Este artigo documenta a cronologia da pandemia de COVID-19 no Brasil.

Cronologia

Janeiro de 2020

28 de janeiro de 2020 — o alerta de emergência foi elevado ao nível 2 de 3, considerando um "perigo iminente" para o Brasil. O Ministério da Saúde do Brasil confirmou três casos suspeitos de COVID-19, localizados em Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. O Ministério não deu detalhes sobre os pacientes de Porto Alegre e Curitiba e tampouco informou sobre o estado de saúde de ambos. Entretanto, sabe-se que a paciente de Minas Gerais apresentou sintomas compatíveis com o protocolo de prevenção, sendo que ela esteve na cidade de Wuhan, o epicentro do surto do vírus. A paciente encontra-se estável e em isolamento.

Fevereiro de 2020 3 de fevereiro de 2020 — O Ministério da Saúde publica a Portaria n° 188/2020, por meio da qual declara Emergência em Saúde Pública de importância Nacional (ESPIN) em decorrência da Infecção Humana pelo novo Coronavírus (2019-nCoV). https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-188-de-3-de-fevereiro-de-2020-241408388 3 de fevereiro de 2020 — o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o Brasil, mesmo sem casos confirmados de infectados pelo SARS-Cov-2, vai reconhecer o vírus como uma PHEIC, sendo que o governo irá determinar as regras sobre a volta dos brasileiros que estão em Wuhan. Em 4 de fevereiro de 2020, confirmou-se que 29 brasileiros que estão em Wuhan vão regressar ao país em 8 de fevereiro, sendo que ficarão 18 dias de quarentena em Anápolis, Goiás, e se houver algum sintoma da infecção, o mesmo será encaminhado ao Hospital das Forças Armadas, em Brasília, para avaliação médica. 5 de fevereiro de 2020 — o Senado aprovou o projeto que prevê regras para quarentena para que os brasileiros possam voltar da cidade chinesa de Wuhan. O governo brasileiro enviou dois aviões para evacuar 34 dos 58 brasileiros em Wuhan. Eles e a tripulação do voo foram colocados em quarentena em uma base da Força Aérea Brasileira em Anápolis, Goiás, e receberam alta, juntamente com os médicos e profissionais que tiveram contato com eles, em 23 de fevereiro, quatro dias antes do previsto, pois os testes de rotina mostraram repetidamente resultados negativos para COVID-19. No dia 23 de fevereiro, 58 brasileiros foram liberados da quarentena, incluindo o grupo de brasileiros e profissionais que tiveram contato com eles. A quarentena terminou em 14 dias, quatro dias antes do previsto, pois repetidos testes deram negativos para a COVID-19. 6 de fevereiro de 2020 — o Ministério informou que há 9 casos suspeitos de COVID-19 em cinco estados diferentes do país, sendo que nenhum caso foi confirmado. 24 de fevereiro de 2020 — o Ministério da Saúde informou que há quatro casos suspeitos de infecção pelo SARS-Cov-2 e que outros 54 casos suspeitos foram descartados. 25 de fevereiro de 2020 — a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou o primeiro caso no Brasil. Trata-se de um paciente de 61 anos que esteve em viagem na Itália do dia 9 a 21 de fevereiro. O Ministério da Saúde relatou o primeiro caso positivo de COVID-19. Ele apresentava sintomas leves e estava em quarentena em casa, e o teste de confirmação também foi positivo. 26 de fevereiro de 2020 — após o primeiro caso confirmado no país, o governo informou que o Brasil está monitorando 20 casos suspeitos, 12 deles de pessoas que vieram da Itália. 27 de fevereiro de 2020 — o Brasil notificou 132 casos suspeitos em 16 estados, 85 deles no estado de São Paulo. 28 de fevereiro de 2020 — o governo brasileiro relatou 182 casos suspeitos em 17 estados, 72 dos casos do dia anterior foram descontados. 29 de fevereiro de 2020 — o Ministério da Saúde também relatou 207 casos suspeitos em 17 estados, 91 deles em São Paulo. No mesmo dia, o segundo caso brasileiro de COVID-19 foi confirmado em São Paulo.

