"Billie Jean" é um single do cantor e compositor norte americano Michael Jackson. Lançada em 3 de janeiro de 1983 como segundo single de seu sexto álbum de estúdio Thriller de 1982.

Originalmente reprovada pelo então produtor de Jackson, Quincy Jones, a faixa quase foi retirada do álbum depois que ele e Jackson tiveram discordâncias quanto a isso. A música é bem conhecida por sua distintiva linha de baixo e soluços vocais de Jackson. A canção foi mixada 91 vezes pelo engenheiro de som Bruce Swedien finalizando-a na segunda mixagem.

Seguindo o sucesso nas paradas do single "The Girl Is Mine" e do álbum Thriller, "Billie Jean" foi lançada em 2 de janeiro de 1983, como segundo single do álbum. Tornou-se um sucesso comercial e de crítica em todo o mundo, "Billie Jean" foi um dos singles mais vendidos de 1983. Em outros países, "Billie Jean" liderou as paradas da Espanha e Suíça, alcançou o top dez na Áustria, Itália, Nova Zelândia, Noruega e Suécia, e alcançou a posição número 45 na França. Nos Estados Unidos tornou-se o maior sucesso do cantor, permanecendo por sete semanas no topo da lista pop e nove liderando a rhythm & blues. "Billie Jean" foi coroada disco de platina pela Recording Industry Association of America (RIAA), em 1989.

Premiado para inúmeros prêmios, incluindo dois Grammy, um American Music Award e uma indicação para o Video Music Producers Hall of Fame, a música e o videoclipe impulsionaram Thriller ao status de álbum mais vendido de todos os tempos. A canção foi promovida com um videoclipe que quebrou as barreiras raciais da MTV como o primeiro vídeo de um artista negro a ser exibido pelo canal e que tornou o canal, na época desconhecido, famoso e conhecido, e um Emmy nomeado pelo desempenho na Motown 25: Yesterday, Today, Forever, no qual Jackson estreou o "Moonwalk". A música também foi promovida através de Jackson nos comerciais da Pepsi, que durante a filmagem de um comercial o couro cabeludo de Jackson foi severamente queimado. "Billie Jean" selou o status internacional de Jackson como um ícone pop. A canção está em 2º lugar na lista do VH1 das "Melhores Canções dos Últimos 25 Anos" de 2001; 5º na "Melhores Canções Pop" lançada pela Rolling Stone em 2000; e 28º na "100 Melhores Canções para Dançar" do VH1, também divulgada em 2000. Esteve presente na lista das 500 melhores canções de todos os tempos da revista Rolling Stone. Na lista dos "Melhores Vídeos" da MTV o clipe aparece em 35º e na do VH1, em 34º. Em 2021, atingiu a marca de 1 bilhão de reproduções no YouTube, sendo o primeiro clipe de MJ a atingir tal feito. É frequentemente citada como uma das canções mais revolucionárias da história e é considerada por muitos como a maior música de Jackson.

História Há afirmações contraditórias sobre o que a letra da canção se refere. Alguns acreditam que eles são derivados de uma experiência da vida real, em que uma fã com problemas mentais afirmou que Jackson era pai de um de seus gêmeos. Outros, apontando para o fato de que Jackson era um ávido fã de Tênis, acreditava que a canção era sobre a grande tenista Billie Jean King. Entretanto a orientação sexual de King, vivenciada pela atleta pelo menos desde o fim da década de 1960, tornou implausível que a canção fosse inspirada por ela. O próprio Jackson, no entanto, declarou várias vezes que "Billie Jean" foi baseado nas Groupies que ele e seus irmãos encontraram quando faziam parte do The Jackson 5.Wadhams, pp. 418–422

"Billie Jean é uma espécie de anonimato. Representa um monte de meninas. Costumavam chamá-las de groupies nos anos 60." Ele acrescentou: "Elas ficavam penduradas nas portas dos bastidores, e qualquer banda que viria para a cidade elas teriam um relacionamento com os integrantes, e eu acho que eu escrevi isso por experiência com os meus irmãos quando eu era pequeno. Havia um monte de Billie Jeans lá fora. Todas as garotas alegavam que seu filho estava relacionado com um dos meus irmãos."

