Firmiano Antônio de Araújo (Rio Grande do Sul, 1817 — Porto Alegre, 4 de julho de 1907) foi um farmacêutico, político e intelectual brasileiro.

Deixou uma marca relevante na Sociedade Partenon Literário de Porto Alegre, sendo presidente em 1873 e 1875,Póvoas, Mauro Nicola. Uma história da literatura: Periódicos, memória e sistema literário no Rio Grande do Sul do século XIX. Buqui, 2018 colaborador da sua Revista Mensal,Ferreira, Athos Damasceno. Imprensa literária de Porto Alegre no século XIX. EdUFRGS, 1975, p. 58 membro da Comissão de Obras da sede oficial,"No Parthenon Litterario". A Federação, 19/01/1885 e idealizador do museu da entidade, o primeiro museu do Rio Grande, que teve um acervo de mais de 4 mil itens divididos nas seções de Mineralogia, Arqueologia, Numismática, Botânica e Zoologia.Moreira, Alice T. Campos; Moreira, Maria Eunice; Póvoas, Mauro Nicola. A Sociedade Partenon Literário e a formação da literatura no Rio Grande do Sul — Projeto de digitalização. EdiPÙCRS.

Foi o primeiro farmacêutico diplomado da Província do Rio Grande do Sul, desempenhou intensa atividade durante as epidemias de cólera de 1855 e 1865,Pianta, Dante. "Firmiano Antônio de Araújo". Diário de Notícias, 28/06/1963 e serviu como farmacêutico da Junta de Higiene da Província.Falla que á Assembléa Legislativa Provincial de S. Pedro do Rio Grande do Sul dirigio o Exm. Sr. Barão de Santa Thecla, vice-presidente da Provincia ao installar-se a 2ª sessão da 22ª legislatura em 27 de novembro de 1888. Typ. do Jornal do Commecio, 1889, p. 14 Foi um dos mais antigos adeptos da homeopatia na província.Silva, Nilo (ed.). Annaes de medicina homoeopathica, Volumes 7-8, 1905. p. 52

Também foi sócio fundador e conselheiro fiscal da Companhia Hidráulica Guaibense,"Ficou ontem constituída a Companhia Hydraulica Guahybense". A Federação, 11/05/1887 inspetor do 3º Distrito de Porto Alegre, membro da Comissão do Contencioso,Toson, Berenice (coord.). Anais do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho, v. 3. Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 1996, p. 55 juiz de paz e presidente da Junta Revisora da paróquia da Madre de Deus,"O cidadão Firmiano Antônio de Araújo". O Constitucional, 04/05/1973 ativista do abolicionismo, dirigente do Partido Liberal, conselheiro municipal e deputado da Assembleia Provincial.

Dos serviços que prestou falou Aquiles Porto Alegre em 1919: "Recordá-los neste momento é pagar uma dívida de honra, que a ingratidão popular facilmente olvidou, não se lembrando de colocar o seu nome no cunhal de uma rua, em retribuição dos benefícios que ele prestou desinteressadamente, quando outros gozam dessa alta distinção sem que se saiba por que cargas d'água".Porto Alegre, Aquiles. Através do Passado (chronica e historia). Globo, 1920, p. 186 Dante Pianta recuperou sua memória em 1963 dizendo que havia prestado "serviços inesquecíveis" à população da capital e da província nas várias atividades que exerceu, vivendo "uma longa e intensa vida, toda dedicada aos elevados ideais, à Pátria e à coletividade". Em 1968 seu nome foi inscrito em um monumento ordenado pela Câmara Municipal de Porto Alegre e instalado na Praça da Matriz, onde constaram os principais membros do Partenon Literário.Prefeitura Municipal de Porto Alegre. "Lei nº 3145 de 18 de junho de 1968". Diário Oficial de Porto Alegre, 24/06/1968

Categoria:Deputados provinciais do Rio Grande do Sul Categoria:Farmacêuticos do Rio Grande do Sul Categoria:Juízes do Rio Grande do Sul Categoria:Vereadores de Porto Alegre Categoria:Naturais do Rio Grande do Sul Categoria:Nascidos em 1817 Categoria:Mortos em 1907 Categoria:Sociedade Partenon Literário