O primeiro turno da eleição presidencial no Equador em 2021 ocorreu em 7 de fevereiro, e o segundo turno ocorreu em 11 de abril. Com 52,36% dos votos, os equatorianos elegeram Guillermo Lasso como o presidente do país, cujo mandato se prolongará de maio de 2021 a maio de 2025. As eleições legislativas ocorreram em simultâneo, sendo eleitos os integrantes do Parlamento Andino e da Assembleia Nacional.

O presidente Lenín Moreno, eleito em 2017, não se candidatou à reeleição. De acordo com as pesquisas de opinião realizadas durante a campanha, os três principais candidatos eram os ex-ministros Andrés Arauz e Guillermo Lasso, além do ex-prefeito Yaku Pérez. Arauz escolheu como candidato a vice-presidente Rafael Correa, ex-presidente do país não poderia ser candidato a presidente por já ter cumprido dois mandatos. Também foi impedido de disputar a vice-presidência devido à condenação criminal por corrupção.

No primeiro turno, Arauz foi o candidato mais votado com 32,7% dos votos, seguido por Lasso, com 19,7% e Pérez, com 19,4%. Já no segundo turno, Lasso venceu Arauz, derrotando pela primeira vez em quinze anos um candidato do Correísmo.

Contexto thumb|esquerda|O presidente Rafael Correa na posse de seu sucessor Lenín Moreno, em 2017

Em 2017, o presidente Rafael Correa era inelegível por ter cumprido dois mandatos. Durante seu governo, Correa registrou altos índices de aprovação, na maior parte superiores a 60%, mas a avaliação positiva diminuiu com o término de seu mandato. Apesar disso, o candidato governista, Lenín Moreno, elegeu-se no segundo turno, derrotando Guillermo Lasso por uma pequena margem: 51,16-48,84%. Lasso inicialmente contestou os resultados, mas posteriormente reconheceu a vitória de Moreno, que foi empossado em 24 de maio de 2017.

Moreno rompeu com Correa ainda no primeiro ano de seu mandato, acusando o antecessor de corrupção e má gestão fiscal. Além de Correa, o presidente também rompeu com a esquerda em geral, realizando uma gestão com inspiração liberal em termos econômicos. Em 2019, protestos em massa ocorreram no país contra o cancelamento dos subsídios aos combustíveis e outros ajustes econômicos, denunciados pela oposição como austeridade. Em 2020, a popularidade de Moreno caiu para 18% e ele decidiu não ser candidato a um segundo mandato. Nenhum postulante à presidência em 2021 quis o apoio de Moreno.

Em 2018, os eleitores decidiram, em um referendo, impedir que um presidente fosse reeleito mais de uma vez. Na época, especulava-se que Correa poderia ser novamente candidato à presidência e a convocação do referendo por Moreno foi classificado pelo Deutsche Welle como o "ápice da ruptura" entre ambos; Correa chamava o sucessor publicamente de "traidor" e "impostor profissional". Correa apresentou-se então como candidato a vice de seu antigo ministro Andrés Arauz, mas sua condenação por corrupção forçou sua substituição na chapa.

Processo eleitoral O presidente da República é eleito por sufrágio universal, com o voto sendo obrigatório, para um mandato de quatro anos, sendo-lhe facultado uma reeleição. O país utiliza um sistema de dois turnos modificado: para ser eleito no primeiro turno, requer-se que um candidato alcance mais de 50% dos votos válidos ou 40% e uma diferença de ao menos 10% em relação ao segundo colocado. No primeiro turno, os eleitores elegeram ainda seus representantes no Parlamento Andino e na Assembleia Nacional.

Candidatos Para a eleição de 2021, houve um recorde de dezesseis candidatos à presidência. Os seguintes candidatos registraram mais de 5% dos votos no primeiro turno:

Candidato a presidente, idade, partido político Último cargo público Candidato a vice-presidente Detalhes Andrés Arauz

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Unión por la Esperanza 80px|Andrés Arauz Ministro de Estado Carlos Rabascall Economista formado pela Universidade de Michigan, trabalhou como assessor do Ministério de Coordenação da Política Econômica, de 2007 a 2009. Ingressou no Banco Central em 2009, sendo seu diretor-geral bancário entre 2011 e 2013. Em 2015, foi nomeado por Correa como ministro de Estado, na pasta de Coordenação e Talento Humano. Socialista, integra o conselho diretivo da Internacional Progressista. Em agosto de 2020, Arauz foi formalizado como candidato à presidência e Correia à vice-presidência. No mês seguinte, Correia declarado inelegiível diante de sua condenação por corrupção. Arauz então escolheu o jornalista Carlos Rabascall como candidato a vice. Guillermo Lasso

