No início de 1938, a Real Força Aérea Iugoslava (, VVKJ) fez um pedido para a Hawker Aircraft de doze caças Hawker Hurricane Mk I, sendo a primeira compra estrangeira desta aeronave. A VVKJ operou os Hawker Hurricane Mk I britânicos de 1938 a 1941. Entre 1938 e 1940, a VVKH adquiriu um total de 24 Hurricane Mk 1 dos primeiros lotes de produção. Outras vinte aeronaves foram construídas pela Zmaj sob licença na Iugoslávia. Quando o país entrou na Segunda Guerra Mundial devido à Invasão da Iugoslávia em abril de 1941, um total de 41 Hurricane Mk I estavam em serviço como caças. Eles alcançaram algum sucesso contra as aeronaves da Luftwaffe, mas todos os Hurricane iugoslavos foram destruídos ou capturados durante a invasão que durou 11 dias.

Na metade do ano de 1944, os partisans iugoslavos formaram dois esquadrões na Força Aérea Real, o 351º e o 352º esquadrão, ambos operando caça-bombardeiros Hurricane. O 351º Esquadrão voou alguns Hurricane Mk IIC durante o treinamento e posteriormente foram equipados com aviões Hurricane Mk IV e o 352º Esquadrão brevemente voou os Mk IIC antes de serem reequipados com caças Supermarine Spitfire Mk V. Ambos esquadrões operaram como parte da Força Aérea dos Balcãs, conduzindo missões de ataque ao solo em suporte às operações dos partisans até o fim da guerra. Os Hurricane permaneceram em serviço pela pós-guerra Força Aérea Iugoslava até o início da década de 1950.

Aquisição thumb|350px|Desenho de um Hawker Hurricane Mk I No início de 1938, a Real Força Aérea Iugoslava (, VVKJ) fez um pedido para a Hawker Aircraft de doze caças Hawker Hurricane Mk I, sendo a primeira compra estrangeira desta aeronave. O governo britânico desejava fornecer os Hurricane que estavam sobrando a nações que provavelmente se oporiam à expansão alemã devido à razão de produção de aeronaves ter sido maior do que a capacidade da Força Aérea Real em introduzir naquele momento. A primeira destas aeronaves destinada a serviço iugoslavo foi o nº 205 (anteriormente L1751), que havia voado do Reino Unido para Belgrado pela França e Itália, chegando em 15 de dezembro de 1938. O primeiro lote de aeronaves foi equipado com o motor Rolls-Royce Merlin II, que girava uma hélice de madeira com duas pás. O pedido inicial foi seguido de outro pedido de doze aeronaves (N2718–N2729), equipadas com motores Merlin III e uma hélice de passo variável com três pás, sendo entregues em fevereiro e março de 1940. Na mesma época, o governo iugoslavo solicitou a produção sob licença destas aeronaves. Após a conclusão das negociações, as linhas de produção foram estabelecidas na fábrica Rogožarski em Belgrado e na Zmaj em Zemun. As duas fábricas deveriam produzir quarenta e sessenta aeronaves respectivamente, a uma razão de doze aeronaves por mês. Das aeronaves produzidas localmente, apenas doze foram concluídas pela Zmaj; a Rogožarski não produziu qualquer aeronave. Um total de 44 aeronaves foram colocadas em serviço na VVKJ.

Serviço operacional Real Força Aérea Iugoslava Uma vez em serviço, os Hurricane Mk I foram utilizados para equipar o 52º Grupo de Caça do 2º Regimento de Caça baseado em Knić, e o 33º e 34º Grupos de Caça do 4º Regimento de Caça baseado em Bosanski Aleksandrovac. Os Hurricane também foram operados pelo Esquadrão de Caça Independente do 81º Grupo Bombardeiro e pela Escola de Treinamento Aéreo, ambos baseados em Mostar. Todas estas aeronaves foram utilizadas como caça/interceptador. Imediatamente antes da invasão da Iugoslávia em abril de 1941 liderado pela Alemanha Nazista, 41 dos 44 Hurricane estavam em serviço. Eles foram alocados como segue:

