A pandemia de COVID-19 na Alemanha começou em 27 de janeiro de 2020, com o primeiro caso confirmado em Munique, na Baviera. A maioria dos casos registrados no final de janeiro e início de fevereiro, foram transmitidos a partir da sede de uma fábrica de autopeças. Em 25 e 26 de fevereiro, vários casos relacionados ao surto italiano foram detectados no estado de Baden-Württemberg. A primeira morte foi registrada em 9 de março, de uma pessoa infectada em um evento carnavalesco em Heinsberg, na Renânia do Norte Vestfália. Posteriormente, novos casos foram registrados por pessoas que estiveram na região de Heinsberg, bem como outras vindas da Itália, Irã e China.

O centro de epidemiologia e controle de doenças alemão é aconselhado pelo Instituto Robert Koch (RKI), e elaboram e gerenciam o plano nacional de pandemia. No primeiro momento, os surtos foram gerenciados em um "estágio de contenção", que tentou minimizar a expansão dos casos. O governo alemão e as autoridades de saúde do país afirmaram que a Alemanha estava bem preparada e que, a princípio, medidas de quarentena, distanciamento social ou isolamento não seriam necessárias. Em 13 de março, a pandemia passou a ser gerenciada em "estágio de proteção", com os estados determinando o fechamento de escolas e jardins de infância, adiando semestres acadêmicos e proibindo visitas a asilos, por exemplo. Dois dias depois, as fronteiras com cinco países vizinhos foram fechadas. Em 22 de março, o governo anunciou um toque nacional de recolher. Os cidadãos só podem sair de suas casa para determinadas atividades como, por exemplo, comprar alimentos, ir ao trabalho ou praticar esportes ao ar livre, porém, apenas com pessoas que moram na mesma casa.

No começo de abril de 2021, foram registrados quase 2,7 milhões de casos, com pelo menos 76 mil mortes e aproximadamente 2,5 milhões de pessoas curadas. A taxa de letalidade na Alemanha é, apesar de ser o terceiro país mais afetado na Europa, menor do que a Itália ou a Espanha. Acredita-se que isso se deve às políticas de isolamento, além da grande realização de testes e ampliação de leitos de terapia intensiva com suporte respiratório. Em 15 de abril, quase quatro meses após o primeiro cidadão do país testar positivo para a COVID-19, o governo alemão anunciou que iniciara um processo lento e gradual de reabertura da economia após uma longa quarentena nacional, citando resultados encorajadores das políticas de distanciamento social que o país implementou.

Linha do tempo Janeiro Em 27 de janeiro de 2020, o Ministério da Saúde do estado da Baviera, anunciou que em Starnberg, um funcionário de 33 anos da Fábrica da Webasto, fornecedora de autopeças, testou positivo para SARS-CoV-2. Ele contraiu o vírus através de uma colega chinesa que, em visita a Xangai, encontrou-se com seus pais, morados da cidade de Wuhan. Esse foi o primeiro caso conhecido de uma pessoa de fora da China, que contraiu a infecção por um não-parente - a primeira transmissão conhecida fora do território chinês, foi de um pai para o filho no Vietnã.

No dia seguinte, mais três casos foram confirmados: um homem de 27 anos, outro de 40 e uma mulher de 33. Todos funcionários da Webasto. Eles foram monitorados e direcionados para quarentena no Hospital de Munique em Schwabing.

Em 29 de janeiro, a empresa Webasto decidiu suspender suas atividades, a princípio, por duas semanas para conter a disseminação do surto de COVID-19, já que mais funcionários poderiam ser hospedeiros do vírus, mesmo sem apresentar sintomas. No dia seguinte, mais um homem de Siegsdorf, que trabalhava na mesma empresa, apresentou teste positivo. Em seguida, a esposa e os dois filhos desse funcionário também apresentaram resultados positivos.

