Manuel Jorge Mota da Costa MPVM (Cedofeita, Porto, 14 de março de 1937 — Bungo, Angola, 8 de maio de 1961), também conhecido como Alferes Mota da Costa, foi um alferes paraquedista português, conhecido por ter sido o primeiro oficial paraquedista morto em combate, durante a Guerra Colonial.

Biografia esquerda|miniaturadaimagem|Alferes Mota da Costa,na Escola do Exército. Manuel Jorge Mota da Costa nasceu na freguesia de Cedofeita, concelho do Porto, em 14 de março de 1937. Ingressou na Escola do Exército em 1 de outubro de 1955 e foi promovido a Alferes de Infantaria, em 1959. Concluiu o 8º Curso de Paraquedismo Militar (brevet n.º 485),Brevets Militares 1 ao 10 000 (até ao curso 67) - Pesquisa por "Manuel Jorge Mota da Costa" , Regimento de Paraquedistas, consultado em 12 de dezembro de 2019 após o qual ingressou no Batalhão de Caçadores Paraquedistas da Força Aérea Portuguesa, ramo ao qual as Tropas Paraquedistas pertenciam. Após o Massacre de 15 de março de 1961, em Angola, embarcou a 17 de abril para Luanda, integrando a segunda companhia de paraquedistas projetada em África, que formaria o Batalhão de Caçadores Paraquedistas n.º 21.

Defesa do Bungo

Logo após a sua chegada a Angola, Mota da Costa foi encarregue da defesa da povoação do Bungo, no distrito de Uige, que estava cercada por guerrilheiros da UPA. Procurando organizar e aumentar a moral das forças e civis sitiados, redige manualmente e transmite-lhes a seguinte nota:

No dia 8 de maio de 1961, o alferes Mota da Costa deslocou-se com uma patrulha às imediações de uma ponte destruída, no troço Bungo - Negage, a fim de recrutar civis para trabalhar na fábrica Andrea Costas Lda., situada perto desse local. Enquanto um soldado (Belchior) ficou a falar com os civis, a restante patrulha procedeu a um reconhecimento de segurança à area envolvente, tendo localizado e destruído um posto guerrilheiro.

Entretanto, o local onde o soldado Belchior se encontrava com os civis foi atacado de surpresa e estes, não os conseguindo deter, refugiaram-se em fuga para uma zona de capim. Mota da Costa, apercebendo-se do ataque, acorreu em defesa dos civis, juntamente com três paraquedistas da sua secção. Sendo recebido com um volume de fogo surpreendemente elevado e após constatar que a força inimiga tentava envolver a sua posição, o alferes mandou os paraquedistas recuar, continuando o combate sozinho, de forma a cobrir a retirada dos seus homens. Neste momento, o guia civil Caras Lindas é baleado e Mota da Costa, numa tentativa de o socorrer, foi também atingido mortalmente por um disparo de canhangulo. Após a queda deste, os paraquedistas reorganizaram-se e avançaram sobre os guerrilheiros, recuperando o seu corpo, já sem vida.

Legado O facto de ter sido o primeiro oficial paraquedista português a perder a vida em combate, bem como as circunstâncias que levaram à sua morte, fez com que fossem criados vários tributos à sua vida e carreira militar:

A principal parada militar do Regimento de Paraquedistas foi nomeada em sua honra (Parada ALF Mota da Costa);

O Museu das Tropas Paraquedistas, localizado no mesmo quartel, possui um memorial onde está exposta a nota redigida à população do Bungo, e a Medalha de Valor Militar que lhe foi concedida, a título póstumo; Foi dado o seu nome a uma rua em Olivais (Lisboa). Na placa que identifica a rua, lê-se: "Rua Alferes Mota da Costa — Herói do Ultramar".

Condecorações

70px Medalha de Valor Militar, Grau Prata com Palma (MPVM).

Categoria:Militares de Portugal mortos em combate Categoria:Paraquedistas de Portugal Categoria:Medalhas de Prata de Valor Militar Categoria:Veteranos da Guerra Colonial de Portugal