Santo Guerreiro: Roma Invicta é o primeiro livro da trilogia Santo Guerreiro escrito pelo brasileiro Eduardo Spohr. A trama se propõe a contar a biografia de um dos principais santos do Catolicismo, São Jorge, pelo prisma histórico. Trata-se de uma obra de ficção, que não pretende desafiar doutrinas ou dogmas, mas lançar luz sobre esse personagem que, seja real ou simbólico, é admirado por milhares de fiéis em todo o planeta.

Foi publicado em novembro de 2020 pela editora Verus e será sucedido por "Ventos do Norte" e "Império do Leste".

Sinopse

No fim do terceiro século, o Império Romano estava à beira do colapso. Invasões bárbaras, confrontos religiosos e insurreições militares ameaçavam a soberania dos césares. No Leste, a poderosa rainha Zenóbia reuniu uma tropa de guerreiros montados e assumiu o controle da Síria. Caráusio, o almirante da frota romana no Canal da Mancha, ocupou as províncias do Oeste e se autoproclamou imperador da Britânia. Em meio à desordem e ao caos, Laios Graco, alto oficial da cavalaria, é morto e suas terras, roubadas. Seu filho, o jovem Georgios, foge para a capital com o objetivo de se apresentar ao imperador Diocleciano, antigo companheiro de seu pai, na esperança de ser aceito no exército, tornar-se soldado, recuperar suas posses e vingar a família.

Santo Guerreiro conta a versão mais fidedigna da vida de São Jorge já escrita. Com base em documentos históricos e vestígios arqueológicos, o autor nos transporta de volta à Antiguidade tardia, a um tempo em que o aço, o amor e a intriga governavam o destino dos homens — e, por conseguinte, os rumos da história.

Contexto histórico da narrativa A obra se inicia apresentando o Imperador Aureliano, após as batalhas de Imas e Emesa, visando o confronto final em Palmira, para destruir o Império de Palmira, comandado por Zenóbia.

Constâncio Cloro, à época, ainda era seu guarda-costas, após a Legião XII Fuliminante sofrer baixas na sua liderança, Laios Graco foi o nome indicado para assumir o posto.

A batalha de Palmira, contava com a superioridade do lado Romano. Aureliano possuia seis Legiões incluindo a Fulminante, a Cirenaica e Flavia Felix.

Personagens da Obra A história narra a vida de Georgios Anício Graco, filho de Laios Anício Graco e Polychronia.

Laios: era um tribuno romano, oficial da ordem dos Equestres, baixa nobreza de Roma, sendo indicado no início do livro como o segundo em comando da Legião XII Fulminante, que até então eram lideradas por Cláudio Tibério, que faleceu após ser picado por uma cobra. Nascido na Capadócia, possui feições helenicas, cabelos negros, curtos, olhos castanhos, nariz ligeiramente adunco, rosto quadrado e a pele morena.

Polycrhonia: era serva na corte de Zenóbia, e foi oferecida a Laios como escrava após a derrota de Zenóbia na Batalha de Palmira.

Zenóbia: foi imperatriz do império de palmira, que após ser derrotada em batalha foi levada por Aureliano à Roma. Nesta narrativa, ela se tornou uma figura de influência entre os patrícios e o Senado, sendo vista como uma conselheira ímpar.

Strabo: secretário do Senador Caio Valério Fúlvio, que havia perdido sua propriedade em Lida, foi dado a Laios, quando este assumiu a propriedade do senador. Strabo era o responsável por cuidar da propriedade e posteriormente se tornou o pedagogo de Georgios. Descrito como um indivíduo magro, calvo, barba crespa e sobrancelhas grisalhas.

Estrutura da Obra O livro é divido em 5 (cinco) tomos:

Tomo I - Laios e Polychronia Tomo II - Sangue e Fogo Tomo III - Antioquia Tomo IV - A Jornada Tomo V - Nicomédia

Esses tomos são estruturados como as partes da biografia de Georgios, que está sendo escrita por Flávia Julia Helena, mãe de Constantino, esposa de Constâncio Cloro. Com supervisão e cura por Eusébio, servo da familia do tetrarca.

Cada tomo é inaugurado por cartas, com considerações e descrições sobre os eventos. A primeira carta é do livro não é datada, fazendo apenas a referencia de se tratar do contudo do vigésimo ano do reinado de Constantino. A segunda carta, que inaugura o tomo II possui a indicação da localidade, sendo Cesareia Maritima, data de 1080 ab urbe condita.

Categoria:Livros de Eduardo Spohr Categoria:Jorge da Capadócia