Março de 2020 thumb|Profissionais sendo capacitados durante o mês de março para atuar na higienização do transporte público de Pernambuco. 3 de março de 2020 — passou de 433 para 488 o número de casos suspeitos em 23 estados. 4 de março de 2020 — o terceiro e quarto casos de COVID-19 foram confirmados em São Paulo. 5 de março de 2020 — o Ministério da Saúde informou também que monitora 531 casos considerados suspeitos. Outros 314 casos já foram descartados. A pasta acrescentou que a lista de países monitorados chegou a 31. Os estados com mais casos suspeitos são São Paulo (135), Rio Grande do Sul (98), Minas Gerais (82) e Rio de Janeiro (55). thumb|right|upright=1.25|right|start=00:00|thumbtime=00:39|Anúncio oficial de COVID-19 do Presidente Jair Bolsonaro em 6 de março. 6 de março de 2020 — mais 4 casos de COVID-19 foram confirmados, um do Rio de Janeiro, um do Espírito Santo como primeiros casos confirmados e dois de São Paulo, ambos relacionados com o primeiro caso. Uma pessoa do Distrito Federal ainda aguarda a contraprova, sendo o nono brasileiro. O décimo caso brasileiro de COVID-19 foi confirmado como primeiro na Bahia. Mais 3 casos de COVID-19 foram confirmados em São Paulo. 7 de março de 2020 — o décimo-quarto caso brasileiro de COVID-19 foi confirmado como segundo no Rio de Janeiro e o Ministério da Saúde notificou 768 casos suspeitos em 23 estados. O Ministério da Saúde confirmou seis novos casos de COVID-19, elevando o número total de casos para 19 e um desses foi confirmado no Distrito Federal. O número total de casos suspeitos foi reduzido para 674. 8 de março de 2020 — o terceiro caso no Rio de Janeiro de COVID-19 foi confirmado, elevando o número total de casos para 20. Além disso, foi confirmado o primeiro caso em Alagoas, três novos casos foram confirmados em São Paulo, e foi confirmado o primeiro caso em Minas Gerais, elevando o número total para 25 casos. 9 de março de 2020 — foram confirmados mais cinco casos no estado do Rio de Janeiro, elevando assim o número total a 30 casos. O número de casos suspeitos subiu para 946 em todo o país. 10 de março de 2020 — foram confirmados quatro novos casos, sendo três em São Paulo e um no Rio Grande do Sul. Em coletiva de imprensa, o Secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, disse que, dos casos novos dos dias 9 e 10 de março, sete são importados, e dois de transmissão local ambos em São Paulo. No caso confirmado no Distrito Federal, a paciente internada em hospital teve piora no quadro respiratório e apresenta síndrome respiratória aguda severa. 11 de março de 2020 — foi confirmado o segundo caso no Distrito Federal. Ele é marido da paciente que está com COVID-19 em estado grave em um hospital do DF. Por conseguinte, o governador do DF, Ibaneis Rocha, suspendeu as aulas de escolas públicas e particulares por 5 dias em decorrência dos casos. Dois novos casos no Rio de Janeiro e trinta e um novos casos em São Paulo, elevando assim o número total de 69 casos confirmados de COVID-19 no Brasil. De 876 casos suspeitos passaram para 907 no Brasil. No mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia de COVID-19, e que o número de pacientes infectados, de mortes e de países atingidos deve aumentar nos próximos dias e semanas. Mais um caso foi confirmado no Rio Grande do Sul, elevando assim o número total para 71 casos confirmados de COVID-19 no Brasil. A primeira vítima do estado, diagnosticada no dia anterior, foi curada. 12 de março de 2020 — mais novos casos confirmados de COVID-19 no Brasil. Entre eles, 72 são em São Paulo, seis no Paraná, três em Goiás, dois no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Pernambuco, e um na Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais; elevando assim o número total para mais de 100 casos, incluindo Fábio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação Social. Devido ao ocorrido, parte do gabinete do presidente Jair Bolsonaro, incluindo o próprio e sua esposa Michelle, tiveram de ser monitorados. 