A Alpine Racing Limited, atualmente competindo como BWT Alpine Formula One Team por motivos de patrocínio, é uma equipe e construtor de Fórmula 1 sediada em Enstone, Oxfordshire, Reino Unido, que compete sob licença francesa e que disputa o campeonato desde a temporada de 2021.

Anteriormente conhecida como Renault F1 Team, a equipe pertence ao grupo automotivo francês Renault e foi rebatizada em 2021 para promover a sua marca esportiva Alpine, permanecendo como equipe de fábrica da Renault, até a saída da montadora da Fórmula 1 como fornecedora de motores ao final da temporada de 2025, com a equipe passando a utilizar motores fornecidos pela Mercedes.

História Origens

A história desta equipe de Fórmula 1 começou em como a equipe Toleman, com sede em Witney, Oxfordshire, Inglaterra. Em , a equipe foi renomeada para Benetton Formula, na sequência da sua aquisição em pela família Benetton. Entre 1992 e 1993, a equipe se mudou em alguns quilômetros para uma nova base em Enstone. Michael Schumacher venceu o Campeonato de Pilotos com a equipe em ambas as temporadas de e . Em 1995, a equipe também venceu o Campeonato de Construtores, com Johnny Herbert pilotando ao lado de Schumacher.

A Renault comprou a equipe Benetton em 2000, e em , ela rebatizou-a de Renault F1 Team. Nas temporadas de e , Fernando Alonso ganhou o Campeonato de Pilotos com a equipe, e a equipe ganhou os Campeonatos de Construtores (com Giancarlo Fisichella como seu outro piloto). No final de 2009, a Renault vendeu sua participação majoritária na equipe para a Genii Capital. A partir de 2011, a Lotus Cars envolveu-se com a equipe, com ela sendo rebatizada, primeiramente para "Lotus Renault GP" para competir na temporada de , e depois para "Lotus F1 Team" para a temporada de .

Após a Lotus sofrer uma grave crise financeira durante a temporada de . Em 3 de dezembro de 2015, a Renault anunciou que havia comprado a equipe de volta para a disputa da temporada de 2016. Com a equipe competindo sob o nome Renault durante as cinco temporadas seguintes.

Alpine miniaturadaimagem|Logo da Alpine A primeira tentativa de envolvimento da Alpine na Fórmula 1 remonta a , quando o Alpine A350 foi construído, movido por um motor Gordini V8. No entanto, após o teste inicial com Mauro Bianchi em Zandvoort, o projeto foi encerrado quando foi descoberto que o motor produzia cerca de 300 cavalos em comparação com os 400 dos motores Cosworth V8.R. Smith "Alpine & Renault: The Development of the Revolutionary Turbo F1 Car 1968-1979." Chapter 3: The Alpine A350 Experimental Grand Prix Car, pp. 24-33 Após o projeto ser abandonado o A350 foi destruído. Em , a empresa produziu o protótipo Alpine A500 para testar um motor turbo V6 de 1,5 L para a equipe de fábrica da Renault, que iria estrear na Fórmula 1 em .

Em 6 de setembro de 2020, a Renault anunciou a alteração do nome de construtor da sua equipe de Fórmula 1 para Alpine a partir da temporada de , após uma reestruturação da organização interna das duas empresas com objetivo de promover a marca Alpine, que atualmente é uma subsidiária do grupo Renault.

A Alpine teve o bicampeão mundial de Fórmula 1 pela Renault, Fernando Alonso e Esteban Ocon, pilotando para a equipe em sua temporada de estreia. Alpine utilizou motores Renault e o engenheiro e diretor-gerente Cyril Abiteboul deixou a Renault durante a transição para a Alpine.

Em 1 de agosto de 2021, a equipe alcançou seu primeiro pódio e vitória na categoria sob o nome Alpine no Grande Prêmio da Hungria, que também marcou a primeira vitória de Esteban Ocon na Fórmula 1.

Em fevereiro de 2022, a BWT tornou-se o patrocinador principal da equipe, em um acordo que visa impulsionar a sustentabilidade. Com a equipe passando a competir como "BWT Alpine F1 Team".

Em junho de 2023, a equipe Alpine anunciou que havia vendido 24% de suas ações para um grupo de investidores com sede nos Estados Unidos por 200 milhões de euros, este grupo é formado pela Otro Capital, RedBird Capital Partners e Maximum Effort Investments.

Temporada de 2025 Para 2025, Gasly foi mantido pela equipe para aquela que foi a última temporada da Alpine com uma unidade de potência fabricada pela Renault. Ele foi acompanhado por Jack Doohan, que atuou como piloto reserva da equipe em temporadas anteriores e foi promovido a piloto titular da equipe, substituindo Esteban Ocon, que se juntou à Haas. Quatro pilotos foram selecionados para preencher o antigo cargo de Doohan como piloto reserva para a temporada de 2025, incluindo Paul Aron, Franco Colapinto, Ryō Hirakawa, e Kush Maini. Hirakawa foi para a Haas logo após o Grande Prêmio do Japão. A BP e a Castrol deixaram a Alpine depois de oito anos para fornecer combustíveis e lubrificantes para a iminente entrada da Audi para a próxima temporada, de modo que a Eni e a Valvoline se juntaram à equipe como fornecedores oficiais.

