Onda curta (HF ou SW) Frequência: 3 MHz a 30 MHz
Comprimento de onda: 100 m a 10 m thumb|225px|Antigo receptor de ondas curtas. 225px|thumb|Um receptor de ondas curtas de sintonia digital. thumb|225px|Guglielmo Marconi foi um dos pioneiros das radiocomunicações. Onda curta ou onda decamétrica, por vezes HF (do inglês: high frequency) ou SW (do inglês: shortwave), é a designação utilizada no campo das radiocomunicações para referir as estações e as tecnologias de radiotransmissão que utilizam frequências compreendidas entre os 3 000 kHz, a frequência acima da qual predomina a propagação ionosférica, e os 30 000 kHz (3 - 30 MHz).Fell's Guide to Operating Shortwave Radio Hardcover – 1 Jun. 1969 by Charles Vlahos (Author). Publisher: Lifetime Books (1 Jun. 1969), ISBN-10: 0811900479, ISBN-13: 978-0811900478Tomislav Stimac, "Definition of frequency bands (VLF, ELF... etc.)". IK1QFK Home Page (vlf.it). A reflexão na ionosfera permite cobrir extensas regiões e atingir pontos da superfície terrestre situados a milhares de quilómetros de distância a partir de uma única antena emissora.
Descrição A onda curta corresponde ao espectro de frequência dos 3.000 kHz a 30.000 kHz (3-30 MHz). Em Rádio, a onda curta corresponde a alta frequência obtida pela relação inversa entre a frequência e o comprimento da onda e por isso denominada "ondas curtas", pois seus comprimentos de onda são mais curtos do que os da onda longa, comprimentos utilizados no início das comunicações de rádio. HF (alta frequência) é um nome alternativo para onda curta de rádio.
As ondas curtas representam importante papel nas transmissões de rádio tanto para radiodifusão como para fins utilitários (comunicações com aviões, embarcações, etc), civis, militares ou comerciais. Devido a característica do comprimento de onda, as transmissões em ondas curtas se propagam até grandes distâncias através de saltos por deflexão nas camadas da ionosfera.
A propagação das transmissões de rádio em ondas curtas estão sujeitas a fenomenologia própria das camadas ionosféricas.
HF é a sigla para o termo inglês High Frequency e significa "frequência alta". As radiofrequências (HF) de alta frequência estão entre 3 e 30 megahertz. Também conhecida como a faixa do decâmetro ou a onda curta, com a escala de comprimentos de onda de uma a dez medidas dos decâmetros (dez a cem). A origem da designação "ondas curtas" está associada com a comparação do seu "comprimento de onda", da ordem de dezenas de metros (sendo por isso também chamadas ondas decamétricas), com o comprimento de onda de outras radiações eletromagnéticas, mais longas, como as ondas médias (ondas hectométricas) e longas (ondas quilométricas). Representam importante papel nas transmissões de rádio tanto para radiodifusão, como para fins utilitários (comunicações com aviões, embarcações, etc) civis, militares ou comerciais. Devido à característica do comprimento de onda, as transmissões podem se propagar até grandes distâncias, através de saltos onde há a refracção e consequente reflexão nas camadas da ionosfera (Lei de Snell). A propagação das transmissões de rádio em ondas curtas estão sujeitas à fenomenologia própria das camadas ionosféricas. A designação nasceu nos primórdios das transmissões de rádio, quando as frequências geralmente utilizadas eram muito mais baixas. Esta porção do espectro é também referida como HF, sigla derivada do inglês High Frequency, em contraponto à faixa de ondas longas (de comprimento de onda da ordem de quilómetros, também referida como LF, Low Frequency) e às ondas métricas que compõem as transmissões nas frequências de VHF, Very High Frequency.
Propagação e características A ionosfera reflete frequentemente as ondas de rádio de HF (um fenómeno conhecido como a propagação), sendo usada extensivamente para a radiocomunicação da escala média e longa. Entretanto, a conformidade desta parcela do espectro para tal comunicação varia extremamente com uma combinação complexa de fatores: Luz solar/escuridão no local da transmissão e da recepção Proximidade do transmissor/receptor ao terminal Estação do ano versus Ciclo solar Atividade solar Aurora polar Frequência útil máxima A mais baixa alta frequência útil Frequência da operação dentro da escala do HF
Espectro O espectro eletromagnético nas frequências de ondas curtas é ocupado por transmissões das mais diferentes formas, desde radiodifusão comercial e não comercial, até transmissões de radioamadores e transmissões para comunicação entre aviões e navios.
Muitos países contam com emissoras estatais de ondas curtas em diversos idiomas, com a intenção de levar as notícias económicas, culturais ou mesmo as notícias do dia-a-dia da sua população para além de suas fronteiras territoriais, visto que as ondas curtas possuem grande alcance geográfico). Dentre estas, existem as que transmitem para o exterior com o objetivo de serem um "canal" entre seus expatriados e seu país de origem. Entre os países que contam com grandes emissoras em ondas curtas transmitindo para o exterior estão Alemanha, Argentina, China, Coreia do Sul, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão, Romênia.
No Brasil, muitas emissoras deixaram de transmitir em Ondas Curtas nos últimos anos. Entre as emissoras que ainda transmitem na faixa de ondas curtas estão: Rádio Brasil Central de Goiânia, Rádio Nacional da Amazônia, Rádio Clube do Pará, Rádio Inconfidência,Rádio Marumby, Rádio 9 de Julho, Rádio Voz Missionária e Rádio Relógio do Rio de Janeiro.
Atribuição de frequências O uso das faixas de ondas de rádio são atribuídas pela World Radiocommunication Conference (WRC), organizada sob os auspícios da International Telecommunication Union.