13 de março de 2020 — pela manhã, Bolsonaro testou positivo para a doença, porém um segundo exame, o de contraprova, descartou a possibilidade. No mesmo dia, a advogada do político foi diagnosticada com COVID-19. No mesmo dia, é confirmado o primeiro caso de COVID-19 em São José do Rio Preto, noroeste do estado de São Paulo. O primeiro paciente confirmado no Brasil, diagnosticado no mês anterior, foi curado. 162 casos foram confirmados no Brasil; Amazonas, Rio Grande do Norte; Santa Catarina e Goiás registram os seus primeiros casos. 14 de março de 2020 — o Ministério da Saúde informou em relatório 121 casos confirmados e 1.496 casos suspeitos em todo o Brasil. Secretarias já contavam 185. 15 de março de 2020 — no início da tarde, o Ministério da Saúde informou 176 casos confirmados, 1.915 casos suspeitos e 1.470 casos descartados. Durante a noite, atualizou para 200 casos confirmados. As secretarias já somavam 228 casos confirmados. 16 de março de 2020 — o Ministério da Saúde informou 234 casos confirmados, 2.064 casos suspeitos e 1.624 casos descartados. 17 de março de 2020 — na manhã, o Estado de São Paulo confirmou a primeira morte no Brasil, de um homem de 62 anos que estava internado em um hospital particular. Na tarde, o Ministério da Saúde informou 291 casos confirmados, 8.819 casos suspeitos e 1.890 casos descartados. 18 de março de 2020 — durante a tarde, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou mais duas mortes no Brasil, sendo a primeira de 65 anos, com quadro de comorbidade, e outra de 80 anos, sem registros de acometimentos anteriores. No mesmo dia, em entrevista coletiva, usando máscara, o presidente Jair Bolsonaro disse que dois ministros (Bento Albuquerque e Augusto Heleno) testaram positivo para COVID-19. À noite, o Ministério da Saúde informou, em relatório, 428 casos confirmados, 11 278 suspeitos e 1 841 descartados. 19 de março de 2020 — o número de mortes aumentou para sete, com novas vítimas em São Paulo e Rio de Janeiro. 20 de março de 2020 — o número de casos confirmados pelo Ministério da Saúde chega a 904. O número de mortes chega a 11, sendo nove em São Paulo e duas no Rio de Janeiro. No dia seguinte, a Folha de S.Paulo publicou que um homem de 65 anos morreu vítima da doença em Petrópolis, subindo assim o número de mortes para três no estado do Rio de Janeiro. O número de infectados da comitiva que viajou com Jair Bolsonaro subiu para 23, com os resultados positivos do Major Cid (chefe da ajudância de ordens da Presidência), de Filipe Martins (assessor internacional da Presidência) e do Coronel Gustavo Suarez (diretor do Departamento de Segurança Presidencial). O Senado Federal iniciou a primeira sessão virtual desde sua criação, para votar o decreto de calamidade pública em meio a Pandemia de COVID-19. 21 de março de 2020 — o número de mortes no estado de São Paulo subiu para 15. Uma das vítimas é uma médica da prefeitura, de 52 anos. O governador João Dória afirmou que vai determinar quarentena de 15 dias para os 645 municípios do estado. O governo de Roraima confirmou os dois primeiros casos; com a confirmação, todos os estados da federação tiveram casos da doença confirmados. 22 de março de 2020 — novas mortes em São Paulo, aumentando para 22 mortes no Estado. No Brasil, o número subiu para 25. 23 de março de 2020 — os principais jornais do Brasil circularam neste dia com uma capa em comum, em que se lê "Juntos vamos derrotar o vírus — unidos pela informação e pela responsabilidade".Principais jornais do país unificam capas: 'Juntos vamos derrotar o vírus'Jornais unificam capas contra o coronavírus 24 de março de 2020 — o presidente Jair Bolsonaro fez seu terceiro pronunciamento sobre a pandemia de COVID-19 no país. Nele, o chefe do Poder Executivo criticou o fechamento de escolas e disse que meios de comunicação "espalharam a sensação de pavor". O presidente também disse que "devemos, sim, voltar à normalidade". O estado do Amazonas teve a primeira morte confirmada por COVID-19.