Fevereiro thumb|right|A disseminação do vírus no território alemão, entre 27 de fevereiro e 18 de março Em 1 de fevereiro, 102 cidadãos alemães e 26 estrangeiros deixaram a cidade chinesa de Wuhan, em um voo fretado pelo governo alemão. Ao chegarem, todos foram isolados em uma quarentena em Renânia-Palatinado, por quatorze dias. Dois dos repatriados da China, testaram positivo para o vírus e foram transferidos do local de quarentena para uma unidade de isolamento do Hospital Universitário de Frankfurt.

Ainda no dia primeiro, um outro funcionário da Webasto de 33 anos de idade, morador de Munique, testou positivo. Nos dias 3 e 7 de fevereiro, outro funcionário e a esposa de um outro funcionário que, previamente havia sido diagnosticado, foram confirmados com o vírus. A mesma situação ocorreu em 11 de fevereiro, com um funcionário de 49 anos, e membros da família de um outro que havia sido previamente diagnosticado.

Em 12 de fevereiro, 14 dos 16 casos do vírus registrados no país, eram da fábrica da Webasto. A empresa reabriu as portas após realizar testes em mais de 200 funcionários e desinfectar toda a fábrica.

Um homem de 25 anos de idade, da cidade de Göppingen, em Baden-Württemberg, que voltou recentemente de Milão, na Itália, testou positivo para o vírus em 25 de fevereiro, e foi tratado em uma Hospital em Eichert. Esse foi o primeiro caso do vírus no estado. No seguinte, as autoridades estaduais confirmaram mais três novos casos: a namorada de 24 anos do homem infectado e o seu pai, de 60 anos de idade, que é médico-chefe do Hospital Universitário de Tübingen, onde foram admitidos. O terceiro caso foi registrado em Rottweil, por um homem de 32 anos que voltou de uma visita em Codogno, na Itália, com sua família em 23 de fevereiro, e testou positivo, sendo posteriormente internado e isolado em um hospital.

Ainda em 25 de fevereiro, um homem de 47 anos testou positivo em Erkelenz, em Renânia do Norte-Vestfália. Ele havia sido tratado anteriormente no Hospital Universitário de Colônia, nos dias 13 e 19 de fevereiro, por uma condição médica preexistente. 41 membros da equipe médica e paciências, tiveram contato direto ou indireto com ele no hospital; dessas, uma pescada equipe médica apresentou sintomas e testou positivo para SARS-CoV-2. No dia seguinte, a esposa do homem de 47, professora de uma jardim de infância, testou positivo e ambos foram isolados no Hospital Universitário de Düsseldorf. Outras duas pessoas que mantiveram contato direto com os dois também testaram positivo.

Em 27 de fevereiro, autoridades do distrito de Heinsberg, confirmaram 14 novos casos na região: 9 no município de Gangelt, 2 em Selfkant, 1 nas cidades de Heinsberg e Düsseldorf, e um no município de Herzogenrath. Vários casos vinculados ao carnaval Gangeler, em Gangelt. Em todos os casos, as pessoas foram colocadas em isolamento doméstico. Um médico de Mönchengladbach, que havia participado do mesmo evento de carnaval em Gangelt, testou positivo e também foi posto em quarentena domiciliar. Na Baviera, um homem da região da Média Francónia, testou positivo. Ele havia tido contato com um italiano que, posteriormente, testou positivo.

Ainda em 27 de fevereiro, Hamburgo registrou o primeiro caso do vírus, envolvendo um homem da equipe pediátrica do Centro Médico Universitário de Hamburg-Eppendorf, que viajou para a região de Trentino. Todas as pessoas que tiveram contato direto com o funcionário, foram direcionado para uma quarentena de 14 dias, no próprio hospital e em casa.

O estado de Baden-Württemberg confirmou mais quatro casos do vírus, elevando o número de infectados para oito. Duas mulheres e um homem de Breisgau-Hochschwarzwald e Freiburg, respectivamente, testaram positivo. Eles tiveram contato, em uma reunião de negócio em Munique, com um italiano que, posteriormente, testou positivo para o teste na Itália. Um companheiro de viagem do paciente de Göppingen, também resultou positivo.

