Catarina Resende de Oliveira (Coimbra, 1946), é uma médica neurologista e cientista portuguesa que se tem dedicado a estudar os processos que provocam a degenerescência neurológica responsável por doenças como o Alzheimer e a doença de Parkinson. Faz parte da direcção da Unidade de Inovação e Desenvolvimento do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra. Foi presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra e do Conselho Científico das Ciências da Vida e da Saúde da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Coordena o consórcio que reúne o Centro de Neurociências e Biologia Celular e o IBILI e é presidente da Agência para a Investigação Clínica e Inovação Biomédica (AICIB).
Percurso Catarina Isabel Neno Resende de Oliveira, nasceu em Fevereiro de 1946 na cidade de Coimbra, onde o pai era professor de medicina na Universidade de Coimbra.
Desde cedo que mostrou interesse pela fisiopatologia e pela biomedicina o que a levou a frequentar a licenciatura em medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, tendo concluído o curso em 1970. Uma vez terminado o curso ocupou a posição de assistente na faculdade.
O seu interesse em seguir neurologia, inicia-se nas aulas do professor António Nunes Vicente e aprofunda-se ao conhecer Arsélio Pato de Carvalho que na altura dirigia um centro de investigação em biologia. Este centro transformou-se no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, onde ela irá trabalhar como investigadora, após se ter doutorado em neurologia em 1984 e do qual será nomeada presidente em 2003.
Também ocupou o lugar de presidente do Conselho Científico das Ciências da Vida e da Saúde da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Faz parte da comissão cientifica da Alzheimer Portugal e é presidente da Agência para a Investigação Clínica e Inovação Biomédica (AICIB).
Durante a pandemia de Covid-19 defendeu que a investigação cientifica fundamental deve ser financiada e não descurada, pois esta garantiu aos investigadores científicos a flexibilidade e a capacidade de adaptação necessárias, para encontrarem soluções para os problemas provocados por este coronavirus.
Trabalho de Investigação A sua investigação em neurociências tem-se focado no estudo dos mecanismos que protegem o cérebro, e aqueles que provocam a sua degradação, levando ao aparecimento de doenças neurodegenerativas no ser humano, entre elas Alzheimer e Parkinson.
É autora de mais de 300 artigos sobretudo sobre a doença de Alzheimer na qual é especialista.
Prémios e Reconhecimento 1965 - Prémio Dom Dinis, atribuído aos melhores alunos da Universidade de Coimbra
1968 - Prémio Boerhinger da Universidade de Coimbra
2006 - Recebeu o Prémio "Estímulo à Excelência" da Fundação para a Ciência e a Tecnologia
2008 - Ganhou o Prémio Nunes Correa Verdades de Faria, pelo seu trabalho na área do envelhecimento, dado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
2014 - Foi agraciada pelo Estado Português com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública
2016 - O Ministério da Saúde português distinguiu-a com Medalha de Serviços Distintos, categoria ouro
2016 - Foi homenageada com a Medalha de Ouro da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
2016 - Foi uma das investigadoras portuguesas homenageadas pelo Ciência Viva na primeira edição do livro Mulheres na Ciência
2019 - Recebeu o Prémio Personalidade Saúde Sustentável
2022 - A Sociedade Europeia de Investigação Clínica (ESCI) galardoou-a com a Medalha Albert Struyvenberg
Ligações Externas Mediateca do Museu da Ciência - 5 minutos com um cientista: Catarina Resende de Oliveira
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