Nogueira do Cravo é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Nogueira do Cravo do Município de Oliveira do Hospital, freguesia com 14,98 km² de área e 2168 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de
Além da sede, a freguesia é composta por uma série de localidades, incluindo Aldeia de Nogueira, Galizes, Reta da Salinha, Senhor das Almas, Vale de Dona Clara, Vendas de Galizes e Vilela.
A antiga Vila de Nogueira, outrora chamada Couto de Nogueira, tendo adquirido seu atual nome desde fins do século XVII, pertenceu ao Senhorio dos Bispos de Coimbra, sendo a sua primeira carta foral datada em 1177, tendo o concelho sido extinto em 6 de novembro de 1836, incorporando-se as suas freguesias ao concelho de Oliveira do Hospital. O seu foral episcopal foi dado em Avô, e posteriormente renovado pelo rei D. Manuel I a 12 de setembro de 1514.
Demografia A população registada nos censos foi:
Distribuição da População por Grupos Etários Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos2001 383 351 1159 3962011 311 231 1266 5012021 226 215 1147 580
Património Pelourinho de Nogueira do Cravo Casa dos Mouros Casa sete-oitocentista Casa dos Santos Costa Fonte da Bica Igreja da Misericórdia Capelas de Santa Luzia, de Santo António e de S. Pedro Cruzeiros do Adro, de Galizes e da Senhora das Almas Casas do Penedo, dos Mascaranhas e dos Tinoco Coreto do Senhor das Almas Palheiro romano Fontes do Senhor das Almas (romana), das Almas, de Lavadouros, Velha, do Povo, da Fontanheira e da Povoação Chafariz de Galizes Alminhas de Nogueira do Cravo.
Os Verbos dos Arguinas Esta freguesia foi desde tempos longínquos pátria de numerosos pedreiros, que criaram uma característica e pitoresca linguagem própria chamada "Os Verbos dos Arguinas". Esta, permitia o diálogo entre os trabalhadores, sem que o patrão entendesse o que eles diziam. Trata-se de uma gíria que muitos nogueirenses ainda não esqueceram, e que é também falada na freguesia vizinha de Santa Ovaia.
A Igreja Paroquial, com orago de Nossa Senhora da Expectação, foi reedificada no princípio do século XIX no típico estilo regional de transição dos séculos XVIII e XIX, com a persistência das tradições setecentistas, e possui estatuária do século XVI.
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