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Creando Oportunidades 80px|Guillermo Lasso Ministro de Estado Alfredo Borrero Empresário, foi diretor de operações da Coca-Cola no país. Em 1994, se tornou diretor do Banco Guayaquil, cargo que ocupou até 2012. Nomeado governador de Guayas em 1998, exerceu o cargo até o ano seguinte, quando foi designado "superministro" da Economia, mantendo-se no cargo por apenas um mês. No governo de Lucio Gutiérrez, desempenhou funções diplomáticas nos Estados Unidos. Em 2013, alcançou a segunda colocação na eleição presidencial com 22,68%, atrás de Correa. No pleito seguinte, foi derrotado no segundo turno, com 48,84%. O movimento político do qual faz parte se declarou liberal em termos econômicos e socialmente conservador. Yaku Pérez

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Pachakutik 80px|Yaku Pérez Prefeito de Azuay Virna Cedeño Dirigente indígena, concluiu doutorado pela Universidade Católica de Cuenca. Iniciou sua carreira política como vereador de Cuenca. Em 2003, foi designado presidente da Federação de Organizações Indígenas e Campesinas de Azuay. Eleito governador de Azuay em sua terceira tentativa, renunciou ao cargo em 2020 para disputar a presidência. Foi um opositor ao governo Correa e em 2017 optou por apoiar Lasso no segundo turno, declarando ser "preferível um banqueiro a uma ditadura." Foi um dos principais líderes dos protestos contra o governo Moreno em 2019. Pérez rechaçou o rótulo de comunista, afirmando que acreditava em uma "esquerda de vanguarda, fundada em alguns valores ancestrais." Xavier Hervas

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Izquierda Democrática 80px|Xavier Hervas Empresário María Calderón Estudou no exterior e graduou-se em engenharia de produção agroindustrial. Empresário, mantinha ações em sete empresas do setor agrícola. Participou de um processo eleitoral como candidato pela primeira vez. Na campanha à presidência, buscou romper o que considerava ser um clima de confronto estabelecido no país nas últimas décadas entre a esquerda liderada por Correa e a direita conservadora, representada por Lasso. Tentou mobilizar sobretudo os mais jovens, acreditando que os eleitores estavam cansados de políticos tradicionais. Declarou-se como de centro-esquerda e propôs enfatizar a "reativação econômica."

Também foram candidatos:

Pesquisas de opinião

Resultados thumb|Mapa dos resultados do primeiro turno. thumb|Mapa dos resultados do segundo turno.

Candidato(a) Vice 1º turno 2º turno Votação Guillermo LassoAlfredo Borrero 1 818 049 19,72 4 653 435 52,36Andrés ArauzCarlos Rabascall 3 012 449 32,68 4 233 332 47,64 Yaku Pérez Virna Cedeño 1 789 991 19,42Não participou Xavier Hervas María Calderón 1 448 687 15,71 Pedro Freile Vallejo Byron Solís Figueroa 192 019 2,08 Isidro Romero Carbo Sofía Merino 171 287 1,86 Lucio Gutiérrez David Norero 164 021 1,78 Gerson Almeida Martha Villafuerte López 159 196 1,73 Ximena Peña Pacheco Patricio Barriga Jaramillo 142 304 1,54 Guillermo Celi Verónica Sevilla Ledergerber 84 364 0,92 Juan Fernando Torres Ana María Salazar 75 859 0,82 César Montúfar Julio Villacreses Guillém 57 597 0,62 Gustavo Larrea Cabrera Alexandra Peralta Marín 36 957 0,40 Carlos Sagnay Narda Ortiz Roa 26 174 0,28 Giovanny Andrade Salvador Katherine Mata Echeverría 20 525 0,22 Paul Carrasco Carpio Frank Vargas Anda 19 689 0,21 Total de votos válidos Votos em branco 327 518 3,10 174 160 1,61 Votos nulos 1 007 743 9,55 1 758 196 16,25 Total Abstenções Eleitores aptos a votar Fonte: CNE

Ligações externas Elecciones generales 2021, Conselho Nacional Eleitoral do Equador

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