O biografo de Jackson, J. Randy Taraborrelli, promoveu a teoria de que "Billie Jean" era derivada de uma experiência real da vida que o cantor enfrentou em 1981. Uma jovem escreveu a Jackson uma carta, informando que o cantor era o pai de um dos seus gêmeos.Taraborrelli, pp. 223–224 Jackson, que recebia regularmente cartas desse tipo, nunca tinha encontrado a mulher em questão e a ignorou. A mulher, porém, continuou a enviar mais cartas para Jackson, que afirmou que ela o amava e queria estar com ele. Ela escreveu a respeito de quão felizes seriam se criassem a criança juntos. As cartas perturbaram tanto o cantor que ele chegou a ter pesadelos. Após as cartas, Jackson recebeu um pacote contendo uma foto de uma fã, assim como uma carta e uma arma. Jackson ficou horrorizado, a carta pedia que o cantor se matasse em um determinado dia e em um momento específico. A fã faria a mesma coisa uma vez que ela tinha matado seu bebê. Ela escreveu que, se eles não poderiam estar juntos nesta vida, então estariam na próxima. Mais tarde, os Jacksons descobriram que a fã havia sido mandada para um hospital psiquiátrico.

Desempenho e produção É inviável pensar no cenário musical dos anos oitenta sem ter em mente Michael Jackson. Ele dominou as paradas de sucessos durante gloriosos anos. O impacto de Thriller foi sentido pela primeira vez com a estreia de seu segundo compacto, "Billie Jean", durante a penúltima semana do mês de janeiro de 1983. Quando atingiu a primeira posição, apenas seis semanas depois, Jackson tornou-se o primeiro na história a permanecer, simultaneamente, na primeira posição em todas as paradas de black e pop music nos Estados Unidos.

Sem mencionar que também se apoderava da posição máxima entre os mais tocados nas danceterias. Não o bastante, "Thriller" e "Billie Jean" atingiram a primeira posição no Reino Unido e em mais sete países; Michael Jackson abraçava o mundo como ninguém antes.

"Billie Jean" soa muito distante do mundo exótico de Jackson. Nela, soberana, uma simples linha rítmica composta por Jackson em uma bateria. Durante o processo, o baterista Leon Ndugu Chancler foi convocado para otimizar a "pegada" da canção. "Fui colocado sozinho em uma sala e durante as duas ou três horas que se seguiram, Jackson e Quincy interromperam-me várias vezes com ideias e sugestões. Acredito que eu a tenha tocado por oito ou dez vezes".

Outra determinante na musicalidade de "Billie Jean" é o baixo, também sugerido por Jackson. O instrumentista Louis Johnson conta como foi trabalhar com o astro. "Trouxeram ao estúdio todos os meu baixos para que experimentássemos o som de cada um separadamente. Depois de três ou quatro tentativas, escolhemos o Yamaha. Ele é realmente extasiante, de grande potência e uniformidade".

Em Billie Jean, Michael compusera cada linha instrumental e também gravara, ele mesmo, todos os vocais, alternando-os em simples falsetes; o principal deles gravado em um único exuberante take. O resultado é um clássico contemporâneo.

Desempenho nas paradas

Paradas (1983)Melhorposição (Kent Music Report)1 (VRT Top 30 Flanders) 1 (CHUM). CHUM. Retrieved January 13, 2014.1 Europa (Eurochart Hot 100). MusicSeek.info. Retrieved July 31, 2014.1(Suomen virallinen lista)3 (IFOP) 1 (IRMA)1 (FIMI) 1 (LP3) 3 (Springbok Radio)2 (AFYVE) 1 Billboard Adult Contemporary9 Billboard Hot 1001 Billboard Hot Black Singles1 Cash Box. Cash Box magazine. Retrieved January 17, 2014.1 3

Paradas (2006)Melhorposição (IRMA)11

Paradas (2008)Melhorposição

Paradas (2009)Melhorposição (Back Catalogue Singles Flanders)1 (Hot Canadian Digital Singles)6 Europa (Eurochart Hot 100). Worldcharts.co.uk. Retrieved July 31, 2014.9 (Türkiye Top 20) 9 Billboard Hot Digital Songs4

