O segundo processo de vacância presidencial contra Martín Vizcarra foi uma ação iniciada pelo Congresso da República do Peru sob o fundamento de "incapacidade moral permanente" do Presidente da República, Martín Vizcarra. Em 20 de outubro de 2020, as bancadas dos partidos Unión por el Perú, Podemos Perú, Frente Amplio e outros alcançaram o nível de assinaturas necessário para apresentar a chamada "moção de vacância" por supostos casos de corrupção do presidente durante seu mandato como governador regional de Moquegua.
Inicialmente, o debate para a admissão da moção de vacância ocorreria no dia 31 de outubro, mas posteriormente foi estendido até a primeira semana de novembro sem especificar o dia exato. Por fim, decidiu-se que sua a admissão seria debatida no dia 2 de novembro. Chegada a data, a moção foi admitida ao debate com 60 votos favoráveis, 40 contrários e 18 abstenções, razão pelo qual o presidente da república teve de comparecer à sessão plenária de 9 de novembro para exercer seu direito de defesa.
Depois de ouvir o presidente Vizcarra, o Congresso debateu e aprovou a destituição por incapacidade moral por 105 votos a favor. Vizcarra tornou-se o terceiro presidente a ser declarado nesta situação, depois de Guillermo Billinghurst (1914) e Alberto Fujimori (2000). Após a destituição de Vizcarra, Manuel Merino tornou-se o novo presidente do país.
Votação do Congresso PresidenteDataVotoAccion PopularAlianza Para el ProgresoFREPAPFuerza PopularUPPPodemos PeruSomos PeruPartido MoradoFrente AmplioInd.TotalMartín Vizcarraind.9 de novembro de 2020 Moção aprovada Condenado Sim182014151210763 Não412921Ausente11Abstenção211
Ver também Primeiro processo de vacância presidencial contra Martín Vizcarra Primeiro processo de vacância presidencial contra Pedro Pablo Kuczynski Segundo processo de vacância presidencial contra Pedro Pablo Kuczynski
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