Robin Tolmach Lakoff (Nova Iorque, 27 de novembro de 1942 – Walnut Creek, 5 de agosto de 2025) foi uma linguista estadunidense, professora emérita da Universidade da Califórnia em Berkeley. Foi conhecida principalmente por suas pesquisas acerca da relação entre gênero e linguagem. Foi casada com George Lakoff.

Language and Woman's Place (A Linguagem e o Lugar da Mulher) O trabalho influente de Lakoff Language and Woman's Place introduz ao campo da sociolinguística muitas ideias sobre a linguagem das mulheres que agora são frequentemente consideradas lugar-comum. Inspirou muitas estratégias diferentes para estudar linguagem e gênero, atravessando fronteiras nacionais assim como linhas de classe e raça. Seu trabalho é notável por sua atenção à classe, poder e justiça social, além do gênero.Mary Bucholz, "Editor's Introduction", Language and a Woman's Place: Text and Commentary, Oxford University Press, 2004, , páginas 11–13. Lakoff propôs que a fala das mulheres pode ser distinguida da dos homens de várias maneiras (parte do modelo de déficit de gênero), incluindo: Atenuantes: Frases como "meio que", "tipo", "parece que" Adjetivos vazios: "divino", "adorável", "lindo" Formas super-educadas: "Você se importaria..." "...se não for pedir muito" "Tudo bem se...?" Pedir mais desculpas: "Me desculpe, mas eu acho que..." Falar com menos frequência Evitar linguagem de baixo calão ou palavrões Perguntas de confirmação: "Você não se importa de comer isso, importa?". Gramática e pronúncia hipercorretas: Uso de gramática de prestígio e articulação clara Pedidos indiretos: "Nossa, estou com tanta sede." – realmente pedindo uma bebida Falar em itálico: Usar tom para enfatizar certas palavras, por exemplo, "tão", "muito", "bem"

Lakoff desenvolveu o "Princípio da Polidez", no qual ela criou três máximas que geralmente são seguidas na interação. Estas são: Não imponha, dê opções ao receptor e faça o receptor se sentir bem. Ela afirmou que estas são fundamentais em uma boa interação.

The Language War (A Guerra da Linguagem) The Language War (2000) de Lakoff realiza uma análise linguística do discurso sobre questões contemporâneas. Ela cobre tópicos incluindo as audiências Hill–Thomas, o julgamento de O.J. Simpson, o escândalo Lewinsky e o fenômeno do politicamente correto. Lakoff discute cada tópico enquanto argumenta uma tese geral de que a própria linguagem constitui um campo de batalha político.Virginia Vitzthum, "'The Language War' by Robin Tolmach Lakoff", 11 de julho de 2000.Judith Rosenhouse, "Robin Tolmach- Lakoff. 2000. The Language War. Berkeley: University of California Press." California Linguistic Notes XXVI(1), primavera de 2001.

Em The Language War, Lakoff introduziu a ideia de que enquadramentos criam significados. Ela cita que a linguagem (seja verbal ou não-verbal) e experiências é um "corpo de conhecimento que é evocado para fornecer uma base inferencial para a compreensão de uma declaração".

Enquadramentos são ideias que moldam expectativas e criam focos que devem ser vistos como verdade e senso comum. Quando alguém decide adotar um enquadramento, essa pessoa acreditará que tudo dentro do enquadramento é genuíno, e que o que ela aprende dentro do enquadramento se torna o que ela acredita ser senso comum. Por exemplo, no século XIX, as pessoas acreditavam que as mulheres deveriam usar espartilhos e apertar suas cinturas. Ninguém pensava sobre mulheres usando roupas sem um espartilho por baixo porque era senso comum que espartilhos são um item de moda obrigatório.

No entanto, se alguém decide olhar para a mesma situação fora do enquadramento— o que raramente acontece porque as pessoas estão sempre convencidas de que o senso comum não requer justificativa— essa pessoa terá uma compreensão completamente diferente do que está no enquadramento, e sentirá que o senso comum não faz mais sentido. Continuando o exemplo do espartilho, em nosso tempo presente é senso comum que espartilhos são prejudiciais à saúde e causarão mais mal do que bem ao corpo feminino. É por isso que a maioria das mulheres hoje em dia não usa espartilhos. E quando olhamos de volta para o antigo enquadramento do século XIX, achamos que o senso de moda daquela época é estranho. Este é o resultado de enquadramentos alterados.

Morte Lakoff morreu de insuficiência respiratória, após uma queda, em um hospital em Walnut Creek, Califórnia, em 5 de agosto de 2025. Ela tinha 82 anos. Publicações selecionada

1972: "Language in Context." Language 48:4 (December 1972): pag. 907–27. 1973: The logic of politeness; or, minding your P's and Q's. In: Papers from the Ninth Regional Meeting of the Chicago Linguistics Society, ed. C. Corum, T. Cedric Smith-Stark, A. Weiser, pag. 292–305. Chicago: Department of Linguistics, University of Chicago 1975: Language and Woman's Place. 1977: What you can do with words: Politeness, pragmatics and performatives. In: Proceedings of the Texas Conference on Performatives, Presuppositions and Implicatures, ed. R. Rogers, R. Wall & J. Murphy, pag. 79–106. Arlington, Va.: Center for Applied Linguistics. 1985: When talk is not cheap. With Mandy Aftel. Warner 1990: Talking Power. Basic Books. 1993: Father knows best: the use and abuse of therapy in Freud's case of Dora. With J. Coyne. Teachers College Press. 2000: The Language War. University of California Press. 2006: "Identity à la carte: you are what you eat." In: Discourse and Identity, ed. Anna DeFina, Deborah Schiffrin and Michael Bamberg. Cambridge University Press: Cambridge.

Ligações externas

Lakoff, "Language and Woman's Place" (1973) Lakoff, "Language in Context" (1972) Robin Lakoff analyzes Sarah Palin and the 2008 election, entrevista com Kiera Butler para Mother Jones, 3 de outubro de 2008 interview with Kiera Butler for Mother Jones Faculty home page (University of California, Berkeley)

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