No dia seguinte, 28 de fevereiro, mais cinco novos casos foram registrados no estado: um homem de Ludwigsburgo, com sintomas de gripe, que havia testado negativo para o vírus influenza, realizou o teste para a COVID-19 e o resultado foi positivo. O outro caso foi de um homem de Rhine-Neckar, que voltou de férias curtas de esqui, e entrou em emergencia no Hospital Universitário de Heidelberg. Outros dois homens, um que esteve em Milão em 21 de fevereiro, e outro que viajou para Bergamo, na Itália, também testaram positivo e foram levados ao isolamento. Em Nuremberga, um homem que esteve em Karlsruhe a negócios, foi internado no hospital local. Membros de sua família também apresentavam sintomas de gripe.

Além disso, novos casos foram registrados no estado de Renânia do Norte-Vestfália, onde uma mulher de Herzogenrath, que havia tido contato com alguém, que fora diagnosticado com o vírus posteriormente, durante o carnaval em Gangelt, testou positivo. Além disso, Heinsberg confirmou 17 novos casos, elevando para 37, o número de infectados no distrito; Hesse confirmou três novos casos nos distritos de Hochtaunuskreis, Lahn-Dill e Gießen - os dois últimos com conexões com casos em Renânia do Norte-Vestfália.

Um dia depois, 29 de fevereiro, o número de casos em Heinsberg, no estado de Renânia do Norte-Vestfália, chegou a 60. Casos foram confirmados também em Bona, e em mais três distritos de Aquisgrano e um em Lüdenscheid. Colônia, Mönchengladbach e Duisburgo também relataram dois casos, cada. No mesmo dia, uma mulher de Bremen que, recentemente, esteve no Irã, testou positivo.

Março

1 de março Em 1 de março, os estados da Baixa Saxônia e Berlim registraram seus primeiros casos e, em Heinsberg o número de infectados aumento para 68. Houve novos casos registrados também em Hesse e Renânia do Norte-Vestfália. No mesmo dia, casos foram confirmados em Münster.

2 de março No dia 2 de março, a Alemanha confirmou mais 28 casos do coronavírus. Os organizadores da Feira Internacional do Artesão cancelaram o evento que aconteceria em Munique de 11 a 15 de março de 2020, para evitar a propagação da doença altamente infecciosa, bem como a Feira de Turismo ITB da Alemanha que era para ocorrer na primeira semana de março também foi cancelada. A Montadora BMW informou que um funcionário de Munique estava infectado, cerca de 150 outros funcionários estão em quarentena doméstica por duas semanas. A Vodafone também informou que um funcionário estava infectado, todos funcionarios do Reino Unido que estiveram com este funcionário alemão já foram identificados e irão trabalhar de casa. No distrito de Heilbronn da Renânia do Norte-Vestfália, várias novas infecções foram relatadas, incluindo um paciente (nascido em 1935) da casa de idosos. Pela primeira vez no Estado de Brandemburgo, um homem é testado positivo para o coronavírus. Ele viajou do Tirol do Sul para o distrito de Oberhavel. Uma mulher que retornou do Irã é o terceiro caso confirmado de coronavírus em Hamburgo. No distrito de Unna da região da Renânia do Norte-Vestfália, há o primeiro caso confirmado de infecção por coronavírus. A primeira pessoa infectada na Saxônia é um homem de 67 anos do distrido de Sächsische Schweiz-Osterzgebirge, que viajou da Itália junto com outras 37 pessoas. O caso está relacionado ao caso em Hannover. O Ducado de Lauemburgo confirmou o terceiro caso em Schleswig-Holstein. A mulher afetada havia retornado da Renânia após o carnaval. Outra mulher do distrito de Stormarn também do Estado de Schleswig-Holstein foi testada positiva o quinto para este Estado. Ela também havia retornado de uma área de risco. No distrito de Saale-Orla, foi testada positiva e é a primeira pessoa infectada no Estado da Turíngia. O homem de 57 anos estava de férias de esqui no norte da Itália.

3 de março