Um diagrama de Bode (/ˈboʊdi/) é utilizado na engenharia elétrica e na teoria de controle para a representação da resposta em frequência de um circuito elétrico. Em geral é a combinação de um diagrama de magnitude (em decibéis) que expressa o ganho modular obtido pelo circuito a uma determinada frequência, com um respectivo diagrama de fase que representa o ganho fasorial, também em função da frequência.
Como originalmente concebido por Hendrik Wade Bode em meados de 1930, o diagrama é uma aproximação assintótica da resposta em frequência do circuito.
Método de análise Para a constituição de um diagrama de Bode, é necessário obter o ganho em fase e módulo da variável em questão em função de sua entrada, logo, utiliza-se da transformada de Fourier para obter-se os mesmos. Quando se aplica a transformada de Fourier em um circuito com componentes passivos diferenciais, é possível avaliá-los como impedâncias, o que providencia uma análise do ganho modular e fasorial.
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Após a obtenção do ganho relativo ao sistema, deve-se montar um diagrama de polos e zeros para uma análise concreta do circuito em questão. O diagrama de polos e zeros é criado utilizando fasores que ligam os polos e zeros na frequência desejada , de forma a obter o ganho em determinada frequência, sendo o módulo o tamanho do fasor e a fase o ângulo que o fasor faz com o eixo dos números reais.
Adquirido o diagrama de polos e zeros, produz-se o diagrama de bode analisando os intervalos entre tanto os polos quanto os zeros. Entre cada um desses intervalos considera-se que a frequência é muito maior que a menor frequência do intervalo e muito menor que a maior frequência do intervalo.
Dessa forma, o diagrama de bode aproxima com maior precisão na metade do intervalo, enquanto o maior erro está presente nos limites do intervalo por uma das considerações ser falsa.
Logo, obtidas essas relações de ganho aproximadas e utilizando o logaritmo para fins de visualização em decibéis, traça-se o diagrama de bode separando-se essas relações em ganhos modulares e fasoriais. As representações usualmente utilizam a unidade de dB/deca ou dB/oit para caracterizar o decaimento ou crescimento da função em um determinado intervalo após passados uma "década" (frequência uma década vez maior ou menor) ou "oitava" (frequência uma oitava vez maior ou menor).
Ver também Processamento de sinal analógico
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Categoria:Processamento de sinais