Status quo ou statu quoDicionário escolar da língua portuguesa/Academia Brasileira de Letras. 2ª edição. São Paulo. Companhia Editora Nacional. 2008. p. 1 200. é um latinismo que significa "no estado das coisas".Dicionário escolar da língua portuguesa/Academia Brasileira de Letras. 2ª edição. São Paulo. Companhia Editora Nacional. 2008. p. 1 200. Trata-se de uma redução da frase in statu quo res erant ante bellu, que significa "no estado em que as coisas se encontravam antes da guerra". Essa redução passou a ser usada também na forma status quo para significar "o [presente] estado das coisas".

A expressão é desconhecida em textos latinos antigos e foi usada inicialmente na linguagem diplomática, já na Modernidade, como uma redução de in statu quo res erant ante bellum ("no estado em que as coisas estavam antes da guerra") ou in status quo ante bellum ("no estado existente antes da guerra"). Posteriormente, a expressão passou a ser empregada para designar o estado em que algo se encontra no presente ou, genericamente, o presente estado das coisas, como em "manter o status quo", "defender o statu(s) quo", "mudar o statu(s) quo" ou "considerando o statu(s) quo".

Nota Statu quo tem o substantivo e o pronome no caso ablativo; status quo tem o substantivo no caso nominativo, e o pronome no ablativo. Ambas são perfeitamente corretas em latim, dependendo do que se queira dizer. Em latim, ocorrem ainda as sequências statum quo (substantivo no acusativo) e statui quo (substantivo no dativo). O genitivo e o vocativo são idênticos ao nominativo. A expressão original era in statu quo res erant ante bellum e incluía dois ablativos porque o primeiro era exigido pela preposição in, e o segundo resultava da idêntica função de localização espacial na oração subordinada, que, em português, se mostra pela repetição da preposição "em": "no" estado "em" que as coisas estavam antes da guerra.

A adoção preferencial das fórmulas reduzidas statu quo ou status quo varia de país para país. Há divergência quanto a usar a expressão no ablativo (tal como na frase original) ou no nominativo (adaptada ao contexto de uso, tal como ocorre em alguns outros empréstimos do latim). A favor do uso do nominativo (status quo), pode-se argumentar que a fórmula reduzida não inclui a preposição in, que, em latim, exigiria o ablativo; além disso, a expressão pode ser sujeito da oração (o que, em latim, requereria o uso do nominativo) ou ter outra função sintática diferente de complemento circunstancial.

A forma ablativa statu quo é mais frequente em espanhol, e francês. Já em inglês, a forma nominativa status quo é a preferencial."Creative approaches for the coexistence of National and Religios Identities in Jerusalem. The different meanings of "Status Quo" in Jerusalem", por Enrico Molinaro, in The Middle East Peace Process: Vision Versus Reality, p.269-270TLFi: statu quo Em italiano, ambas as formas são dicionarizadas,Bruno Migliorini et al.,"statu quo" o "status quo", in Dizionario italiano multimediale e multilingue d'ortografia e di pronunzia, Rai Eri, 2007, ISBN 978-88-397-1478-7.Vocabolario Treccani: statu quo' Francesco Sabatini e Vittorio Coletti: "statu quo", in Il Sabatini Coletti - Dizionario della Lingua Italiana, Corriere della Sera, 2011, ISBN 88-09-21007-7. sendo que o uso de status quo ocorre especialmente quando a expressão não é precedida pela preposição "em".

Em português, statu quo conta com o apoio da maioria dos dicionaristas brasileiros e portugueses,Dicionário escolar da língua portuguesa/Academia Brasileira de Letras. 2ª edição. São Paulo. Companhia Editora Nacional. 2008. p. 1 200. embora status quo seja a forma de uso corrente.

Ver também

Antissistema Casus belli Conservadorismo Contrarrevolução Statu quo (Terra Santa) Uti possidetis

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