A flexibilidade cerosa, flexibilidade cérea (em latim, cerea flexibilitas) ou flexibilidade de cera, também chamada rigidez cérea, é um sintoma psicomotor da catatonia associada à esquizofrenia, perturbação bipolar ou outras perturbações mentais que leva a uma resposta diminuída a estímulos e a uma tendência a permanecer numa postura imóvel.Definition – Online Medical Dictionary As tentativas de reposicionar o paciente encontram "resistência leve e uniforme" e, após ser reposicionado, o paciente normalmente permanecerá na nova posição.Barlow, D. H., & Durand, V. Mark. (2015). Abnormal Psychology: An Integrative Approach. Stamford, CT: Cengage Learning, p. 485 A flexibilidade cerosa raramente ocorre em casos de delirium.Regal, P. (2017). Malignant Catatonia Versus Delirium. American Journal of Medicine, 130(1), e33. doi:10.1016/j.amjmed.2016.07.033 A presença da flexibilidade cerosa junto com pelo menos dois outros sintomas catatónicos, como estupor ou negativismo, são suficientes para justificar um diagnóstico de catatonia.
Se alguém movesse o braço de alguém com flexibilidade de cera, o paciente manteria aquele braço onde foi posicionado até ser movido novamente, como se fosse cera maleável. Uma alteração posterior da postura de um indivíduo é semelhante a dobrar uma vela. Embora a flexibilidade de cera tenha sido historicamente associada à esquizofrenia, também existem outras perturbações aos quais esta pode estar associada, como perturbações de humor com comportamento catatónico.American Psychiatric Association (2000) Diagnostic and statistical manual of mental disorders (DSM-IV TR) 4th edition. USA: American Psychiatric Association
A eletroconvulsoterapia é frequentemente usada como tratamento para a catatonia.Raveendranathan, D., Narayanaswamy, J., & Reddi, S. (2012). Response rate of catatonia to electroconvulsive therapy and its clinical correlates. European Archives Of Psychiatry & Clinical Neuroscience, 262(5), 425. Um estudo descobriu que pacientes catatónicos com flexibilidade cerosa responderam mais rápido à terapia eletroconvulsiva, em comparação com pacientes com outros sintomas de catatonia.Raveendranathan, D., Narayanaswamy, J., & Reddi, S. (2012). Response rate of catatonia to electroconvulsive therapy and its clinical correlates. European Archives Of Psychiatry & Clinical Neuroscience, 262(5), 429.
Ver também
Catalepsia
Referências
Categoria:Transtorno bipolar Categoria:Esquizofrenia