A temporada começou mal para a Alpine, com a equipe amargando a última posição da tabela de construtores após as três primeiras etapas na Austrália, China e Japão, sendo a única equipe a não marcar um ponto em nenhuma dessas três etapas. Depois de um fim de semana ruim em Melbourne para a equipe, Doohan se envolveu em vários incidentes com outros pilotos durante o fim de semana na China, tanto na corrida sprint quanto na prova principal, o que o levou a receber quatro pontos de penalidade em sua Superlicença FIA depois de apenas dois Grandes Prêmios. Para piorar a situação, Gasly foi desclassificado da prova principal do Grande Prêmio devido ao fato de seu chassi A525 estar abaixo do peso. A Ferrari de Charles Leclerc também foi desclassificada pela mesma infração. miniaturadaimagem|300x300px|Jack Doohan durante o Grande Prêmio do Japão de 2025 Na etapa seguinte, no Grande Prêmio do Japão, depois de ter que ceder seu carro a Ryō Hirakawa para a primeira sessão de treino livre daquele fim de semana, Doohan voltou ao cockpit para a segunda sessão de treinos, mas acabou sofrendo um acidente grave depois de não conseguir fechar o DRS do carro antes de passar pela primeira curva. Doohan começou e terminou a corrida no Japão em 19º, enquanto Gasly largou em 11º e terminou em 13º. O fim de semana no Japão também revelou as deficiências contínuas da unidade de potência da Renault, quando dados sugeriram que as Alpines perderam até 0,6 segundo no segundo setor do Circuito de Suzuka (que apresenta duas longas retas), principalmente devido ao déficit de potência de seus motores Renault.

Após o Grande Prêmio de Miami, o chefe de equipe Oliver Oakes renunciou, com o conselheiro executivo Flavio Briatore tornando-se o novo chefe de equipe. Doohan também foi confirmado como tendo perdido seu lugar na Alpine para Colapinto em uma tentativa de "revezar" o assento, com o argentino já programado para estrear no Grande Prêmio da Emilia-Romanha. Doohan seria rebaixado a piloto reserva no lugar de Colapinto.

Mesmo depois de trazer Colapinto, as dificuldades da Alpine continuaram durante a temporada; Colapinto sofreu um grande acidente no treino classificatório em Ímola, e nem ele nem Gasly conseguiram marcar pontos.

Gasly sofreu um abandono precoce em Mônaco depois de bater no seu antigo companheiro de equipe na AlphaTauri, Yuki Tsunoda, mas conseguiu marcar um ponto na corrida seguinte, no Grande Prêmio da Espanha. A equipe registrou outros três resultados nos pontos na Grã-Betanha, Bélgica e em São Paulo. No entanto, um fim de semana sem pontuar na penúltima etapa, no Catar, garantiu que a equipe terminasse em último lugar no campeonato de construtores em seu último ano sendo uma equipe de fábrica, estando 46 pontos atrás da Sauber, a 9ª colocada, e com um máximo de 43 pontos alcançáveis na última corrida em Abu Dhabi. Em 2025, a Alpine marcou um número recorde de pontos para uma equipe que terminou em último lugar entre os construtores.

Equipe cliente da Mercedes (2026-presente)

Temporada de 2026 Em 30 de setembro de 2024, devido à falta de bons resultados com sua unidade de potência durante a era do turbo-híbrido V6 desde que começou a ser utilizado em , a Renault anunciou que encerraria seu programa de motores após a conclusão do campeonato de e não faria motores para os novos regulamentos de . Com isso, significando que a Alpine perderá seu status de equipe de fábrica e se tornará uma equipe cliente. Em 12 de novembro do mesmo ano, a Alpine confirmou que utilizará motores e caixas de câmbio fabricados pela Mercedes a partir da temporada de 2026.

Para 2026, a Alpine manteve Gasly e assinou com Colapinto um contrato em definitivo.

Pilotos Alpine Ano Nome Carro Pneus Motor Pilotos Pilotos de testes ClassificaçãoPontos BWT Alpine F1 Team A522 Renault Fernando Alonso Esteban Ocon Oscar Piastri4° lugar 173 pontos Alpine F1 Team A521 Renault Fernando Alonso Esteban Ocon Daniil Kvyat Guanyu Zhou 5º lugar155 pontos

Resultados Resultados em negrito indicam pole position; resultados em itálico indicam volta mais rápida. Ano Chassi Motor Pneu Piloto 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Pontos A521 Renault E-Tech 20B 1.6 V6 t BAR EMI POR ESP MON AZE FRA EST AUT GBR HUN BEL PBS ITA RUS TUR EUA CMX SAO CAT ARA ABUrowspan="3" rowspan="3" Esteban Ocon A522 Renault E-Tech RE22 1.6 V6 t BAR ARA AUS EMI MIA ESP MON AZE CAN GBR AUT FRA HUN BEL PBS ITA SIN JAP EUA CMX SAO ABUrowspan="3" rowspan="3" Fernando Alonso Esteban Ocon A523 Renault E-Tech RE23 1.6 V6 t BAR ARA AUS AZE MIA MON ESP CAN AUT GBR HUN BEL PBS ITA SIN JAP CAT EUA CMX SAO LAS ABUrowspan="3" rowspan="3" Pierre Gasly Esteban Ocon A524 Renault E-Tech RE24 1.6 V6 t rowspan="4" rowspan="4" Pierre Gasly Esteban Ocon Jack Doohan A525 Renault E-Tech RE25 1.6 V6 t rowspan="4" rowspan="4" Pierre Gasly Jack Doohan Franco Colapinto

Notas * Temporada ainda em andamento.† – Os pilotos não completaram a prova, mas foram classificados pois concluíram 90% da prova.

Ver também Renault na Fórmula 1 Alpine Endurance Team

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