A gastroplastia endoscópica foi descrita na literatura médica na década de 2010 como uma alternativa minimamente invasiva para o tratamento da obesidade. O procedimento consiste na realização de suturas endoscópicas no estômago com o objetivo de reduzir seu volume e modificar a dinâmica gástrica, promovendo saciedade precoce e perda de peso. Após sua introdução internacional, a técnica começou a ser adotada em diversos centros de endoscopia bariátrica no Brasil em 2016, sendo os pioneiros na implementação da tecnica no Brasil: Dr Manoel Galvao MD MSc FASGE IFASMBS, Dr Jimi Scarparo, Dr Flavio Mitidieri Ramos, MD MSc FASGE, Dr Eduardo Grecco, Dr Felipe Matz, Dr Sergio Barrichello, Dr Bruno Sander, Dr Luis Gustavo Quadros MD MSc PHD FASGE, entre outros. Surgiram estudos Clínicos e Publicações Científicas que contribuíram para a disseminação e padronização do procedimento no país, incluindo participação em Consenso e publicações multicentricas sobre a tecnica.
Esse procedimento médico, o qual consiste em uma técnica similar a uma cirurgia bariátrica do tipo Sleeve, mas realizado por meio de uma endoscopia, apresenta resultados satisfatórios na perda de peso dos pacientes. A técnica promove perda de peso principalmente por redução do volume gástrico, aumento da saciedade precoce e alterações no esvaziamento gástrico. estando baseada na restrição do espaço disponível para alimentos e na redução dos movimentos perístalticos sem interferir na absorção dos nutrientes. A ideia do método é diminuir a capacidade gástrica através de pontos, dados pelo endoscopista através de um dispositivo de Sutura Gastrica na ponta de uma aparelho de endoscopia.
Indicações Esse método pode ser indicado para pacientes que mesmo com mudanças de estilo de vida não perderam peso, ou perderam e reganharam o peso perdido e que busquem um método mais duradouro e eficiente. É normalmente indicado para pacientes com IMC acima de 30.
A obesidade é uma doença crônica e multifatorial e a limitação do volume do estômago do paciente pode colaborar muito com a mudança de estilo de vida. Quando associado a medicações coma a semaglutida pode ser ainda mais eficaz. Também pode ser recomendado à pacientes obesos mórbidos, ou seja, dotados de IMC maior que 40, que eventualmente não possam ou não desejem se submeter à métodos mais invasivos, caso dos demais tipos de cirurgias bariátricas.
Entretanto esta técnica tende a apresentar menor eficiência a longo prazo quando comparado à cirurgia bariátrica tradicional.
Procedimento Com o paciente sedado sob anestesia geral, o médico insere um endoscópio pela boca do paciente, chegando até o estômago. Com um equipamento especialmente desenvolvido para este fim, o médico sutura o estômago criando uma invaginação, reduzindo drasticamente seu volume, o que diminuirá a sensação de fome sentida pelo paciente.
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