+Alocação das aeronaves Hurricane Mk I, 6 de abril de 1941FormaçãoUnidadeLocalAeronaveNotas163rd and 164th Squadrons105º e 106º Esquadrões108º EsquadrãoEsquadrão de Caça Independente

Às 06:45 do dia 6 de abril de 1941, a Luftwaffe lançou a Operação Strafgericht, uma série de ataques orquestrados com bombardeiros em Belgrado, coincidindo com ataques em solo e ar ao longo de todo o país. Várias aeronaves alemãs se aproximaram de Belgrado durante o dia, inicialmente o bombardeiro de mergulho Junkers Ju 87 "Stuka" escoltado por caças. Por volta das 08:00, os Hurricane do 52º Grupo de Caça entraram em combate com a segunda leva de bombardeiros após bombardearem a cidade; um dos bombardeiros foi abatido por três pilotos do 163º Esquadrão. Durante o restante do primeiro dia da invasão, os Hurricane da VVKJ não foram muito utilizados, apesar de uma patrulha constante ter sido estabelecida entre Čačak, Kraljevo, e Kragujevac. Poucas aeronaves possuíam equipamento de rádio, de forma que os caças normalmente chegavam tarde para combater. Duas aeronaves do 4º Regimento de Caça receberam a missão de escoltar bombardeiros leves Bristol Blenheim Mk I para atacarem alvos na Áustria, mas perderam a vista dos bombardeiros nas nuvens. Um dos pilotos tentou então interceptar alguns caças alemães Messerschmitt Bf 109.

No dia seguinte, o 2º Regimento de Caça continuou a patrulhar sobre o centro da Sérvia, protegendo fábricas em Kraljevo e Kragujevac de possíveis ataques aéreos alemães, que nunca ocorreram. O 4º Regimento de Caça também estava ativo, patrulhando sobre a Bósnia e a Croácia, mas também não teve muito trabalho, exceto em tentativas de interceptar aeronaves de reconhecimento alemãs. Dois dos Hurricane da Escola de Treinamento Aéreo tentaram interceptar uma pequena formação de bombardeiros Junkers Ju 88 enquanto voavam sobre Mostar em direção a Sarajevo. Ambos foram atingidos, ferindo um dos pilotos forçando-o a pousar em emergência. O outro piloto continuou a seguir os bombardeiros quando foi atacado por um grupo de Bf 109 alemães. Ele foi severamente ferido, ejetou-se e morreu em algum momento devido à hemorragia. Outro Hurricane também foi derrubado, conforme alegam os alemães, em 7 de abril.

Em 8 de abril, o principal esforço da VVKJ estava em direção a uma ofensiva alemã em terra no desfiladeiro de Kačanik ao sul de Kosovo. Neste momento, a VVKJ já havia perdido 60 por cento de suas aeronaves; 70 aeronaves de remanescentes de várias unidades de bombardeiros e caças foram montadas para o ataque. Os Hurricane do 52º Grupo de Caça suportaram até a última leva de ataques de comboios totalizando quase 13 km de extensão. Voando entre nuvens baixas e uma meteorologia muito ruim, ambos os esquadrões detiveram os alemães. Um Hurricane foi atingido e efetuou um pouso forçado em uma estrada, com o piloto tendo conseguido escapar de uma possível captura. Na parte norte do país, os Hurricane do 4º Regimento que estavam em patrulha entraram em combate caças alemães em várias ocasiões, sem qualquer resultado. Outros Hurricane do mesmo regimento escoltaram mais bombardeiros com a missão de bombardear alvos na parte sul da Áustria. Os cinco Hurricane remanescentes do 105º Esquadrão foram realocados para Veliki Radinci, onde outras aeronaves sobreviventes também estavam concentradas.

