Antonio Luis BAENA Tocón (1915-1998) foi um militar e funcionário público espanhol, que nos anos que se seguiram à Guerra Civil Espanhola, fez parte de vários tribunais militares da ditadura de Francisco Franco, sendo de destacar o facto de ter participado no tribunal que condenou à morte o poeta Miguel Hernández em 1940.
Biografia Entre 1939 e 1943, com a patente de alferes, Baena Tocón foi afeto ao Julgado Especial de Imprensa, Ríos Carratalá, Juan Antonio (2015). Nos vemos en Chicote: imágenes del cinismo y el silencio en la cultura franquista. Valencina de la Concepción: Editorial Renacimiento. ISBN 978-84-16246-83-0. encarregado de perseguir e sanear pessoas que tivessem escrito nos meios de comunicação durante a Republica. Sob as ordens do juiz de instrução Manuel Martínez Margallo, foi encarregado de investigar a Hemeroteca Municipal de Madrid e de anotar os nomes de escritores e jornalistas, bem como de tecer comentários sobres as características dos presumíveis delitos que teriam cometido através das suas obras literárias. Bono, Ferran (18 de junho 2019). «La Universidad de Alicante borra en Internet el nombre del secretario del juicio contra Miguel Hernández» (html). El País. 3-10-2019.
Adicionalmente, foi membro de alguns julgamentos militares relacionados com o Julgado Especial de Imprensa, sendo relevante o facto de ter participado no julgamento contra o poeta Miguel Hernández, que foi condenado à morte em 1940 – a condenação foi alterada a 30 anos de prisão, onde o poeta faleceu pouco tempo depois – Baena Tocón foi o secretário do julgamento, apesar de não ter habilitações que lhe permitissem ter esse cargo, por só ter feito algumas cadeiras da licenciatura de direito. Na época, era um procedimento habitual da ditadura, por existirem poucos quadros profissionais devido à guerra e à opressão posterior. Ríos Carratalá, Juan Antonio (2015). «El caso Diego San José, la sombra de Miguel Hernández y el juez humorista» (pdf). Anales de la literatura española contemporánea (Society of Spanish and Spanish-American Studies) 40 (Extra 1): 355-375. ISSN 0272-1635. 3-10-2019.
Em junho de 1966 Antonio Luis Baena Tocón foi nomeado auditor da Câmara Municipal de Córdoba, Payá, Juanjo (3 de novembre 2015). «Los verdugos de Miguel Hernández» (html). Levante-EMV. 3-10-2019. função que desempenhou até ser reformado.«Antonio Luis Baena Tocón nuevo interventor del Ayuntamiento de Córdoba». Habilitados Nacionales. 2a de julio 1966. 3-10-2019. Anteriormente tinha sido habilitado como vice-auditor da Deputação Provincial. Os dois cargos, como era habitual durante a ditadura, foram atribuídas em virtude dos seus méritos ao serviço do regime. Anderson, Peter; Arco Blanco, Miguel Ángel del (2011). «Construyendo la dictadura y castigando a sus enemigos. Represión y apoyos sociales del franquismo (1936-1951)». Historia Social (Fundación Instituto de Historia Social) (71): 125-141. ISSN 0214-2570. 3-10-2019.
Polémica Em junho de 2019, a Universidade de Alicante, a pedido do seu filho, eliminou dos registos digitais todas as referências à participação de Baena Tocón no julgamento contra Miguel Hernández, com o objetivo de que o seu nome não fosse vinculado à condenação e morte do poeta.Bono, Ferran (18 de junho 2019). «La Universidad de Alicante borra en Internet el nombre del secretario del juicio contra Miguel Hernández» Rapidamente gerou-se um efeito Streisand, que fez com que Baena Tocón se transformasse num personagem da atualidade mediática, gorando o desejos do seu filho e reforçou a liberdade de expressão e a restituição da verdade relativa à história da Guerra Civil Espanhola e da ditadura do pós-guerra.«Cuando intentas borrar la historia y te comes un efecto Streisand como un piano». Público. 18 de junho 2019. 3-10-2019. Protección de Datos tumba la petición de 'borrado' del juicio a Miguel Hernández Konsultita la 3an de oktobro 2019.
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