Carmen Lídia Richter Ribeiro Moura (São Paulo, 11 de novembro de 1954) é uma diplomata brasileira. Atualmente, é cônsul-geral do Brasil na Cidade do Cabo.

Biografia Vida pessoal Nasceu na cidade de São Paulo, filha de Jorge Flaviano Lage Ribeiro Moura e de Sônia Richter Ribeiro Moura.

Formação Acadêmica Em 1978, graduou-se em Letras Anglo-Germânicas pela Universidade de São Paulo. Concluiu, no mesmo ano, licenciatura em português e alemão. Foi professora de idiomas antes de seu ingresso na carreira diplomática. Já no ano de 1993, concluiu seu mestrado em políticas públicas internacionais na Universidade John Hopkins.

Carreira Diplomática Ingressou na carreira diplomática em 1980, no cargo de Terceira Secretária, após ter concluído o Curso de Preparação à Carreira de Diplomata do Instituto Rio Branco.

Foi inicialmente lotada na Divisão do Patrimônio, onde trabalhou de 1980 a 1981. No ano de 1981, foi assistente na Divisão de Visitas e, subsequentemente, foi removida para o Consulado do Brasil em Nova York, onde trabalhou de 1983 a 1986. Em 1983, havia sido promovida a segunda-secretária. Entre 1986 e 1988, esteve lotada na Embaixada do Brasil em Rabat.

Ao regressar a Brasília, em 1988, foi designada assessora do Departamento de Promoção Comercial Divisão de Informação Comercial, função que ocupou até 1989. No mesmo ano, foi promovida a primeira-secretária. De 1989 e 1990, exerceu o cargo de assessora do Departamento de Cooperação Científica, Técnica e Tecnológica. Em seguida, foi lotada na Divisão de Ciência e Tecnologia do Itamaraty.

Em 1991, foi removida a Washington, para assumir a função de primeira-secretária na Embaixada do Brasil nessa capital. Foi, subsequentemente, removida para a Embaixada do Brasil em Caracas, onde permaneceu até 1996.

No seu retorno ao Brasil, foi designada assessora da Divisão de Desarmamento e Tecnologias Sensíveis e, a partir de 1998, quando foi promovida a conselheira, assumiu sua chefia. Em 1999, foi removida par a Embaixada do Brasil em Viena, onde exerceu as atribuições de conselheira.

Defendeu, em 2001, tese no Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco, intitulada “O Brasil e o Fortalecimento do Sistema de Salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica: do Acordo Quadripartite ao Protocolo Adicional”, um dos requisitos necessários para a ascensão funcional na carreira diplomática.

De 2003 e 2004, foi conselheira e ministra-conselheira da Embaixada do Brasil em Wellington. Entre 2004 e 2007, exerceu o cargo de ministra-conselheira em Viena, e, subsequentemente, foi lotada na Embaixada do Brasil em Lisboa, na função de ministra-conselheira.

Retornou ao Brasil em 2010, com vistas a assumir a chefia da Subsecretaria-Geral Política I do Itamaraty, que, à época, cuidava dos temas de Europa, Nações Unidas, OEA, Direitos Humanos, Prevenção do Crime Transnacional e Controle de Drogas, Meio Ambiente e Espaço. Em 2011, foi convidada para assumir a chefia da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, responsável pela agenda internacional do MCTI e pelo setor de controle de exportação de bens sensíveis. No mesmo ano, foi promovida a ministra de Primeira Classe, mais alto escalão da carreira diplomática brasileira. Esteve como chefe da Assessoria Internacional até 2013, quando assumiu o cargo de representante Especial do Ministério das Relações Exteriores em Santa Catarina, cuja atribuição é de apoiar a agenda internacional daquele estado brasileiro.

Entre 2015 e 2018, exerceu a função de cônsul-geral do Brasil em Munique. Desde 2018, é cônsul-geral do Brasil em Cidade do Cabo.

Condecorações Ordem do Mérito, Alemanha, Cavaleiro, 10/09/1981. Ordem de San Carlos, Colômbia, Cavaleiro, 10/11/1981.

Referências

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