Claes Borgström (Estocolmo, 21 de julho de 1944 – Estocolmo, 15 de maio de 2020) foi um advogado e político sueco. Foi Defensor Público da Igualdade do Governo da Suécia entre 2000 e 2007. Membro do Partido Social-Democrata até 2013, entrou para o Partido da Esquerda neste mesmo ano.

Biografia Borgström nasceu em Estocolmo, em 1944. Seu pai foi Gustaf Borgström, CEO da Sveriges Köpmannaförbund ("Associação dos Comerciantes Suecos") entre 1942 e 1957. Borgström é também irmão das jornalistas Annette Kullenberg e Kerstin Vinterhed.

Borgström licenciou-se em Direito pela Universidade de Estocolmo em 1974. Após ter obtido o seu diploma, Borgström começou a trabalhar como advogado, tendo sido responsável por vários processos penais de grande visibilidade. Entre 2000 e 2007, Borgström serviu o Governo sueco como Defensor Público da Igualdade (JämO). Após a derrota dos sociais-democratas nas eleições de 2006, Borgström demitiu-se para iniciar um escritório de advocacia juntamente com o ex-ministro da Justiça Thomas Bodström.

Casou-se com sua ex-colega Märit Borgström (née Röger) em 2007, em Maiorca.

A partir de 2008, Borgström foi o porta-voz do Partido Social-Democrata Sueco em questões relacionadas com a igualdade entre homens e mulheres. Em uma entrevista de 2004, Borgström afirmou que os homens têm uma responsabilidade coletiva pela violência contra as mulheres, mas enfatizou a diferença entre responsabilidade coletiva e culpa coletiva. Nesse contexto, ele manifestou certo apoio à proposta de Gudrun Schyman de um "imposto masculino" para pagar os custos da violência contra as mulheres e outras questões relativas à igualdade de gênero. Ele atraiu a atenção em março de 2006, quando exigiu que a Suécia boicotasse a Copa do Mundo FIFA de 2006, na Alemanha, "em protesto contra o aumento do tráfico de mulheres que se espera que o evento resulte".

Em 2010, Borgström apelou com sucesso da decisão de encerrar o processo de agressão sexual contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e tornou-se o representante legal das duas suecas contra as quais a polícia sueca acusou Assange de má conduta sexual. No entanto, ele acabou sendo substituído por Elisabeth Massi Fritz. New details emerge about Assange accusers The Local Retrieved 15 de Maio de 2020

Em 2013, citando sua insatisfação com o que ele chamou de mudanças de direita no Partido Social Democrata, Borgström deixou o Partido Social Democrata e aderiu ao Partido de Esquerda.

Borgström morreu em 15 de maio de 2020, aos 75 anos, depois de sofrer com a COVID-19.

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