Jim Acosta (Washington, D.C., 17 de abril de 1971) é um jornalista americano que trabalhou na CNN de 2007 a 2025. Ele ganhou destaque como correspondente-chefe da Casa Branca durante os governos Obama e Trump, tornando-se conhecido por confrontos frequentes com Donald Trump em coletivas de imprensa.Jim Acosta, prominent Trump critic, leaves CNN. Politico. Consultado em 2 de dezembro de 2025 Em 2021, tornou-se âncora e correspondente nacional da emissora. Acosta deixou a CNN em janeiro de 2025 após recusar a transferência de horário de seu programa.Crítico de Trump, âncora da CNN americana anuncia demissão no ar: 'Nunca é um bom momento para se curvar a um tirano'. G1. Consultado em 2 de dezembro de 2025Jim Acosta anuncia saída da CNN: 'Não se deixem levar pelo medo'. The Guardian. Consultado em 2 de dezembro de 2025

Primeiros anos e educação O pai de Acosta chegou aos Estados Unidos aos 11 anos como refugiado de Santa María del Rosario, Cuba, três semanas antes da Crise dos Mísseis de Cuba. Seus ancestrais eram originalmente das Ilhas Canárias. A mãe de Acosta é de ascendência irlandesa e tcheca. Acosta foi criado na Virgínia e se formou na Annandale High School em 1989. Em 1993, ele concluiu o bacharelado em comunicação de massa, com especialização secundária em ciência política, pela James Madison University. Enquanto estudava, Acosta trabalhou como voluntário na WXJM, a rádio administrada por estudantes. Ele também trabalhou como repórter na WSVA, uma rádio local pertencente e operada pela Saga Communications. Ele se casou em 1999 com Sharon Mobley Stow e o casal teve dois filhos. Eles se divorciaram em 2017.

Carreira Acosta iniciou sua carreira no rádio, na WMAL,CNN anchor Jim Acosta has left the network. He spent some of his formative years at WBIR. Knoxville News. Consultado em 2 de dezembro de 2025 antes de migrar para a televisão em 1994. Entre 1995 e 2007, trabalhou como repórter e correspondente em diversas afiliadas da Fox, NBC e CBS, cobrindo temas importantes como a campanha presidencial de John Kerry em 2004, a Guerra do Iraque e o furacão Katrina.

Em 2007, entrou para a CNN, onde cobriu as campanhas presidenciais de 2008 e as eleições de meio de mandato de 2010. Foi promovido a correspondente político nacional em 2012, liderando a cobertura da campanha de Mitt Romney, e depois se tornou correspondente sênior da Casa Branca.

Ao longo de sua atuação, fez perguntas incisivas a líderes como Barack Obama e Raúl Castro.'Cuba tem presos políticos?': a pergunta que incomodou Raúl Castro durante visita de Obama. G1. Consultado em 2 de dezembro de 2025 Em 2018, tornou-se chefe de correspondentes da Casa Branca e, em 2021, foi nomeado correspondente nacional sênior e âncora de fim de semana da CNN.

Entre 2016 e 2018, Acosta teve vários confrontos públicos com Donald Trump e membros do governo. Em 2016, Trump o chamou de “uma verdadeira beleza”Donald Trump's 'sleaze' attack on reporter hits new level of media animosity. CNN Money. Consultado em 2 de dezembro de 2025 em tom depreciativo, e em 2017 o rotulou como “fake news” ao impedir que ele fizesse perguntas sobre a Rússia.“Você é Fake News” – As questões por trás do dossiê anti-Trump. Revista VEJA. Consultado em 2 de dezembro de 2025

Acosta também discutiu acaloradamente com o assessor Stephen Miller sobre o RAISE Act, episódio que, segundo o Politico, consolidou sua imagem como principal antagonista da CNN em relação ao governo Trump.Strauss, Ben. Jim Acosta Is the White House's Favorite Reporter. Politico. Consultado em 2 de dezembro de 2025 Em 2018, confrontou Sarah Huckabee Sanders ao pedir que ela repudiasse a frase de Trump que chamava jornalistas de “inimigos do povo”, mas ela evitou responder.

Em novembro de 2018, após as eleições legislativas, Acosta teve outro embate direto com Trump ao insistir em perguntas adicionais durante uma coletiva, o que levou Trump a chamá-lo de “uma pessoa rude e terrível”. Logo depois, a Casa Branca suspendeu seu passe de imprensa, alegando que ele teria interferido fisicamente com uma estagiária — alegação contestada pela CNN, que acusou o governo de retaliação.

A discussão se intensificou quando a Casa Branca divulgou um vídeo do incidente que, segundo a CNN e especialistas, havia sido alterado para parecer mais agressivo. A CNN preparou uma ação judicial para restaurar o acesso de Acosta, enquanto autoridades do governo defenderam a autenticidade do vídeo, alegando que ele havia apenas sido acelerado ou ampliado.

Saída da CNN Em janeiro de 2025, a CNN anunciou mudanças na programação que retiraram Jim Acosta e Pamela Brown do CNN Newsroom, substituindo o horário pelo The Situation Room. Com a nova grade, o futuro de Acosta na emissora ficou incerto. Ele teria recusado uma oferta para apresentar um programa noturno em Los Angeles — algo que alguns funcionários interpretaram como uma tentativa de colocá-lo em um horário de menor audiência, possivelmente devido às suas críticas a Trump.

Em 28 de janeiro de 2025, Acosta anunciou que estava deixando a CNN para buscar novos projetos e direcionou seus seguidores a um novo blog no Substack.

Vida pessoal Acosta e sua esposa, Sharon Mobley Stow, uma enfermeira, se separaram em 2017 após 24 anos de casamento. Eles têm duas filhas e um filho.

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