Paradas (2010)Melhorposição

Paradas (2012)Melhorposição

Paradas (2013)Melhorposição

Paradas (2014)Melhorposição

Tabelas de fim de ano Paradas (1983)Melhorposição (Kent Music Report)4 (Ö3 Austria Top 40) 9 (Ultratop 50 Flanders) 4 (RPM Top Singles)9 (IFOP) 5 (FIMI) 8 (Dutch Top 40) 12 (Single Top 100) 13 (Springbok Radio)15 (Schweizer Hitparade) 7 Billboard Hot 1002 Billboard Hot Black Singles. Billboard. Prometheus Global Media. Retrieved January 17, 2014.2 Cash Box. Cash Box magazine. Retrieved January 17, 2014.3

Composição "Billie Jean" é um relato de um homem que é perseguido por uma mulher que diz que ele é o pai de seu filho. Na canção Jackson tenta desmentir a mulher e ao mesmo tempo fica em dúvida se realmente é o pai da criança. A história é a continuação de outra música do álbum, Wanna Be Startin' Somethin'. Apesar de sempre falarem que a história da música foi baseada em um fato real, Jackson sempre desmentiu. Em sua autobiografia, Moonwalk, ele diz que a história foi inspirada nas groupies que perseguiam seus irmãos, com falsas histórias. Jones queria que a canção chamasse "Not My Lover", porque temia que as pessoas poderiam achar que se referia à tenista Billie Jean King. Jackson canta a música como se estivesse prestes a chorar, acrescentando soluços e sua marca registrada, "hee-hee".

Videoclipe

O videoclipe de "Billie Jean" é considerado o vídeo que levou a MTV, um canal de música relativamente novo e desconhecido, a se tornar um dos canais mais famosos do mundo. Foi o primeiro videoclipe de um artista negro a ser exibido no canal, que antes dava mais foco ao rock. Dirigido por Steve Barron, no vídeo, Jackson é perseguido por um paparazzi que tenta flagrá-lo, mas mesmo quando consegue a imagem não se concretiza nas fotos. Jackson caminha pelas ruas e por onde passa, o local se ilumina e muda, como se ele fosse um ser mágico (esse conceito foi ideia do próprio Michael, que tinha a intenção de criar um clipe que parecesse cena de algum filme).

Jackson ostentou um novo visual para o vídeo; As roupas de Jackson, um terno de couro preto com uma camisa rosa e uma gravata borboleta vermelha, foram copiadas por crianças ao redor dos EUA. A imitação tornou-se tão severa que, apesar dos protestos dos alunos, a Escola Secundária de Bound Brook proibiu os alunos de usar uma única luva branca como Jackson tinha durante a apresentação de "Billie Jean" na Motown 25: Yesterday, Today, Forever.

O videoclipe foi introduzido no Hall da Fama dos Produtores de Videoclipes em 1992. Em uma pesquisa de 2005 com 31 estrelas pop, diretores de vídeo, agentes e jornalistas conduzidos pela empresa de telecomunicações, o videoclipe ficou em quinto lugar em seus "Top 20 Music Videos Ever". O vídeo também foi classificado como o 35º maior videoclipe de uma lista compilada pela MTV e TV Guide Millenium.

No dia 13 de junho de 2021, o clipe de Billie Jean tornou-se o primeiro de Michael Jackson a atingir a marca de 1 bilhão de acessos no YouTube.

Sinopse O vídeo mostra um paparazzi que segue Jackson. O paparazzi nunca o pega, e quando consegue, a imagem não se concretiza nas fotos.

Jackson dança no quarto de hotel de Billie Jean e enquanto caminha ao longo de uma calçada, cada azulejo se ilumina ao seu toque.

Depois de fazer uma rápida volta, Jackson pula e pousa, congela emoldurado, em seus dedos. Ao chegar ao hotel, Jackson sobe a escadaria até o quarto de Billie Jean. Cada passo se acende quando ele toca e um sinal de "Hotel" queimado se ilumina enquanto ele passa. O paparazzo então chega ao local e observa como Jackson desaparece sob as cobertas da cama de Billie Jean. Seguido pela polícia, o paparazzo é preso por espionar Billie Jean.

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