar Payload Services (CLPS) em março de 2018. O programa foi baseado em respostas para um pedido de informação feito pela NASA em maio de 2017 sobre a capacidade de provedores comerciais dos Estados Unidos de lançar cargas para a Lua. Nesse programa, a agência vai financiar empresas comerciais capazes de entregar módulos lunares com cargas cietíficas através de contratos de entrega indefinida/quantidade indefinida. Vai qualificar propostas capazes de entregar pelo menos 10 quilos de carga ao fim de 2021. Propostas para aterrissadores de tamanho médio capazes de entregar entre 500 e 1000 quilos também serão considerados pela NASA.
Esse novo foco em aterrissadores comerciais levou ao cancelamento do rover Resource Prospector, que também seria um precursor da exploração humana, além de ser o primeiro rover lunar robótico Norte-Americano, poucos dias antes do racunho de pedidos para propostas para o programa CLPS ser publicado pela NASA dia 27 de abril de 2018. Na época de seu cancelamento, US$ 100 já haviam sido investidos em seu desenvolvimento, e várias tecnologias do rover, tais como instrumentos científicos, serão passados para missões selecionadas para serem lançadas pelo programa CLPS. O prazo de submissões para a primeira rodada do programa terminou dia 9 de outubro de 2018. O aterrissador Artemis-7 do Draper, uma firma de engenharia sem fins lucrativos anteriormente envolvida com o Programa Apollo, foi uma das propostas enviadas.
Enquanto a Lockeed Martin contratou o desenvolvedor espacial comercial NanoRacks com o objetivo de estudar oportunidades de envio de carga usando a nave Orion, no 69.º International Astronautical Congress em outubro de 2018, Lockeed Marin apresentou o seu conceito (Lockheed Martin Lunar Lander) para um módulo lunar reutilizável que iria levar astronautas entre a superfície lunar e o Gateway, incorporando várias tecnologias desenvolvidas pela Lockheed para a Orion. Lockheed Martin espera enviar sua proposta quando a NASA começar a solicitar propostar para maiores aterrissadores lunares na continuação do programa CLPS.
Testes de desenvolvimento da Orion
Três testes da nave Orion vão preceder o lançamento do Artemis 1. Pad Abort-1, a segunda e final missão do Projeto Constellation, envolveu um teste bem sucedido do sistema de escape no lançamento usando uma cápsula boilerplate dia 6 de maio de 2010. O segundo teste da Orion foi o EFT-1 em 5 de dezembro de 2014. Durante a missão, uma versão simplificada da Orion foi lançada no topo de um Delta IV Heavy e seu sistema de controle de reação foi testado em duas órbitas ao redor da Terra, atingindo um apogeu de 5 800 quilômetros antes de fazer uma reentrada de alta energia a 32 000 quilômetros por hora. A terceira e final missão de teste da Orion antes da Artemis 1 foi o Ascent Abort-2 dia 2 de julho de 2019, o qual testou um sistema de abortamento atualizado na máxima carga aerodinâmica, usando uma Orion de teste pesando 10 000 quilogramas e um veículo de lançamento customizado construído pela Orbital Sciences. +Testes anteriores para o desenvolvimento da Orion Missão Patch Lançamento Tripulação FogueteResultado DuraçãoPad Abort Test 16 de maio de 2010 White Sands LC-32E Sistema de escape no lançamento da Orion 95 segundosEFT-15 de dezembro de 2014, 12:05 UTC Cape Canaveral SLC-37 Delta IV Heavy (Delta 369) 4h, 24mAA-22 de julho de 2019 11:00 UTC Cabo Canaveral Orion Abort Test Booster 3m, 13s
Naves
Orion
O Orion Multi-Purpose Crew Vehicle (Orion MPCV) é uma nave interplanetária feita em conjunto dos EUA com a Europa que tem o objetivo de levar uma equipe de astronautas para destinos além da órbita da Terra (LEO), como parte do programa Artemis. Atualmente sobre desenvolvimento pela NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) para lançamento no Space Launch System, é esperado que a Orion facilite a espliração humana da Lua, asteróides, de Marte e rotacione tripulações e suprimentos da Estação Espacial Internacional, se necessário.
Gateway
Originalmente, a NASA esperava construir o Gateway como parte do agora cancelado Asteroid Redirect Mission. Mas ele ganhou um novo propósito para apoiar o programa Artemis. Vai servir como ponto de espera para o Orion e o módulo lunar, como também um sistema de propulsão secundário para ajudar na mudança de órbitas e possibilitar pousos em qualquer parte da Lua. Em 2024, o Gateway orbital estará em um estágio de construção inicial e será feito por um 'Power and Propulsion Element' além de um pequeno habitat chamado Utilization Module. O 'Power and Propulsion Element' do gateway está sendo feito por uma divisão do Maxar Technologies (anteriormente SSL)NASA Awards Artemis Contract for Lunar Gateway Power, Propulsion Nasa, 23 de maio de 2019 e os componentes e módulos serão construídos por empresas comerciais e parceiros internacionais, tais como o módulo ESPIRIT da ESA. Os lançamentos comerciais do Gateway são separados daqueles do Commercial Lunar Payload Services.More Details Emerge About Artemis. Marcia Smith, Space Policy Online. 21 de maio de 2019.
Power and Propulsion Element