No dia a seguir, muita neve caiu sobre algumas áreas da Iugoslávia, deixando em solo os Hurricane do 52º Grupo de Caça em Knić. No norte, uma grande batalha aérea se estabeleceu entre Rovine e Bosanski Aleksandrovac, envolvendo Hurricane do 106º e 108º esquadrões. Os iugoslavos abateram dois Bf 109, mas perderam dois Hurricane na batalha. Em 10 de abril, a VVKJ estava rapidamente desintegrando em face ao bem-sucedido avanço alemão, mas os Hurricane do 105º Esquadrão conseguiram voar apesar do mau tempo, patrulhando e entrando em combate com aeronaves alemãs, sem qualquer resultado. Em Knić, rumores da chegada das forças alemãs levaram ao 164º Esquadrão a tentar levar seus Hurricane para um aeródromo mais seguro. Cinco aeronaves voaram, mas quase que imediatamente duas delas colidiram e outra colidiu com uma montanha obscurecida por nevoeiro. Os dois pilotos sobreviventes retornaram em segurança para Knić. Enquanto isso, os Hurricane do 163º Esquadrão foram mantidos fora de serviço por sua tripulação para evitar a captura e uso pelos alemães. Quando se tornou claro que os rumores do avanço alemão não eram reais, foram feitas tentativas desesperadas de tornar as aeronaves aeronavegáveis novamente. No mesmo dia, alguns Hurricane do 4º Regimento conseguiram uma vitória sobre um Bf 109 enquanto este seguia uma aeronave de reconhecimento sobre a Bósnia. thumb|left|Os Hurricane iugoslavos abateram um caça pesado Messerschmitt Bf 110 (mesmo modelo da foto) em 11 de abril de 1941 No dia 11 de abril, alguns Hurricane do 4º Regimento abateram com sucesso um caça pesado Messerschmitt Bf 110 sobre Nova Gradiška. No dia seguinte, dois ou três dos Hurricane remanescentes do 105º Esquadrão, foram queimados pelo pessoal de apoio em solo em Veliki Radinci, enquanto outras aeronaves do mesmo esquadrão voaram para Bijeljina, onde outras aeronaves estavam concentradas. Esta movimentação apenas foi concluída quando uma grande formação de Bf 110 alemães passaram pelo aeródromo e destruíram mais de duas dúzias de aeronaves, incluindo todos exceto um dos Hurricane do 105º Esquadrão. Em Knić, o avanço de veículos alemães fez com que as duas últimas aeronaves do 163º Esquadrão se retirassem, voando para Zemun. O primeiro piloto pousou em segurança, sendo imediatamente capturado por alemães que viviam na Iugoslávia (Volksdeutsche). O outro piloto, percebendo que Zemun não era seguro, tentou prosseguir para Bjeljina, mas ficou sem combustível e foi morto quando tentou efetuar um pouso forçado próximo a Valjevo. Mesmo neste estágio final, o 4º Regimento ainda tinha cinco ou seis Hurricane aeronavegáveis. Eles continuaram a perseguir aeronaves de reconhecimento ao longo do dia, abatendo um Ju 88 próximo a Banja Luka. Quando bombardeiros alemães atacaram novamente os aeródromos próximos a Mostar, o único Hurricane remanescente da Escola de Treinamento Aéreo atacou um Ju 88, sendo atingido e forçando o piloto a ejetar-se.

No dia seguinte, novamente os Hurricane do 4º Regimento estavam patrulhando sobre a Bósnia, abatendo outro Bf 110, desta vez sobre Banja Luka. Uma aeronave foi destruída em 13 de abril, com o piloto ficando gravemente ferido. No dia 14 de abril, um Hurricane ainda estava em uso em Nikšić em Montenegro. Esta aeronave entrou em combate com caças italianos em 14 e 15 de abril, sendo atingida 37 vezes. Apesar disso, ainda estava em condições de voo em 16 de abril quando seu piloto tentou levá-la para a Grécia, mas foi forçado a retornar devido ao mau tempo, tendo então a aeronave sido abandonada após o pouso. No mínimo dois Hurricane foram capturados intactos pelas forças alemãs, marcando com isto o fim do Hawker Hurricane em serviço pela VVKJ, tendo toda a oposição aos invasores do eixo cessada em 18 de abril, após a rendição incondicional do Comando Supremo Iugoslavo no dia anterior.

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