Leonor de Moura Corterreal y de Aragón Moncada (1642 — Madrid, 28 de novembro de 1706),As fontes, a partir de Orlando (III, p. 239), apontam geralmente o dia 1 de janeiro de 1707 como data da morte. Contudo, corrigindo explicitamente o historiador de Nocera e baseando-se na sua investigação nos arquivos da família Pio de Saboia, herdeiro da nobre, Pier Luigi Baroni afirma que a data correta da morte remonta a 28 de novembro de 1706 (Missione diplomatica presso la Repubblica di Venezia (1732-1743) : Luigi Pio di Savoia, ambasciatore d'Austria, Bologna, Ponte nuovo, 1973, p. 256, nota n. 23). Tal data é confirmada pelo detalhado reconhecimento do obituário da nobreza madrilena do século XVIII, recolhido por A referência a 1706 como ano do falecimento é também fornecida no índice dos nomes em conhecida em Itália por Eleonora di Moura, duquesa de Nocera e marquesa de Castelo Rodrigo, foi uma aristocrata, descendente da família Corte-Real e herdeira dos respectivos título em Espanha e Itália, que se distinguiu no campo político, especialmente no período em que seu marido, Anielo de Guzmán y Carafa, foi vice-rei da Sicília, a quem sucedeu por um breve período após o seu falecimento em 1677.Gennaro Orlando, Storia di Nocera de' Pagani, Napoli, 1888.Eleonora Di Mora, la donna Vicerè di Sicilia che aiutò le prostitute a cambiare vita. Biografia Filha de Francisco de Moura Corte-Real, duque de Nocera e marquês de Castelo Rodrigo, Leonor de Moura y Moncada de Aragón sucedeu a seu pai em 1675 como a 2.ª duquesa de Nocera da casa de Castelo Rodrigo, a 8.ª desde a fundação do ducado, a 4.ª marquesa de Castelo Rodrigo e a 3.ª condessa de Lumiares.

Casou por duas vezes. A primeira vez com Anielo de Guzmán y Carafa, filho de Ramiro Núñez de Guzmán, 2.º duque de Medina de las Torres, 2.º marquês de Toral, conde de Arzarcóllar, e de Anna Carafa della Stadera, 3.ª duquesa de Mondragone. O marido morreu em 1677, então no cargo de vice-rei da Sicília. Com a morte do marido, coube a Leonor de Moura assegurar transitoriamente o governo da Sicília, o que fez durante 27 dias, sendo a primeira vez que uma mulher exerceu funções vice-reais.Vincenzo Avria, Historia cronologica delli signori vicerè di Sicilia … dall’ anno 1409 sino al 1697…, P. Coppolo, 1697, S. 163f (online).Giovanni Evangelista di Blasi e Gambacorta, Storia cronologia dei vicerei lugotenente e presidenti del regno di Sicilia, vol. 3, 1842.Francesco Paolo Castiglione, Dizionario delle figure delle istituzioni e dei costumi della Sicilia storica, 2010 (ISBN 978-8838924552). Rapidamente substituída no lugar face à oposição da Igreja Católica, que considerava inadmissível que uma mulher tivesse funções que incluíam as de legado papal na ilha, ainda assim governou durante 27 dias, de 16 de abril a 13 de maio de 1677, tomando nesse curto período de tempo um conjunto de medidas que deixaram marca.

Deste primeiro casamento por volta de 1669-1670, embora tradicionalmente ignorado pelas principais genealogias, nasceu um filho, Félix de Guzmán y Carafa, que faleceu durante uma viagem a Malta, em 1688, provavelmente morto por ser o mais perigoso concorrente à colossal herança da família paterna (os seus tios Nicola e Domingo de Guzmán Carafa faleceram também no ano seguinte, em 1689, sem descendência).

Em 1679 Leonor de Moura voltou a casar, desta feita com Carlos Homodei y Lasso de la Vega, 2.º marquês de Valdesaz de los Oteros. Desse casamento em 24 de fevereiro de 1680 nasceu um filho, que "morreo em Outubro do mesmo anno".Don António Caetano de Sousa, Historia genealogica da casa real portugueza, desde a sua origem até o presente, [...], Tomo IX, Lisboa, Sylviana, 1742, pp. 361-362.

Os nocerini fizeram o possível tanto no luto pela viuvez de sua duquesa, quanto na alegria de seu segundo casamento e do nascimento de seu filho. Apesar de ter ficado um ano em Nápoles, a duquesa nunca visitou a cidade de Nocera.Gennaro Orlando, Storia di Nocera de’ Pagani, Nápoles, 1888.

Faleceu em Madrid, no dia 28 de novembro de 1706. Não tendo filhos sobreviventes, o ducado de Nocera e os restantes títulos foram herdados pela sua irmã Joana de Moura Corte Real y Moncada.

A marquesa Eleonora de Moura é a protagonista do romance La rivoluzione della luna (A Revolução da Lua) de Andrea Camilleri.Andrea Camilleri - La rivoluzione della luna, 1ª edizione do sito da editora Sellerio; A revolução da Lua (traduzido por Joana Angélica Avila Melo) do site da editora Bertrand Brasil.

Referências

Ligações externas Eleanora de Moura, duchessa di Nocera Eleonora Di Mora, la donna Vicerè di Sicilia che aiutò le prostitute a cambiare vita Una mujer inolvidable Andrea Camilleri: The Revolution of the Moon

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