Carlos Belo de Morais (Crato, Crato, 29 de novembro de 1868 — São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 1 de junho de 1933) foi um médico e professor de Medicina que se distinguiu no campo de semiologia clínica.“Quem Foi Quem na Toponímia do Município do Crato”.Leonel de Oliveira (coord.), Quem É Quem, Portugueses Célebres, p. 372. Círculo de Leitores, Lisboa, 2008.Ana Barradas & Manuela Soares, Médicos Nossos Conhecidos, pp. 57-58. Mendifar, 2001.

Biografia Era filho de António Maria Morais, Escrivão da Fazenda do concelho do Crato, e de Ana Joaquina Matias, doméstica, ambos naturais da freguesia da Flor da Rosa, concelho do Crato.

Formou-se em Medicina pela Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa no ano de 1892, apresentando como dissertação o trabalho intitulado Questoes de higiene e profilaxia da tuberculose. Em 1899 concorreu ao cargo de lente da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa apresentando o estudo O aparelho tiroideu, o que lhe permitiu aceder por concurso ao magistério e ser nomeado em 1900 assistente clínico no Hospital de São José.vol. I, p. 189. Ao longo da sua carreira docente, foi professor das cadeiras de Medicina Legal e Fisiologia Especial com Propedêutica Médica, de Patologia Interna e Clínica Médica.

Com a criação da Universidade de Lisboa, foi nomeado director da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, onde exerceu profunda influência na formação médica. Na vertente pedagógica, distinguiu-se pelo seu método de ensino, considerado estimulante e cativador, e pelo seu trabalho no campo da semiologia médica e da sistematização da história clínica.

Foi sócio da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa, de que foi o 31.º presidente.

O seu nome é lembrado na toponímia de de várias povoações, entre as quais o Crato (Largo Doutor Belo de Morais), Carnaxide (Rua Carlos Belo de Morais) e Massamá (Praceta Professor Doutor Carlos Belo de Morais).

Em 1907 chega a director de Enfermaria do Hospital Real de São José e Anexos. Foi enfermeiro-mor interino em regime de comissão de serviço do Hospital de São José e Anexos (10.4-11.12.1911), passando a director após a extinção do cargo de enfermeiro-mor mediante o Decreto, com força de lei, de 25 de Maio de 1911. Foi professor da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e da Faculdade de Medicina de Lisboa sendo também seu director (1911-1915) e director, primeiro interino, do Hospital Escolar de Santa Marta (2.2.1911-2.12.1913; 2.12.1913-1915). Aí leccionou as cadeiras de histologia, patologia médica, clínica médica e fisiologia. Assumiu o cargo de presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Montepio Geral (até 6.4.1911); presidente da Comissão Executiva da ANT (10.3-17.3.1911). Foi presidente da Comissão Médica dos Hospitais Civis de Lisboa (em funções 12.11.1913-9.7.1914) e presidente interino da Comissão Directora dos Hospitais Civis de Lisboa (2-5.4.1917). Dirigiu também a Sociedade de Ciências Médicas (1911-1913) e a Associação dos Médicos Portugueses. (1911-1913). Foi ainda vogal do Conselho Médico-Legal de Lisboa, vogal Substituto do Conselho de Saúde e Higiene Pública, vogal da Comissão Técnica da ANT, membro da Comissão Organizador da Liga Nacional contra a Tuberculose e director das revistas Medicina Contemporânea e Lisboa Médica. Retirou-se da carreira médica em 1923.

Era casado com Maria da Conceição Casqueiro Belo de Morais (Crato, Crato, c. 1873). Morreu vítima de colecistite calculosa a 1 de junho de 1933, em sua casa, na Rua D. Estefânia, n.º 195, freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa. Foi sepultado no cemitério do Crato, de onde era natural.

Categoria:Naturais do Crato (Portugal) Categoria:Médicos de Portugal Categoria:Professores da Universidade de Lisboa Categoria:Académicos de Portugal