Kushim pode ser considerado o primeiro exemplo conhecido de um indivíduo com nome na História. O nome foi encontrado na tabuleta de Kushim, uma antiga tabuleta de argila suméria (c. 3400–3000 a.C.) usada para registrar transações comerciais de cevada.Os 5 nomes mais antigos do mundo BOL/Amaury

O nome "Kushim" é mencionado em dezoito tabuletas, e acredita-se que seja um indivíduo ou uma organização responsável pelo registro de transações. A ideia de Kushim se referir a uma organização, porém, é considerada menos provável.

Tabuletas do período de Uruque esquerda|miniaturadaimagem|Uma das tabuletas assinadas por Kushim. A escrita na antiga cidade suméria de Uruque era usada principalmente para manter registros essenciais.

A “tabuleta de Kushim” é uma tábua de argila detalhando uma transação comercial e é um dos primeiros exemplos de escrita rébus.

Nela, está inscrito: “29,086 medidas de cevada 37 meses Kushim”.

De acordo com Yuval Noah Harari, o provável significado dessa frase é “Um total de 29,086 medidas de cevada foram entregues ao longo de 37 meses. Assinado, Kushim.”

Até 1993, foram encontradas 18 tabuas com o nome Kushim.

Outra tábua do período Uruk que contém nomes data de 3100 AC, que inclui o nome de um dono de escravos, Gal-Sal, e seus dois escravos, En-pap X e Sukkagir. Está tabua foi produzida uma ou duas gerações após a tabua de Kushim.

Identidade miniaturadaimagem|"Kushim"

Acredita-se que Kushim tenha sido um indivíduo ou um título genérico de um titular de cargo. Os caracteres cuneiformes "KU" e "ŠIM" não foram apresentados com muito contexto, e por isso é difícil determinar se tais combinações de sinais denotam uma pessoa, o escritório da pessoa, ou uma instituição inteira. Embora não seja fortemente documentado, alguns dizem que uma versão alternativa do título, "Dale", também foi usada nesse período. Kushim foi responsável pela produção e armazenamento da cevada.

Além de ideogramas para quantidades e nomes de oficiais que receberam cevada, a tabuleta também contém uma entrada para o administrador e entradas para a data ou período de transações. A falta de um ideograma para zero, crucial para qualquer sistema numérico baseado em posição, resultava ocasionalmente em erros aritméticos. A noção de zero deveria ser expressada por qualquer espaço em branco, o que era às vezes esquecido ou ignorado.

Algumas das tabuletas cobram a distribuição da cevada a vários funcionários, como vários débitos, com a soma no verso como um único crédito para a quitação da obrigação de Kushim. Um registro relativamente simples mostra a cobrança de variadas quantidades de cevada a três oficiais em seu anverso, enquanto a Kushim é creditada a quantidade total distribuída aos oficiais no verso.

Entretanto, o verso também pode ser interpretado como a conta de Kushim. Outras tabuletas são mais intricadas, exibindo a entrada de vários ingredientes no anverso (malte, lúpulo etc.) e diferentes tipos de cerveja como saída no verso. Uma tabuleta mostra Kushim fornecendo 14.712 litros de cevada a quatro oficiais, aos quais foram devidamente entregues.

Ver também

História da contabilidade Iry-Hor Suméria

Ligações externas

Tabuletas contendo "Kushim" na Cuneiform Digital Library Initiative

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