Abu Tair Solimão Aljanabi (; 906–944) foi um governante do Estado cármata do Barém (Arábia Oriental), que em 930 liderou o saque de Meca.

Filho mais novo de Abuçaíde Aljanabi, o fundador do Estado Cármata, Abu Tair se tornou o líder do Estado em 923, depois de expulsar seu irmão mais velho, Abu Alcácime Saíde. Imediatamente começou uma fase expansionista, invadindo Baçorá naquele ano. Invadiu Cufa em 927, derrotando um exército abássida no processo, e ameaçou a capital Bagdá em 928 antes de saquear grande parte do Iraque quando não conseguiu entrar na cidade.

Em 930, liderou o ataque mais notório dos cármatas quando pilhava Meca e profanou os locais mais sagrados do Islã. Incapaz de obter entrada na cidade inicialmente, pediu o direito de todos os muçulmanos de entrar na cidade e jurou que estava em paz. Uma vez dentro das muralhas, o exército cármata começou a massacrar os peregrinos, provocando-os com versos do Alcorão ao fazê-lo. Os corpos dos peregrinos foram deixados para apodrecer nas ruas ou jogados no poço de Zenzem. A Caaba foi saqueada, com Abu Tair tomando posse da Pedra Negra e levando-a para o Barém.

Vida

Primeiros anos

thumb|upright=1.05|Dinar do califa Almoctafi

O pai de Abu Tair, Abuçaíde Aljanabi, era o líder tribal que iniciou a militarização dos cármatas. Após receber as doutrinas ismaelitas do missionário (dai) Abu Maomé Abadã, o cunhado de Hamadane Carmate, líder do movimento ismailita no Iraque, Abuçaíde foi enviado como dai cerca de 874/884 para converter Pérsis na área de Janaba, Siniz, Tauaje e . A missão foi frutífera e adquiriu fundos e seguidores: todos os dais foram requeridos para reunir os fundos do aguardado mádi, que ainda estava em Ocultação. Mais tarde, foi denunciado por autoridades sunitas e seu tesouro e armazéns foram confiscados, mas conseguiu escapar e se escondeu, talvez em Baçorá.

Bibliografia

Categoria:Iranianos do século X Categoria:Cármatas Categoria:Pessoas do Califado Abássida