Kátia Sabino Rodrigues (Jundiaí, 9 de outubro de 1986) mais conhecida pelo nome artístico Katú Mirim é uma cantora, compositora, rapper e atriz brasileira. A cantora tem sido uma das grandes vozes indígenas na construção de um novo imaginário sobre o futuro, identidade indígena e memoria ancestral. É a primeira cantora indígena a criar um Ep todo na temática futurista, solar punk e synth pop. As composições de Katú Mirim não apenas refletem as questões indígenas, mas também as questões de classe, gênero e sexualidade. Ela também não se encaixa apenas como rapper, ou rockstar, e se denomina como uma artista livre.

O estilo da artista é uma fusão poderosa entre fashion, futurismo e ancestralidade, criando uma identidade visual única que reflete sua música e seu ativismo. Considerada uma indígena Cyber Punk, por hackear o sistema, mas apesar do seu estilo Cyber Punk, Katú acredita e tem fé em um futuro Solar Punk. Seu estilo comunica força, rebeldia e autenticidade.

A artista, indígena e lésbica, foi precursora ao falar midiaticamente sobre auto declaração indígena, retomada de identidade e questões LGBTQ entre povos originários.Katú Mirim foi uma das primeiras influenciadoras indígenas a ganhar notoridade na internet tendo começado a criar conteúdos em 2015. Sua música e ativismo transcendem o entretenimento, tornando-se um manifesto vivo pela decolonização das mentes e espaços. Katú mirim é uma das artistas mais importantes e inovadora da música indígena contemporânea. Sua música que mistura Rap, Pop, Rock e Synth pop é um marco no rap indígena Brasileiro e no Rock indígena

Biografia Katú Mirim nasceu e cresceu na periferia do interior Paulista. Com onze meses de idade foi adotada por um casal de não-indígenas. Veio ter conhecimento de que era adotada ainda na infância e descobriu que era filha biológica de pai indígena da etnia Boe Bororo e mãe preta. Seu pai era indígena pertencente ao povo Boe Bororo e sua mãe era uma mulher preta, periférica (ambos já faleceram). Sua família adotiva era composta por pai, mãe e irmã. Seu pai adotivo faleceu em 2010 e sua irmã em 2020 na pandemia. Katú Mirim foi reconhecida como Boe Bororo por várias lideranças Boe Bororo, como Majur Harachell, cacique da aldeia Apido Paru, e Raimundo Itogoga, chefe de cultura da aldeia Apido Paru. Em 2023 recebeu o nome de Merikaredo pelo chefe de cultura Boe Bororo, Raimundo Itogoga. No seu Instagram ela fala mais sobre o resgate de sua identidade.

Carreira Em 2003 iniciou na música como cantora da banda de garagem Kids Six, banda Emo da cidade de Jundiaí. Em 2017 retornou para a música, cantando Rap lançou seu primeiro single Aguyjevete.

Em 2017 viralizou com a hashtag #indionaoefantasia, trazendo à tona o debate sobre os costumes indígenas utilizados fora do contexto aos quais eles pertencem. Ainda 2017, a artista decidiu usar suas ações pela causa indígena para fundar o movimento “VI Visibilidade Indígena”, que luta pelos direitos e representatividade dos artistas indígenas. Em 2018 participou da gravação da música “Retomada”, juntamente com Marina Peralta e Afrojess.https://www.marinaperalta.com.br/

Em 2019 Fundou o primeiro coletivo indígena lgbtq do Brasil, o Tybyra coletivo que luta por politicas públicas, visibilidade e respeito para os indígenas lgbtq+. Em 2019 foi a primeira artista indígena brasileira a realizar show para a marca Levi’s. Se apresentou no Festival Red Bull Amaphiko. Participou do Órbita Festival onde dividiu o palco com Edgar. Prestou consultoria à Maurício de Souza Produções na construção do espetáculo "Brasilis". Desfilou no São Paulo Fashion Week. Participou do comercial da Converse e do podcast POC de Cultura patrocinado pela mesma, junto ao coletivo Tibira - LGBTQ+ Indígena.https://audioboom.com/posts/7454818-lgbtqia-indigenas-crew-tibira-com-katu-mirim Participou do encontro MASP Professores, "Eu sou porque nós somos: mulheres e interseccionalidade", o programa se dedicou a discutir a importância de conhecer e compreender as experiências vividas por mulheres em diferentes dimensões e camadas sociais, considerando a necessidade de exercícios empáticos de suporte, crítica e ação conjunta. Participou de WME (Women’s Music Event) onde cantou Aguyjevete ao lado de Kaê Guajajara, transmitido ao vivo pelo canal TNT Brasil. Foi a primeira indígena brasileira a tocar na rádio CBC (Canadian Broadcasting Corporation).https://www.cbc.ca/listen/live-radio/1-184-reclaimed/clip/15743870-reawakening Participou do clipe "A Caminhada" da cantora Gloria Groove. Participou do Mekukradjá, "(Re)existindo pelas letras, criando pontes", palestra apresentada no Itaú Cultural.https://www.picuki.com/tag/mekukradja Em 2020 participou do vídeo clipe da cantora Iza Be The One.

Em 2020 Katú mirim foi a primeira indígena Brasileira capa da revista ELLE, primeira indígena capa da revista Corpo Futuro e Be Free. Se apresentou em grandes festivais como Rock in Rio, Rock the Mountain, Coma festival, Elas festival, entre outros. Foi uma das atrações musicais da cerimônia de entrega do Prêmio Sim à Igualdade Racial 2023, ao lado de BK', MC Soffia, Linn da Quebrada, Kaê Guajajara e Liniker. Em 2026 participou da canção "Oke" do álbum Equilibrium II da cantora Anitta.

Características musicais Futurismo indígena Como precursora do movimento Indígena Futurista no Brasil, trazendo o movimento através de música, conteúdos educacionais e palestras, Katú propõe uma ruptura com a ideia convencional de futuro — historicamente representado pela velocidade, pelo avanço industrial, pelas grandes cidades e pelas engrenagens das máquinas. Katú Mirim também trouxe o futurismo indígena para suas músicas, mesclando rap, beats de synth pop, instrumentos ancestrais e contemporâneos com o EP Quinto Elemento e com os singles Indígena Futurista e De volta para o passado. Com a moda, ela também traz o futurismo no seu visual, quebrando os esteriótipos do que é a imagem de um indígena. Uma indígena rockstar, futurista e rebelde, o que podemos esperar de Katú Mirim.

Discografia Revolta (2022) Cura (2024)

Bibliografia

Ligações externas

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