Joana Pimenta (Oeiras, 1986) é uma artista visual, realizadora e argumentista portuguesa que foi premiada em 2014 no festival Indie Lisboa e no festival de Ann Arbor. Foi professora do departamento de cinema da Universidade de Harvard e na Universidade de Rutgers nos EUA. Foi nomeada directora interina do Film Study Center da Universidade de Harvard em 2020.

Percurso Joana Chadwick Luís Pimenta, nasceu em Oeiras, no distrito de Lisboa em 1986.

Licenciou-se em Ciências da Comunicação, na variante cinema, na Universidade Nova de Lisboa. Estagiou na Videoteca Municipal de Lisboa onde frequentou o curso de realização de documentários em 2005.

Em 2009, uma vez terminada a licenciatura foi para os EUA, tirar uma pós-graduação na Universidade de Harvard, onde fez o doutoramento em Cinema e Artes Visuais.

Lá, através do Harvard Sensory Ethnographic Lab, entra em contacto com a etnografia, o que se reflectiu nos filmes realizados por ela. Tornou-se professora do Departamento de Cinema e Artes Visuais da Universidade de Harvard, após ter trabalhado lá como professora assistente nos cursos dados por Lucien Castaing-Taylor. Simultâneamente também foi docente na Universidade de Rutgers em Nova Iorque, no Departamento de Cinema. Actualmente é professora convidada do Departamento de Estudos Visuais e Ambientais em Harvard.

Co-realizou com João Seiça o seu primeiro filme, intitulado O amanhã não é aqui, que foi apresentado no Panorama - Mostra do Documentário Português em 2006.

Em 2014, realiza a sua primeira curta As figuras gravadas na faca com a seiva das bananeiras que é premiada no Festival IndieLisboa no festival de cinema de Ann-Arbor desse ano.

Vivendo entre Portugal, Brasil e os EUA, começou a trabalhar com o realizador Adirley Queirós, como directora de fotografia no filme Era uma vez Brasília, que estreou no festival Internacional de Cinema de Locarno em 2017. Desde então co-realizaram vários filmes nomeadamente: Rádio Coração e Mato seco em chamas.

Em 2020 foi nomeada directora interina do Film Study Center da Universidade de Harvard, que apoia a realização de projectos de não-ficção como documentários e instalações de vídeo.

Filmografia Como realizadora:

2006: O Amanhã não é Aqui 2014: As Figuras Gravadas na Faca com a Seiva das Bananeiras 2016: Um Campo de Aviação 2016: Rádio Coração 2020: Mato Seco em Chamas

Como directora de fotografia:

2017: Era uma vez Brasília, que estreou no 70º Festival Internacional de Cinema de Locarno.

Prémios e Menções Honrosas Os seus filmes têm sido premiados em vários festivais, nomeadamente: As Figuras Gravadas na Faca com a Seiva das Bananeiras Prémio Pixel Bunker para Melhor Curta Metragem Portuguesa no Festival IndieLisboa de 2014 Recebeu o Tom Berman Award para realizador emergente do festival de cinema de Ann Arbor Campo de Aviação premiada com: Grande Prémio do 58º Festival Internacional de Cinema Documental e Curta-metragens de Bilbau Era uma vez Brasília Recebeu o Prémio de Melhor Fotografia no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Mato Seco em Chamas, co-realizado com Adirley Queirós, ganhou o Grande Prémio de Longa Metragem no IndieLisboa de 2022, no mesmo ano ganhou o Grande Prémio da 28ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português.

É mencionada no livro Women's Cinema in Contemporary Portugal, de Mariana Liz e Hilary Owen.

Referências

Ligações externas

Joana Pimenta: excerto de As figuras gravadas na faca com a seiva das bananeiras Joana PIMENTA: Um campo de aviação (excerto) Teaser do filme Rádio Coração Doc's Kingdom - Entrevista com Adirley Queirós e Joana Pimenta @ Canal180

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