As ondas de rádio AM são atribuídos com 5 kHz de separação para a radiodifusão de áudio analógico tradicional.
Faixa Frequência Usado em: 160 m 1800 - 2000 kHz utilizada por radioamadores 120 m90 m 2300 - 2495 kHz ondas tropicais 90 m 3500 a 3800 kHz utilizada por radioamadores 80 m 3200 - 3400 kHz ondas tropicais 75 m 3900 - 4000 kHz utilizada por radioamadores 60 m 4750 - 5060 kHz ondas tropicais 49 m 5900 - 6200 kHz muito utilizada nas Américas 40 m 7000 - 7300 kHz utilizada por radioamadores 31 m 9400 - 9900 kHz uma das mais usadas no mundo 25 m 11600 - 12100 kHz muito utilizada nas Américas 22 m 13570 - 13870 kHz bastante usada na Ásia e na Europa 20 m 14000 - 14300 kHz utilizada por radioamadores 19 m 15100 - 15800 kHz 16 m 17480 - 17900 kHz 15 m 18900 - 19020 kHz utilizada em transmissão DRM 15 m 13 m 21450 - 21850 kHz21000 a 21300 kHz utilizada por radioamadores 11 m 25600 - 26100 kHz utilizada em transmissão DRM local 11 m 26960 - 27860 kHz utilizada para a Faixa do Cidadão 10 m 28000 - 29700 kHz utilizada por radioamadores
Ondas Curtas - 2,3 MHz–26,1 MHz, divididas em quinze bandas, apresentam longo alcance, porém baixa qualidade de sinal. As mais usadas são de 49, 31, 25 e 19 metros. Ondas Médias - 520 kHz–1610 kHz, utilizada nas Américas, esta banda possui médio alcance. Ondas Longas - 153 kHz–279 kHz, não disponível no hemisfério oeste, é usado para transmissões na Europa, África, Oceania e parte da Ásia. Ondas Tropicais - 2300 kHz–5060 kHz de 120–90–60 metros, utilizada entre os trópicos, esta banda possui longo alcance, razoável qualidade de sinal.
Longas distâncias Devido a possibilidade de transmissão por longas distâncias (DX) associada ao uso de ondas curtas, algumas transmissões de radiodifusão regionais ou nacionais são sintonizadas em locais muito distantes, especialmente pelos radioamadores e radio escutas swl (chamados no Brasil de "dexistas"), que compõem relatórios de recepção, qualificando a qualidade da transmissão e descrevendo detalhadamente o conteúdo da transmissão. Os radioescutas enviam esses relatórios para as emissoras que, em contrapartida, emitem um certificado de escuta chamado "cartão QSL".
Muitos ouvintes sintonizam os rádios em ondas curtas para escutar os programas das estações de radiodifusão, tais como: BBC World Service, Deutsche Welle, Rádio Austrália, Rádio Canada Internacional, Rádio Nederland, Voice of America, Voz da Rússia, etc. Hoje, através da evolução da Internet, os radioamadores podem ouvir as emissões de ondas curtas de todo o mundo mesmo sem possuir uma receptor de ondas curtas. Muitos organismos internacionais, como a RCI (Rádio Canadá Internacional), a BBC e a Rádio Austrália, oferecem streaming de áudio ao vivo em seus websites.
Usos da onda curta Para além das comunicações rádio a longa distância, em que as características de propagação ionosférica das ondas curtas exibem condições únicas em todo o espectro radioeléctrico, sendo as únicas que permitem a cobertura de vastas áreas da superfície terrestre a partir de uma única antena. Essa propagação permite a radiodifusão para grandes áreas, ultrapassando facilmente as fronteiras políticas entre estados, o que em tempos de divisão do mundo em blocos geopolíticos opostos, como ocorreu durante a Guerra Fria, torna a sua utilização muito atractiva no campo da propaganda. O mesmo acontece na difusão de notícias para áreas do mundo onde o acesso às redes de telecomunicações terrestres são deficientes ou inexistentes, como nos oceanos e desertos, e para a comunicação a longa distância com embarcações e aeronaves.
Para além da radiodifusão e a comunicação aeronáutica e marítima, são as forças militares e os serviços de emergência, mormente os de busca e salvamento, os principais utilizadores desta gama de frequências, pois podem tirar partido de comunicações directas a longa distância, frequentemente intercontinentais, a muito baixo custo e com um grau elevado de disponibilidade e segurança. Mesmo nas comunicações tácticas a curta e média distância, quando a presença de obstáculos impeça a utilização das frequências VHF/UHF, naturalmente limitadas a comunicações em linha de vista, o recurso às tecnologias com base nas ondas ionosféricas de incidência quase vertical, ou NVIS (near vertical incidence skywave), veio abrir novos usos para as ondas curtas.
Outro grande grupo de utilizadores são os radioamadores e as agências governamentais que necessitam de comunicações rápidas e seguras a longa distância, nomeadamente os serviços diplomáticos, de informação meteorológica, ambiental e de protecção contra catástrofes, de sincronização da hora legal e de espionagem.
Contudo, é entre os radioamadores que se encontram os principais utilizadores civis da onda curta, pois aproveitam a facilidade e baixo preço destas comunicação para o estabelecimento de comunicações a longa distância, incluindo a utilização em competições pelo estabelecimento de ligações distantes ou com lugares remotos e a exploração das propriedades variáveis da ionosfera. Esta utilização tem vindo a crescer face à diminuição da interferência causada pelos serviços utilitários que têm vindo a migra para os satélites ou para as redes fixas de telecomunicações. Também o desanuviamento internacional e a migração de muitas das grandes organizações de radiodifusão para a internet, veio libertar espaço no espectro radioeléctrico que pode agora ser melhor explorado pelos amadores.