As relações entre China e Myanmar são as relações diplomáticas estabelecidas entre a República Popular da China e a Repúbica da União de Myanmar. Ambos são vizinhos, com uma extensão de 2.185 km na fronteira entre os dois países.
China e Myanmar mantêm relações bilaterais ativas entre si. No entanto, recentemente, as relações entre China e Mianmar enfrentaram alguns problemas devido aos recentes conflitos em curso com os rebeldes étnicos chineses e Tatmadaw perto da fronteira, bem como às recentes hostilidades birmanesas contra os chineses.
A relação entre China e Myanmar, embora muito mais próxima e mais quente do que as relações com o outro vizinho da China no Sudeste Asiático, o Vietnã, também enfrenta dificuldades devido aos efeitos de supostas armadilhas da dívida patrocinadas pela China, e militantes apoiados pela China nos territórios do norte de Myanmar.
História
O território de Myanmar, anteriormente denominado de Birmânia, ganhou a sua independência da Grã-Bretanha em 1948, e o Partido Comunista Chinês fundou a República Popular da China em 1949. Os dois estados, nascidos quase ao mesmo tempo, estabeleceram relações diplomáticas em 1950 e assinaram um tratado de fronteiras em 1960. Para a China, que atualmente ainda se encontra envolvida em uma disputa de fronteiras com a Índia, Myanmar foi o primeiro país com o qual resolveu de forma amigável uma disputa em suas fronteiras.
Estas relações calorosas mudaram drasticamente na década de 1960. Em 1962, o exército, liderado pelo general Ne Win, derrubou o governo civil em um golpe. Então, a Revolução Cultural começou na China em 1966, e a exportação da revolução comunista tornou-se um pilar da política externa de Pequim.
A China forneceu dinheiro e armas ao Partido Comunista da Birmânia, o maior grupo armado antigovernamental em Myanmar na época, e as relações entre a China e o governo militar de Myanmar se deterioraram. Em 1967, quando um grande motim anti-chinês estourou em Yangon, os dois países convocaram os embaixadores um do outro.Myanmar coup: how China could help resolve the crisis
A situação começou a melhorar quando, após o fim da Revolução Cultural da China em 1976, Deng Xiaoping visitou Myanmar em sua primeira viagem ao exterior para restaurar as relações, reduzindo o apoio ao Partido Comunista Birmanês.
Em 1988, um protesto pró-democracia estourou em Myanmar, e Aung San Suu Kyi, que havia retornado do Reino Unido para cuidar de sua mãe doente, apareceu na esfera política. Quando o governo Ne Win reprimiu os protestos e milhares de pessoas foram mortas, o exército deu um "golpe interno" para derrubar o regime e dar continuidade ao regime militar.
A China foi o primeiro país a aprovar a junta militar de Myanmar, porém a própria China também sofreu fortes críticas do Ocidente por esmagar os protestos da Praça Tiananmen, em 1989. Para a China, ter relações mais estreitas com Myanmar, que se encontrava em uma posição semelhante à de seu país, tinha um significado estratégico.
Quando os Estados Unidos e a Europa endureceram as sanções econômicas contra Myanmar, após 1997, a China, que emergiu como uma potência econômica, apoiou Myanmar como um grande investidor e importador. A junta militar sobreviveu, então, às sanções ocidentais devido ao auxilio da China.
Ver também China e as armas de destruição em massa Myanmar e as armas de destruição em massa Conflitos armados em Myanmar Protestos antigovernamentais de 2007 em Myanmar Golpe de Estado em Mianmar em 2021
Bibliografia
Yian, Goh Geok. 2010. “The Question of 'china' in Burmese Chronicles”. Journal of Southeast Asian Studies 41 (1). [Cambridge University Press, Department of History, National University of Singapore]: 125–52. The Question of 'China' in Burmese Chronicles.
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